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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Pontes e Lacerda

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Pontes e Lacerda era estação telegráfica na linha variante entre Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade. Para os trabalhos da linha telegráfica, a Comissão Rondon designou na função de encarregado geral o Sr. Antonio Colombo; Emiliano Coleta da Cunha, atendente de telefonia e filho de Antonio Colombo; Benedito Francisco da Silva – guarda da linha. Nesse tempo o local começou a ser conhecido também como a Vila dos Pretos. A 19 de julho de 1909, o governo destinou 3.600 hectares de terras para o centro da povoação. O desenvolvimento, no entanto, caminhou lentamente. A 22 de julho de 1947, Mariano Pires de Campos chegou a Pontes e Lacerda, a pé, acompanhado de 22 índios do povo paresí, em marcha seguindo o Rio Guaporé, ocupando-se com a extração de poaia.

Em 1952, o engenheiro Wilton, a mando do governo, realizou as primeiras medições, bem como a locação de fazendas da região. Em 1955, o Sr. Benedito, da cidade de Garças, Estado de São Paulo, estabeleceu-se na região denominada São José, acompanhado de várias famílias. Plantaram arroz, milho e feijão. A safra foi generosa, só de arroz colheram 200 sacos. A 02 de setembro desse mesmo ano, teve início a medição de terra da Colonizadora Sul Brasil, na localidade de Pindaituba. O chefe da colonização era Jorge Lemos.

No ano de 1960, chegou o sr. Joaquim Goulart, proveniente de Barretos, Estado de São Paulo. Trouxe consigo algumas famílias e abriu uma fazenda nas margens do Córrego da Onça, plantando os primeiros pastos do futuro município de Pontes e Lacerda. Joaquim Goulart trouxe consigo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Logo construíram uma pequena igreja, na Vila dos Pretos, entronizando a santa.

Em 1962, chegou a Pontes e Lacerda uma equipe do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem – DNER, a fim de abrir estrada em direção à Vila Bela da Santíssima Trindade. Terminada a estrada, o cozinheiro da equipe construtora, Manoel Basão, permaneceu em Pontes e Lacerda, construindo um barraco num local onde atualmente se situa a Avenida Marechal Rondon.

As novas famílias, que vinham chegando a Pontes e Lacerda (que ainda não tinha esta denominação) foram se localizando junto ao barraco de Manoel Basão. Este ajuntamento de barracos e pequenas casas distava em torno de 3 quilômetros da antiga Vila dos Pretos.

Nesta época as famílias provinham mais dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Posteriormente vieram de outros lugares, especialmente da região norte paranaense.

O desenvolvimento geral de Mato Grosso teve influência no desenvolvimento de Pontes e Lacerda. Além das facilidades promovidas pelo Estado, entre elas a venda a baixo custo de terras, o governo federal desenvolveu planos de arrimo por meio de abertura de estradas, financiamento favorável, projetos especiais da Sudam e Sudeco.

A Lei nº 3.813, de 06 de dezembro de 1976, criou o distrito de Pontes e Lacerda. A Lei Estadual nº 4.167, de 29 de dezembro de 1979, de autoria do deputado Ubiratan Spinelli e sancionada pelo governador Frederico Campos, criou o município de Pontes e Lacerda, com território desmembrado do município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

SIGNIFICADO DO NOME 

A denominação da localidade de Pontes e Lacerda tem origem nos nomes dos astrônomos e cartógrafos Antonio Pires da Silva Pontes, que era mineiro e Francisco José de Lacerda e Almeida, que era paulista. Ambos eram diplomados pela Universidade de Coimbra – Portugal. O binômio Pontes e Lacerda honram os dois astrônomos. Os dois ilustres cartógrafos e astrônomos elaboraram em 1784 a primeira carta geográfica dos rios da região, partindo de Vila Bela, rumando para o Rio Jauru.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE PONTES E LACERDA

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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