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Menor é apreendido após matar mecânico a tiros

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Duas pessoas, entre elas um menor de idade, envolvidas nos crimes de homicídio consumado e homicídio tentado, ocorridos na segunda-feira (06.01), em Mirassol d’Oeste, foram detidas em ação conjunta da Polícia Civil e Polícia Militar, na manhã desta quarta-feira (08.01), em diligências ininterruptas realizadas pelos policiais do município.

O adolescente, de 16 anos, apontado como o autor dos disparos confessou a autoria e foi autuado em flagrante pelos atos infracionais de homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O segundo suspeito, de 25 anos, foi flagrado em posse da arma utilizada no crime e responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.

O crime que vitimou o mecânico, Wederson Silva dos Santos, de 32 anos, ocorreu na noite de segunda-feira (06). A vítima estava em uma residência com amigos, quando o suspeito entrou no local e efetuou diversos disparos, que tiraram a sua vida.

Outra pessoa que estava na casa também foi atingida, porém foi socorrida pela ambulância do Hospital Samuel Greve e conseguiu sobreviver aos ferimentos. Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da Polícia Civil em parceria com a Inteligência do 17º Batalhão da Polícia Militar iniciou as investigações conseguindo identificar o menor envolvido no homicídio e onde estaria a arma utilizada no crime.

Com base nos levantamentos, foi possível chegar ao endereço do adolescente, sendo realizado monitoramento do local, até o melhor momento para abordagem do menor, que foi apreendido no início da manhã desta quarta-feira (08).

Questionado, o adolescente confessou a autoria do homicídio e revelou que abandonou a motocicleta e o capacete utilizados no momento do crime, nas proximidades de uma lagoa na cidade. As vestimentas que ele usava na hora dos fatos foram deixadas em um outro local.

Já a arma do crime, uma pistola calibre 9 mm, foi localizada na casa do segundo suspeito, um primo do menor, que escondeu o objeto logo após o crime.

Segundo o delegado de Mirassol D’Oeste, Gustavo Ataíde Fernandes dos Santos, as investigações apontam que o homicídio foi motivado por rixa entre grupos criminosos rivais. “Uma das vítimas ameaçou de morte integrantes do grupo que o menor fazia parte, o que seria o principal motivo para o crime”, explicou o delegado.

 

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Sema embarga área por saneamento clandestino despejado em córrego

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.

Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste.

De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.

Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.

Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.

A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional.

 

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