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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Peixoto de Azevedo

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A história do povoamento recente e organizado de Peixoto de Azevedo deu-se a partir de 1973-1974. A partir desta época o sr. Orestes Belmonte de Barros chegou à região, acompanhado dos irmãos Elias e Acílio de Barros. Num ato pioneiro ergueram uma casa de madeira, que anos mais tarde, foi ocupada pelo conhecido pioneiro de nome Godô.

Orestes Belmonte, além dos irmãos, se fez acompanhar de um grupo de mais 18 proprietários de terras na região, que as haviam adquirido ainda no ano de 1965. O objetivo desta expedição era demarcar suas terras, individualmente. Ocorre que de todos os proprietários de terras, apenas Orestes Belmonte e Oswaldo Branco permaneceram em terras peixotenses. Os outros bateram em retirada, não quiseram enfrentar as adversidades que a floresta amazônica oferecia. 

Na época, o 9º BEC Batalhão de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro, estava acampado ás margens do Rio Peixoto de Azevedo, construindo a rodovia BR-163, com um contingente de 60 homens. Consta deste período a construção e movimentação, através do cabo João, da primeira balsa para travessia do rio. Nesta época corria o boato de que os índios que habitavam as cercanias, os kren-aka-rorê, eram bravos e possuíam tamanho disforme, sendo chamados de gigantes. Esta situação, desconfortável, atemorizava aos poucos moradores da região, que não tinham convivido com situações semelhantes em suas terras de origem. Ou seja – índio só no cinema. O próprio Orestes, profundo conhecedor da região, tratou de desmentir o fato. Segundo ele, tratava-se de pessoas dóceis e de fácil relacionamento e não eram tão altas assim, usavam cavanhaque e sorriam muito. Por diversas vezes Orestes os abasteceu de farinha de mandioca, açúcar e outros víveres. A formação do núcleo urbano foi de forma lenta e gradual. Em 1979 deu-se uma invasão generalizada no pequeno povoado. Foi encontrado ouro em abundância na região. Milhares de garimpeiros afluíram ao lugar, vindos especialmente de Itaituba e outras regiões garimpeiras do Estado do Pará. Com a invasão desordenada, o INCRA fez a regularização fundiária juntamente com a Coopercava, pedindo ao arquiteto Pedro Kirst a elaboração da planta da parte nova do lugarejo. Nesta época imperava a omissão do governo do Estado de Mato Grosso em ações desenvolvimentistas na região.

Neste período destacou-se o nome da drª. Romilda Araújo da Silva, baiana de Vitória da Conquista e casada com o sr. João Gomes da Silva. Romilda Araújo foi a primeira enfermeira do patrimônio, dona da primeira farmácia e primeira cartorária de Peixoto de Azevedo.

A Lei nº 4.389, de 16 de dezembro de 1981, sancionada pelo governador Frederico Campos, criou o distrito de Peixoto de Azevedo.

O progresso era notório, o extrativismo mineral, abundante, permitia que a economia local se expandisse. As autoridades da localidade pretenderam que o distrito fosse transformado em município. 

A Lei nº 4.999, de 13 de maio de 1986, criou o município: 

Artigo nº 1 – Fica criado o município de Peixoto de Azevedo, desmembrado dos municípios de Colíder e Sinop.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação é referência ao Rio Peixoto de Azevedo, que banha o território municipal. Por sua vez, o Rio Peixoto de Azevedo, recebeu este nome em homenagem ao tenente de milícias Antonio Peixoto de Azevedo, que, em 1819, desceu o Rio Teles Pires em levantamento de possível navegação fluvial. A missão de Azevedo era achar uma via que substituísse a célebre, mas perigosa, Navegação Paranista ou Carreira do Pará. No entanto, após a descida, preferiu não voltar pelo mesmo Rio Teles Pires.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE PEIXOTO DE AZEVEDO

 

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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