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Incêndio em Chapada dos Guimarães está controlado parcialmente; diz Bombeiros
O fogo se iniciou na tarde de quinta-feira (22.08) e foi controlado parcialmente. No entanto, nesta sexta-feira de manhã voltou a se propagar em uma área de morraria, região de difícil acesso para as tropas terrestres.
Corpo de Bombeiros
Equipes dos Bombeiros e ICMBio controlam incêndio em área de proteção
Militares do Corpo de Bombeiros (CBM-MT) e equipes do Instituto de Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) trabalharam nesta sexta-feira (23.08) para controlar um novo foco de incêndio, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
O fogo se iniciou na tarde de quinta-feira (22.08) e foi controlado parcialmente. No entanto, nesta sexta-feira de manhã voltou a se propagar em uma área de morraria, região de difícil acesso para as tropas terrestres.
O Comitê Temporário Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman) foi acionado pelo ICMBio para auxiliar no combate ao incêndio. O Ciman é a unidade que coordena as ações de prevenção e repressão a incêndios em todo o Estado.
O esquadrão do ICMBio realizou o combate inicial e contou com apoio aéreo do Grupo de Aviação dos Bombeiros Militar, que decolou carregando três mil litros de água para apoiar as equipes terrestres que concentraram o combate na parte inferior da serra, para evitar a propagação do fogo nas residências das chácaras e sítios do local.
De acordo com o tenente-coronel BM Jean Oliveira, a aeronave monitorou os trabalhos e realizou a prevenção dos aceiros.
“O incêndio no momento está devidamente controlado e as equipes terrestres permanecem no local realizando o rescaldo e vigilância”, informou Oliveira.
Foram empregados 37 profissionais, sendo 12 do Corpo de Bombeiros, com equipamentos e veículos de combate a incêndio e uma aeronave.
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Após receber a elefanta Baby, Santuário monta operação para buscar o Sandro em SP
O elefante Sandro, de 56 anos, será transferido do Zoológico de Sorocaba (SP) para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), após determinação judicial. O animal, que vive em cativeiro desde 1982, deve percorrer 1.400 quilômetros por via terrestre até o dia 6 de agosto para viver em um ambiente de semi-liberdade no primeiro santuário do gênero na América Latina.
A Chapada dos Guimarães tornou-se um refúgio de referência internacional ao abrigar o único santuário do gênero em toda a América Latina. A escolha da região não foi aleatória: o município oferece uma combinação de clima, topografia, cursos d’água intocados e vegetação exuberante que mimetiza condições ideais para elefantes africanos e asiáticos, permitindo que vivam soltos durante todo o ano.
O santuário, que ocupa uma área de aproximadamente 1.200 hectares em uma antiga fazenda, foi inaugurado em 2016 com o objetivo de resgatar animais que sofreram traumas em circos e zoológicos, oferecendo-lhes um espaço para a recuperação física e emocional. Ao contrário de zoológicos, o SEB não é aberto à visitação pública, priorizando a tranquilidade e a autonomia dos animais, que são incentivados a retomar comportamentos naturais como pastar, caminhar por longas distâncias e interagir em seus próprios ritmos.
O caso do elefante Sandro
A transferência do elefante Sandro, atualmente no Zoológico de Sorocaba (SP), é o mais novo capítulo da atuação do SEB. Após uma longa disputa judicial, a Justiça determinou que o animal — que vive em cativeiro desde 1982 e é considerado idoso — seja levado para o santuário mato-grossense até o dia 6 de agosto de 2026.
A Prefeitura de Sorocaba chegou a recorrer da decisão, argumentando que o animal recebe cuidados adequados e que a viagem de mais de 1.400 km representa um risco. Por outro lado, o Ministério Público e o SEB sustentam que a vida no santuário oferece uma qualidade inalcançável em recintos urbanos, permitindo ao elefante viver em um ambiente amplo, com cuidados especializados e a possibilidade de interação com outros da sua espécie.
Logística de transferência
A operação de transporte seguirá o mesmo protocolo de bem-estar utilizado na recente transferência da elefanta Baby, vinda de Santa Catarina.
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Caixa de transporte: Sandro viajará em uma estrutura de aço equipada com monitoramento por câmeras, ventilação e controle de temperatura.
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Adaptação: O treinamento utiliza reforço positivo, evitando a sedação profunda e permitindo que o animal entre voluntariamente no veículo.
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Monitoramento: A viagem será feita em ritmo controlado, com paradas estratégicas para hidratação e exames veterinários, sendo integralmente custeada pelo próprio santuário.
Essa transferência é emblemática por tratar-se de um animal idoso em cativeiro de longa data, reforçando o propósito do SEB de devolver a autonomia física e psicológica a seres que passaram décadas sob estritos protocolos de dominância humana.
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