HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Poconé
O núcleo inicial de povoamento, do qual originou-se o atual município de Poconé surgiu por volta de 1777, devido à descoberta de ricos veios auríferos aluvionais.
Apesar da precariedade de comunicação da época, a abundância de ouro atraiu muita gente à região. A descoberta das lavras de Ana Vaz, Tanque do Padre, Tanque do Arinos, Lavra do Meio, Tereza Botas e outras, provocaram desenfreada corrida ao ouro vil. A ida às minas de ouro deu-se tão logo se espalharam às notícias sobre a quantidade do ouro encontrado. Apesar das dificuldades inerentes à época, não surgiram impedimentos para o crescimento populacional, que contribuiu para a modificação do espaço demográfico do povoado e sua elevação à categoria de arraial, em 21 de janeiro de 1871, com a denominação de São Pedro d’El Rey, em homenagem a Dom Pedro III, rei de Portugal.
Através de Resolução Régia, de 09 de agosto de 1811, o arraial de São Pedro d’El Rey, foi elevado à categoria de distrito, com território jurisdicionado ao município de Cuiabá.
O Decreto-Lei Provincial, de 25 de outubro de 1831, criou o município de Poconé. Era, portanto, o quarto município criado na Província de Mato Grosso, tendo seu território sido desmembrado de Cuiabá. Porém, permaneceu pertencendo à comarca cuiabana até 1840. Em 01 de junho de 1863, através da Lei Provincial nº 01, Poconé recebeu foros de cidade.
À medida que a pecuária poconeana foi sendo desenvolvido, o município passou a ocupar posição de destaque no Estado, tornando-se um dos principais centros produtores de gado de Mato Grosso. Esta sequência econômica teve seu ritmo interrompido por dois motivos: Guerra do Paraguai e epidemia de varíola, que grassou no município.
O tenente Antonio João Ribeiro, um dos principais heróis da Guerra do Paraguai, nasceu em Poconé, no dia 24 de novembro de 1820. O tenente Antonio João – como ficou conhecido – morreu defendendo a pátria em uma trincheira no atual município de Dourados, no Estado de Mato Grosso do Sul, na época, pertencente à Província de Mato Grosso.
Na década de 1930, Poconé mais uma vez destaca-se no cenário político-social-religioso, pela luta do poder entre os constitucionalistas, que formavam o grupo de oposição e os aliancistas, os da situação. Esse tipo de conflito evidenciou-se no arraial do “Tanque Novo”, no território do município de Poconé. Esse lugar foi invadido por forças policiais no ano de 1933, a mando de políticos influentes, pois o governo provisório de Getúlio Vargas não permitia qualquer foco ou reduto organizado que não o apoiasse, e o Tanque Novo, sob a liderança de Doninha, de cunho mais religioso do que político, reunia em torno de si seus devotos, que também eram membros de seu partido (Constitucionalista), garantindo nas eleições de 1933, a vitória da oposição, articulada pelos antigos governistas, que investiam no arraial, para assim usá-lo eleitoralmente. Esse apoio político determinou a força repressiva que destruiu o movimento em torno de Doninha, aniquilando assim o “perigo político” da oposição e garantindo, enfim, a supremacia da situação no município.
É notória a vocação ao turismo ecológico, que pulsa forte no seio do território poconeano. Uma das principais vias de acesso ao Pantanal é a rodovia Transpantaneira, com extensão de 145,3 quilômetros, indo até a localidade de Porto Jofre.
A redescoberta de ricos veios auríferos no final da década de 1980, fez ressurgir a efervescência garimpeira do tempo em que surgiu Beripoconé, no século XVIII. Neste contexto, muita gente passou a buscar na garimpagem do ouro um meio de sobrevivência, objetivando melhores condições de vida. Mobilizaram-se nesta lida os peões e vaqueiros, que deixaram o trabalho no campo pela aventura garimpeira, sem contar empresários e fazendeiros que passaram a capitalizar lucros mais significativos na produção aurífera.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade é de origem boróro, corruptela de “Beripoconé”, nome dado aos povos indígenas que ancestralmente habitavam essa região do lugar. Essa terminologia foi posteriormente simplificada para “Poconé”.
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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