HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Rio Branco
A vida organizada só se deu a partir da década de cinquenta. Neste período o governo do Estado voltou seus olhos para a parte oestina de Mato Grosso, tencionando povoá-lo.
Foram criados órgãos especiais, que se destinavam a estudar as melhores possibilidades de assentamento de famílias, especialmente daquelas afeitas à agricultura. Surgiu então a CPP – Comissão de Planejamento da Produção, mais tarde absorvida pela CODEMAT- Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso.
O então presidente da CPP, João Augusto Capilé Júnior, recebeu ordem do governador Fernando Corrêa da Costa, para a incumbência de assentar os colonos que tiveram problemas em Dourados e Jaciara, na porção sulista e onde o governo estadual desenvolvera colônias agrícolas. Capilé buscou nesta parte do Estado a solução para o problema, havido – procurava terra fértil.
Capilé tomou a estrada de penetração, após Cáceres, alcançando Panorama do Rio Branco, terra de Airton Montec. Antes de atingir o Rio Branco, já encontrara outra gleba. Mais tarde Airton Montec auxiliaria decididamente as operações colonizadoras de Capilé.Capilé atravessou o Rio Branco a vau e encontrou terras excelentes, mas sem nenhum morador. Os cipós nem sequer mostravam sinais de corte.
Voltando a Cuiabá, Capilé verificou que as terras além do Rio Branco pertenciam à MADI, pretensa empresa colonizadora que atuava na região, não atendendo as expectativas do governo. Levado o assunto ao governador, este mandou invadir as terras, devido à necessidade de assentar urgentemente os colonos em crise e por elas estarem sendo movimentadas, mesmo sendo tituladas.
Capilé, que é tido como um dos grandes nomes da colonização por parte do governo estadual, mandou dividir a área da região, que atualmente engloba os municípios de Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal e Lambari d’Oeste. Cada colono receberia 30 hectares de terras. Muito contribuiu para arrebanhar e encaminhar para a região de Rio Branco e Salto do Céu 2.400 famílias.
A Colônia Rio Branco foi originalmente implantada numa área de 200 mil hectares, criada pelo Decreto Estadual nº 1.598, a 22 de maio de 1953. O colono apenas recebia o título da terra, após assentar a vida na colônia, que teve a ocupação iniciada em 1963.
Naqueles tempos, o Estado de Mato Grosso não contava com a experiência colonizadora de anos posteriores e nem com a vigorosa ajuda federal, que no futuro seria fundamental. Necessidades e problemas caíam sobre os colonos e sobre as medidas de emergência da CPP, uma vez que os colonos não produziam logo no primeiro ano e necessitavam de ajuda. Principalmente alimentos.
Um grande recurso da CPP foi o programa dos Estados Unidos “Aliança para o Progresso”, com a secção denominada “Alimentos para a Paz”. Enchiam-se caminhões com esses alimentos e eles rumavam diretamente para os colonos, sem parar em Cuiabá.
As famílias provinham principalmente da região sul do Estado (Dourados e adjacências), e dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Em 1965, o governo estadual emitia os primeiros títulos definitivos não negociáveis. Também a colonização subia rumo norte, tendo base em Cáceres.
A terra passou a compensar as agruras dos primeiros dias e a região foi se formando, aumentando a população.
A Lei nº 3.975, de 4 de abril de 1978, criou o Distrito de Paz de Rio Branco, jurisdicionado ao município de Cáceres. A Lei Estadual nº 4.151, de 13 de dezembro de 1979, de autoria do deputado Aldo Borges e sancionada pelo governador Frederico Campos, criou o município de Rio Branco.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade é de origem geográfica, em referência ao Rio Branco, que banha o território do município.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE RIO BRANCO
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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