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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Salto do Céu

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Quem deu origem a movimentação de ocupação da região de Salto do Céu foram os programas de colonização do Estado de Mato Grosso a partir de 1946. Foi criado o Departamento de Terras para regularizar a venda de terras, assim como foi criada a Comissão de Planejamento para a Produção – CPP, a fim de dar embasamento e infra-estrutura à colonização. Foi a CPP quem organizou primeiro a entrada de colonos pela Gleba Rio Branco, criada em 1953, numa área de 200 mil ha.

O próprio presidente da CPP, em pessoa, João Augusto Capilé Filho, que havia sido prefeito da cidade sul mato-grossense de Dourados, subiu 16 quilômetros acima de Rio Branco com um grupo de “experimentados mateiros”, à procura de terras de boa qualidade para plantação. Naqueles tempos se procurava a terra por meio da vista de mata. A mata de madeira de lei, a mata fechada era o indicativo de terra boa. Apenas mais tarde se implantou agricultura no cerrado. Capilé Filho penetrou em terreno de mata fechada Rio Branco acima, tendo a impressão de que entrava em região virgem, intocada.

A chegada de João Carreiro de Sá e de Cipriano Ribeiro Sobrinho assinala o início da ocupação de Salto do Céu. Os dias de abertura foram todos árduos, pois tudo era executado com facão, foice e machado. A CPP participou ativamente da organização da colonização, conduzindo a demarcação dos lotes rurais. A CPP fez construir um barracão, uma das primeiras construções para sede dos trabalhos de abertura da colonização. A terra era distribuída em lotes de 200 X 1.000 metros.

A primeira missa da nascente povoação de Salto do Céu foi celebrada a 28 de agosto de 1964, em uma barraca, que abrigava a população do momento. Celebrou o ato religioso o padre Amadeus. Foi chegando gente, principalmente dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os primeiros cultivos da terra foram o arroz e feijão. Essas duas culturas marcaram o desenvolvimento da povoação.

Como parte dos colonos não possuía cabedal econômico, a CPP providenciava alimentos em Rio Branco, distribuídos gratuitamente. Eram donativos dos Estados Unidos da América, doados através de famoso programa de Alimentos para a Paz.

A estrutura de vida dos colonos era de estrita colônia: produção para subsistência e venda do excedente. Assim o povoado da futura cidade não tende a crescer, pois o característico de vida é o rural.

Foram nascendo povoamentos na região, como Cristinópolis, Vila Progresso, Rio Negro, 6ª Secção, Rio Branquinho, Lua Nova, Jataí, Curupaiti, Tucandira, Santa Rosa, Rio Vermelho, Santa Virgínia, Fortuna, Alto Pito e Lucélia.

O primeiro núcleo de ensino do povoado foi a Escola Municipal de I Grau de Salto do Céu, em 1968, atendendo as necessidades de educação da comunidade.

No ano seguinte, em 1977, Salto do Céu foi elevado à categoria de distrito. Neste mesmo ano ganhou os primeiros estabelecimentos públicos; o primeiro Cartório de Registro Civil e um posto da Receita Federal/Estadual. O município foi criado em 13 de dezembro de 1979, pela Lei nº 4.152.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade foi oferecida por Sinjão Capilé. Certa feita, subindo o Rio Branco, Capilé se deparou com uma alta queda d’água, e denominou o lugar de Salto do Céu, impressionado pela altura da cachoeira. O salto se encontraria mais tarde pelos lados da nascente na cidade de Salto do Céu, no Rio Branco.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE SALTO DO CÉU



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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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