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“Imprecionante” (sic)

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Da Assessoria

Sérgio Cintra

Sérgio Cintra

Se um cirurgião falha, o paciente pode morrer; se um motorista é imprudente, pode causar um acidente grave. Nesses dois exemplos podem perder a vida algumas pessoas. E quando o Ministro da Educação sequer domina a variante padrão da Língua Portuguesa? E quando propagandas oficiais vêm eivadas de desvios gramaticais crassos? A resposta é simples: mata-se, ainda que metaforicamente, milhões. Não existe mal maior que a disseminação da ignorância.

 

Quando o parnasiano Olavo Bilac escreveu “Última flor do Lácio, inculta e bela”, queria apenas homenagear o idioma pátrio com um soneto clássico. Inculto por ter nascido do latim vulgar, falado por soldados e outros romanos que não tiveram acesso ensino escolar; belo porque assim o entendia “O príncipe dos poetas brasileiros”. Que o senhor Weintraub presta um desserviço ao povo quando retira dinheiro da educação e corrobora as  ideias nazifascistas do ocupante do Alvorada, não restam dúvidas. 

Recentemente, o “professor” Abraham Weintraub leu e assinou um ofício no qual havia duas ocorrências da palavra paralização com “s”. Em desfavor da educação brasileira, há, nesse senhor, um exorbitante cinismo atrelado a uma incapacidade linguística e pedagógica descomunais

 

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Já o Governo de Mato Grosso, calçado por agências de publicidade, institui o programa “Nota MT”. Essa é uma iniciativa que visa à melhoria da arrecadação e do controle do Estado, coibindo fraudes. Louvável, mas…  o “Nota MT” poderia levar nota 10, não fosse a frase, estampada em letras garrafais, em empenas espalhadas pela Cidade Verde, “Pede a nota e concorra…” (sic). Alguns poderão argumentar que o que importa é a comunicação, sim; porém, se tão essencial, por que não a fazer de acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), afinal, todos sabemos a força da publicidade, ainda mais quando gritantemente ostensiva. Qual a dificuldade em consultar sítios, na internet, sobre concordância entre modos e tempos verbais? Nesse caso, tem-se duas possibilidades: “Pede a nota e concorre…” (Imperativo Afirmativo – 2ª pessoa do singular – tu) ou “ Peça a nota e concorra…” (Imperativo Afirmativo – 3ª pessoa do singular – você/ele). Como se vê, nada de outro mundo, óbvio.

 

Clarice Lispector disse: “A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo”. Claro que a gramática pela gramática é atitude inócua; todavia, vilipendiá-la é somente uma das formas de revelar descompromisso e despreparo para perceber as nuances das ações engendradas pelos discursos. Por trás de “erros inocentes” há um mundo invisível, por vezes tenebroso, como apregoa Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”.

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Sérgio Cintra é professor de Redação e de Linguagens em Cuiabá.

 

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O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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