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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Reserva do Cabaçal

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As origens do município de Reserva do Cabaçal emergem de épocas não guardadas pela memória, sendo região de poaia – a ipecacuanha.

Na década de sessenta, quando ocorreu um surto de colonização no Estado, muitas famílias de agricultores demandaram à essa região. Da Fazenda Itaguay, em 1967, cuja sede fica a dez quilômetros da atual sede municipal de Reserva do Cabaçal, cerca de cento e cinqüenta diaristas que trabalhavam no cultivo da terra ergueram seus olhos para o outro lado do Rio Cabaçal, à margem esquerda. Certificaram-se de que aquela terras eram devolutas. Cansados de serem empregados, aqueles homens ansiavam por possuir seu próprio pedaço de chão. Daí, após o término do trabalho deliberam atravessar o rio e num ato decisivo se apossaram de alguns lotes.

Posicionaram-se os colonos posseiros à espera da legalização dos terrenos por parte do governo estadual. A área destinava-se, conforme o próprio nome diz, a uma reserva do governo, que pretendia fundar um povoado naquelas imediações. Desafiando um mundo desconhecido e abrindo clareiras através de trilhas, homens de excepcional têmpera, pouco a pouco foram iniciando o núcleo de povoamento do lugar. Face à sua localização, às margens do Rio Cabaçal, denominaram-na Reserva do Cabaçal.

Entre 09 e 16 de agosto de 1971 acamparam na Reserva os agrimensores e topógrafos Amado Ribeiro, Antonio Jorge, Carisvaldo Bandeira e mais o advogado Ernani L. Lélis, o farmacêutico Pedro A. Cândido e os pioneiros Hermínio Ferreira dos Santos e José Nunes da Cruz – o Zé Crente. Foram distribuídas as tarefas aos vários líderes, como o próprio Zé Crente (representante da Codemat), Sebastião Antunes de Oliveira (Sebastião Patrimônio), Salustriano Costa, Adauto Pinto Ribeiro, Manoel Pacheco de Oliveira e Nemésio Antunes (patrimônio); Ataliba Fidelis, Simão Veridiano Moreno e Jacinto Francisco do Couto (área rural); José Zeferino da Paz e Sebastião Ventura da Cruz (pecuária); Joaquim Mário Borsoi e José Zeferino da Paz (indústria); e os professores Jacir Gonçalves, Marilda Tim Machado, Maria Laura da Paz e Nilda Fernandes Rosa encarregaram-se da educação.

A primeira missa rezada no povoado foi no dia 13 de setembro de 1970, celebrada pelo padre Amadeu, de Cáceres. Todos foram unânimes em escolher como padroeiro da cidade o Senhor Bom Jesus, comemorado a 6 de agosto. 

Joaquim Mário Borsoi montou a primeira máquina de arroz, com técnicas artesanais e primitivas. Motivado pelo clima tropical, havia uma reclamação prenunciada diariamente contra o sol abrasador, José Zeferino da Paz providenciou uma máquina de fabricar sorvetes. Salustriano N. da Costa montou uma cerâmica, onde fabricava telhas e tijolos, vendendo-os aos pioneiros que construíam suas casas. Dessa maneira se inscreviam no rol das indústrias reservenses os nomes desses homens, até hoje reconhecidos por todos.

O município de Reserva do Cabaçal foi criado a 13 de maio de 1986, pela Lei Estadual nº 5.011, com território desmembrado do município de Rio Branco.

SIGNIFICADO DO NOME

O nome da localidade tomou para si o nome da antiga área reservada para colonização da região oeste mato-grossense, acrescido de homenagem ao Rio Cabaçal, que corta a sede municipal: Reserva do Cabaçal.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE RESERVA DO CABAÇAL



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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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