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BRASIL E MUNDO

Mulheres impulsionam segurança no trânsito brasileiro e já são 36% dos motoristas habilitados

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Foto: Pixabay

A presença feminina no trânsito brasileiro tem crescido de forma consistente nos últimos anos e, com ela, também se fortalece a contribuição das mulheres para a construção de um ambiente viário mais seguro e responsável. Dados mais recentes da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) indicam que, até outubro de 2024, as mulheres já representam 36% dos motoristas habilitados no Brasil, somando 29.599.538 condutoras.

Na categoria B, que contempla veículos de passeio, elas correspondem a 50% dos habilitados. Esse avanço é resultado de uma evolução contínua ao longo dos últimos anos. Em 2023, por exemplo, as mulheres representavam 35,48% das Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) válidas no país, segundo dados reunidos por iniciativas como o movimento A Voz Delas. Análises recentes do setor indicam também que essa participação seguiu em crescimento em 2025 e início de 2026, acompanhando o aumento da presença feminina em diferentes áreas da mobilidade e da tecnologia aplicada ao trânsito.

“As mulheres desempenham um papel essencial na construção de um trânsito mais seguro e responsável. Estudos e estatísticas mostram que elas adotam uma condução mais prudente, com menor envolvimento em sinistros graves. Além disso, sua crescente participação no desenvolvimento de tecnologias voltadas à segurança viária tem impulsionado inovações que beneficiam toda a sociedade. Na Perkons, valorizamos e celebramos essa contribuição e incentivamos a presença feminina em todas as áreas -, pois acreditamos que um trânsito mais humano e seguro passa, necessariamente, pela diversidade e pela inclusão”, afirma Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons.

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Nesse contexto, o avanço da presença feminina no trânsito vai além dos números e se consolida como um fator relevante para a segurança viária no país. Ao combinar comportamento mais prudente, participação crescente e atuação em diferentes áreas da mobilidade, as mulheres contribuem diretamente para a construção de um trânsito mais seguro, um desafio coletivo que exige tecnologia, educação e mudança de cultura.

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BRASIL E MUNDO

FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão parado para credores do grupo Master e alerta para perda de valor sem correção

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

Como resgatar

As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.

O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Quanto falta

O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.

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Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.

No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

O que é

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

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O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O que é protegido

A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:

  • conta-corrente;
  • conta-poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Câmbio (LC);
  • Letras Hipotecárias (LH);
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
  • operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Patrimônio do fundo

O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.

Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.

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