POLÍTICA NACIONAL
Jayme Campos cobra de Jorge Messias solução para temas estratégicos de Mato Grosso
Jayme Campos citou o marco temporal das terras indígenas, a regularização fundiária, o licenciamento ambiental, a logística do agronegócio e a atuação do Judiciário diante de controvérsias que afetam investimentos e desenvolvimento econômico. Ele afirmou que o setor produtivo de Mato Grosso enfrenta crescente insegurança jurídica diante da possibilidade de revisão de áreas consolidadas há décadas com produção agrícola.
Em resposta, Messias afirmou que não poderia antecipar voto sobre processos que eventualmente venha a julgar, mas defendeu princípios como paz social, segurança jurídica e previsibilidade. Ele destacou que conflitos fundiários não devem ser tratados como uma disputa em que necessariamente um lado ganha e o outro perde.
“Eu acho que o grande papel do juiz, seja o juiz de primeiro grau ou juiz constitucional, é olhar sempre qualquer decisão buscando a paz social, buscando a segurança jurídica, buscando a previsibilidade”, afirmou o sabatinado, ao defender a conciliação como caminho para resolver conflitos fundiários.
Ferrogrão – Durante a sabatina na CCJ do Senado, Jayme Campos questionou Messias sobre a Ferrogrão, ferrovia considerada essencial para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do agronegócio mato‑grossense no mercado internacional. O senador observou que a obra permanece paralisada em razão de decisões judiciais e questionamentos ambientais, e perguntou qual deve ser o papel do STF para impedir que controvérsias jurídicas se transformem em entraves permanentes ao desenvolvimento.
Messias reconheceu a relevância do empreendimento ferroviário e afirmou que a demora na definição sobre projetos estruturantes prejudica o planejamento e amplia a insegurança jurídica. “A pior coisa para um projeto de desenvolvimento essencial para o país é a demora. A insegurança jurídica milita contra o desenvolvimento nacional”, declarou.
O indicado também sustentou que não deve haver antagonismo entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Para ele, é possível compatibilizar obras de infraestrutura com proteção ambiental, desde que haja clareza nas condicionantes e nos procedimentos de consulta aos povos indígenas e comunidades afetadas.
Crimes na fronteira – A situação das fronteiras de Mato Grosso com a Bolívia foi outra preocupação levantada pelo senador mato-grossense. Ele observou que a região é rota para o tráfico de drogas, armas e outros crimes que afetam propriedades rurais, a logística e a segurança do campo. Cobrou ainda uma participação mais efetiva do STF no combate aos crimes transnacionais, especialmente no que diz respeito à cooperação entre União e Estados e à validação de instrumentos jurídicos de repressão.
Messias afirmou que o avanço do crime organizado nas fronteiras é um problema nacional e defendeu uma resposta articulada entre os poderes. Ele citou a importância de medidas legislativas voltadas ao combate às facções criminosas, à lavagem de dinheiro e ao fortalecimento dos órgãos de segurança pública.
POLÍTICA NACIONAL
Chico Rodrigues defende obras na BR-319
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (29), defendeu o asfaltamento da BR-319 e criticou a atuação de organizações não governamentais e organismos internacionais que, segundo ele, são contra a obra.
Ao destacar a importância da rodovia para a integração da região amazônica e o desenvolvimento regional, ele disse que a estrada é um eixo estratégico de ligação entre Amazonas, Roraima e o restante do país. Também afirmou que a rodovia amplia a conexão com rotas internacionais e pode fortalecer o escoamento da produção regional.
— A BR-319 se une à BR-174 (Manaus, Boa Vista, fronteira com a Venezuela, fronteira com a República Cooperativa da Guiana) e encontra, de braços abertos, o Atlântico Norte como corredor de exportação para a economia regional e, por que não dizer, para a economia brasileira — ressaltou.
O senador também lembrou que está para entrar em vigor o acordo entre o Mercosul e a União Europeia — previsto para 1º de maio — e fez um relato de sua participação em reunião do Parlamento do Mercosul (Parlasul) que aconteceu em Montevidéu.
Ele frisou que o acordo é resultado de mais de duas décadas de negociações e pode ampliar o acesso a mercados internacionais, com impacto direto sobre a economia brasileira e a dos países-membros do bloco.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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