HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Pedra Preta
As terras onde se localiza a sede do município de Pedra Preta, antes de serem colonizadas, pertenciam a Noda Guenko, de nacionalidade japonesa. No início da década de cinquenta, Guenko morava em Rondonópolis, principal centro econômico da porção sul mato-grossense. O cidadão Guenko tinha planos de criar uma cidade em suas terras. Corria o tempo de grandes colonizações no Estado de Mato Grosso, embalado pelos incentivos que o próprio governo estadual oferecia. Os exemplos eram muitos nesta época: Porto dos Gaúchos, Planalto da Serra e a vizinha Jaciara, dentre outros lugares.
Para pôr seu plano em funcionamento, foi até a cidade paulista de Lins, atrás de Jinya Konno. Expôs seu plano ao patrício e convidou-o a trabalhar consigo. Combinaram entre si, e Jinya Konno não demorou a transferir sua residência para as terras de Guenko, a fim de administrá-las e iniciar o processo de colonização. Desta forma, a 20 de setembro de 1954, num período politicamente perturbado, com a morte do presidente Getúlio Vargas, havida a poucos dias, chegou ao Vale do Rio Jurigue, o determinado Konno, sua esposa, três filhos menores e pequena bagagem.
De início travou contato com o cidadão Guenko em Rondonópolis. Iniciaram o traçado das normas e diretrizes do trabalho de colonização desta área. Um dos resultados desta primeira reunião de trabalho, foi a denominação do núcleo principal de colonização – Vale do Jurigue. O nome da nascente cidade era uma homenagem ao Rio Jurigue, que banha a região. Lançada a semente povoadora, inúmeras famílias afluíram à região, sempre atraídas pela propaganda que se fazia dos predicados do lugar: terra boa farta e de baixo custo. As dificuldades iniciais eram enormes, a infraestrutura, deficiente. As famílias tinham que deslocar-se à Rondonópolis para a compra de víveres. O percurso era feito a cavalo, ou então em lombo de burro, quando não à pé.
Com o passar dos anos a situação foi melhorando. As primeiras famílias começaram a dispor de melhores recursos, foram construídos os primeiros armazéns de “secos e molhados” e as primeiras safras de lavoura deram seus frutos.
Noda Guenko pretendeu alterar a denominação do patrimônio. Ao invés de Vale do Jurigue, achou mais sugestivo Alto Jurigue. A primeira providência foi a confecção de novos mapas de loteamento, incluindo o novo nome do patrimônio, que muito agradou a Guenko. Porém, a comunidade já tinha sua preferência para denominar o lugar – Pedra Preta. É simplesmente uma referência geográfica, mas que marca realmente o sítio urbano, pois inúmeras pedras de cor preta emergem do leito de um córrego que corta a região da sede municipal. Os colonos, em suas idas e vindas, cruzavam permanentemente o lugar, chamando o vilarejo de Pedra Preta, além do que, os próprios moradores também o faziam. Não usavam a designação oficial, ainda mais quando mudou de nome. Isto certamente lhes confundia a mente, a referência deu nome ao atual município.
Diante do impasse toponímico, juntaram-se Konno e Guenko e determinaram nova modificação no mapeamento do loteamento. Desta feita o nome que constava era Pedra Preta, destinado a perpetuar-se. Uma vitória do povo.
A Lei nº 3.688, de 13 de maio de 1976, de autoria do deputado estadual Afro Stefanini, criou o município:
Artigo 1º – Fica criado o município de Pedra Preta, desmembrado de área do município de Rondonópolis, com sede na localidade do mesmo nome.
SIGNIFICADO DO NOME: Trata-se de referência a inúmeras pedras de cor preta que permeiam o leito de pequeno curso d´água que banha a sede municipal.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE PEDRA PRETA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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