Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Inverno começou com termômetros em alta e previsão de tempo seco

Publicados

em

O inverno teve início oficialmente neste domingo (21.06) em Mato Grosso com os termômetros registrando 19°C logo no início da manhã em Cuiabá e uma rápida tendência de elevação, o estado inaugura a estação com sol forte e um ar cada vez mais seco, consolidando um padrão de calor que deve ditar o ritmo dos próximos três meses.

A virada de estação é marcada pela presença do fenômeno El Niño, que atua como um bloqueio atmosférico, impedindo a chegada de frentes frias de maior intensidade ao Centro-Oeste. Em vez da queda drástica nas temperaturas, o mato-grossense deve enfrentar um trimestre de sol persistente e baixa umidade relativa do ar.

O impacto deste início de inverno já é sentido na rotina. Além do desconforto térmico provocado pelo calor intenso durante as tardes, o estado entra em alerta para a qualidade do ar. Com a ausência de precipitações significativas, a baixa umidade eleva o risco de focos de queimadas e problemas respiratórios, tornando o ambiente mais árido.

Para as regiões produtoras, este domingo é um retrato fiel da volatilidade climática de 2026. A secura antecipada exige atenção constante, já que o período é crítico para a manutenção da umidade do solo e para a gestão de recursos hídricos.

Leia mais:  Detran emite mais de 3 mil credenciais de estacionamento para pessoas com autismo

A previsão meteorológica para o restante da estação não sinaliza mudanças profundas no padrão. O cenário aponta para a continuidade do calor, com episódios de temperaturas acima da média e estiagem prolongada, desafiando a resiliência do estado e exigindo que a população se adapte a um inverno que, em Mato Grosso, ignora o calendário dos termômetros para se impor pelo calor intenso e pelo tempo seco.

Propaganda

Mato Grosso

Seca na bacia do Araguaia-Tocantins põe Estado em alerta e ameaça segurança hídrica regional

Publicados

em

Mato Grosso, que detém cerca de 35% da área da Bacia do Araguaia-Tocantins, enfrenta um cenário crítico de escassez hídrica que ameaça o equilíbrio ambiental e a logística regional. Segundo o boletim mais recente do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a situação hidrológica da bacia é preocupante, com projeções indicando que a seca, já classificada como severa em diversas áreas, deve atingir níveis extremos ao longo de junho e julho.

Para o estado, a importância dessa bacia é estratégica. O rio Araguaia, que serve como fronteira natural entre o Mato Grosso e os estados de Goiás e Tocantins, é vital não apenas para a biodiversidade — sustentando ecossistemas como o Parque Estadual do Araguaia e o Pantanal do Araguaia —, mas também como um corredor logístico e fonte de recursos para municípios mato-grossenses como Barra do Garças, Cocalinho e São Félix do Araguaia.

Impacto além da margem dos rios

O levantamento do Cemaden, que utiliza o Índice de Seca Bivariado Precipitação-Vazão (TSI), alerta que os níveis de vazão nos rios da bacia estão sistematicamente abaixo da média histórica. Esse déficit hídrico reflete um desequilíbrio que afeta o uso múltiplo da água, desde a pecuária e a agricultura familiar das regiões banhadas pelo Araguaia até a viabilidade do transporte fluvial na região Centro-Norte.

Leia mais:  Detran emite mais de 3 mil credenciais de estacionamento para pessoas com autismo

Embora o Mato Grosso concentre uma parcela significativa da bacia, o impacto da seca se estende para além das divisas estaduais, conectando o estado a um problema de escala nacional. A bacia Tocantins-Araguaia, que é a maior totalmente brasileira, desempenha um papel fundamental na estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). A queda nos níveis dos reservatórios da bacia, caso se agrave, coloca em risco a geração de energia hidrelétrica e aumenta a pressão sobre os custos de operação do setor elétrico em todo o país.

Ausência de monitoramento estadual

Apesar da escalada da crise, a resposta institucional tem sido limitada. Questionado sobre planos de contingência, ações de mitigação ou estratégias para a preservação das nascentes e margens dos rios afetados, o Governo de Mato Grosso não apresentou posicionamento oficial até o fechamento desta reportagem.

Especialistas em recursos hídricos alertam que o cenário é de “falta de margem para erro”. Com previsões meteorológicas indicando a persistência de chuvas abaixo da média e o risco real de evolução da seca para patamares extremos nas próximas semanas, a gestão da água torna-se o principal desafio para evitar que o Araguaia chegue a níveis históricos de redução, como os registrados em anos anteriores, onde a seca comprometeu severamente a pesca e a sobrevivência das comunidades ribeirinhas e indígenas que dependem diretamente do rio.

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana