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Lambari do Oeste está de luto pela morte de sua pioneira

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Por João Arruda | Cáceres

O município de Lambari do Oeste (337 Km Cuiabá) está em luto. Faleceu à pioneira na fundação da cidade, Maria Alves Chaves de Aguiar, de 90 anos. Dona Maria como era conhecida morreu em decorrência de falência múltiplas de órgãos no Hospital Regional de Cáceres.

Quem foi dona Maria, em Lambari do Oeste –  Ela chegou a Mato Grosso, com seu esposo, trazendo 11 filhos, oriundos de Colatina no estado do Espírito Santo, no início da década de 1970. Era o auge da migração de levas de famílias mineiras e capixabas que buscaram o oeste de Mato Grosso, como parte de um dos maiores projetos de colonização do território mato grossense, idealizado pelo então governador Fernando Correia da Costa.

Essa iniciativa povoou o oeste de Mato Grosso, e em contrapartida, desmontou a “sangrenta luta ” pela terra entre Minas Gerais e Espírito Santo, no chamado Vale do Rio Doce; Mucuri e Jequitinhonha. De lá partiam famílias e famílias, nos chamados “Pau de Arara “, caminhões que fretados transportavam famílias inteiras, em.viagens que duravam até 11 dias ou mais.

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Foi nessa movimentação, sem redes sociais, cartas iam e cartas vinham, capixabas, deslocam mineiros desde as Alterosas até Cáceres, com muitas terras, chuvas, rios, peixes e fertilidade abundante, ai fincou raiz o casal.

O esposo de dona Maria Aguiar, o lavrador Lafaiete Aguiar, veio com a prole para Mato Grosso, como milhares de famílias mineiras e capixabas. Aguiar morreu há três anos, mas na partida escolheu Lambari do Oeste, como a derradeira morada.

A partida de Dona Maria, deixou a população consternada, ela era a referência do pioneirismo desde o início da povoação na Capital Canavieira do Oeste de Mato Grosso.

Além de Lambari do Oeste, outros municípios surgiram com a chegada de mineiros e capixabas tais como Rio Branco; Salto do Céu; Jauru; Reserva do Cabaçal; Figueiropolis do Oeste; Araputanga; Curvelândia; Indiavai e entre outros.

João Arruda é repórter em Cáceres | Mato Grosso

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Baile da Rainha coroa protagonismo feminino e mantém viva a tradição sertaneja em Lambari d’Oeste

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Rainha da Expolam 2026, Ana Maria Pereira Jardim

Por Beatriz Saturnino 

Neste sábado (11), a EXPOLAM 2026 chega à sua última noite em Lambari d’Oeste (MT), encerrando mais uma edição de uma das maiores festas agropecuárias da região. Presente desde a abertura oficial, Ana Maria Pereira Jardim, de 18 anos, acompanha toda a programação como Rainha da EXPOLAM, representando a força da mulher sertaneja e as tradições que fazem parte da identidade cultural do município. O evento Baile da Rainha é um projeto que representa o símbolo da cultura, da tradição e do protagonismo feminino.

A participação da Rainha é resultado do Baile da Rainha 2026, evento criado especialmente para fortalecer a tradição da Expolam e valorizar o papel da mulher como representante da cultura sertaneja. Realizado antes da exposição agropecuária, o concurso se consolidou como um dos momentos mais aguardados do calendário cultural de Lambari d’Oeste, reforçando o vínculo entre a comunidade e a maior festa do município.

BAILE DA RAINHA

Assistente administrativa, Ana Maria realizou um sonho de infância ao conquistar a faixa de Rainha da EXPOLAM. Durante o concurso, ela destacou que representar a festa vai muito além da beleza.

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“É representar a história, a cultura e as tradições da nossa cidade com orgulho, respeito e dedicação. Esse é um sonho de infância que hoje se torna realidade.”

Ao longo dos três dias da exposição, Ana Maria participou da abertura oficial, recepcionou autoridades, visitantes e competidores, acompanhou as atividades do rodeio e marcou presença nos shows e demais atrações, tornando-se um dos principais símbolos da festa.

Sua atuação reforça a importância da mulher sertaneja como guardiã das tradições, da hospitalidade e dos valores que atravessam gerações em Lambari d’Oeste.

PROTAGONISMO

Muito mais do que um concurso, o Baile da Rainha nasceu para fortalecer a identidade da EXPOLAM, preservar a cultura sertaneja e valorizar mulheres que representam o orgulho e as raízes do município.

Ao escolher sua Rainha antes da abertura da exposição, Lambari d’Oeste mantém viva uma tradição que enriquece a programação da festa e fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade. Durante toda a EXPOLAM, a Rainha torna-se a embaixadora oficial do evento, levando ao público a imagem da mulher do campo: forte, acolhedora, elegante e comprometida com a preservação das tradições sertanejas.

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Neste sábado, na última noite da EXPOLAM 2026, Ana Maria Jardim encerra sua participação oficial reafirmando o papel do Baile da Rainha como um evento que vai além da escolha de uma representante: é uma celebração da cultura, da história e da força da mulher sertaneja, que mantém viva uma das mais importantes tradições de Lambari d’Oeste.

O Baile da Rainha 2026 é uma realização do Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, com apoio da Prefeitura Municipal de Lambari d’Oeste e da Câmara Municipal de Lambari d’Oeste.

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