HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Novo Horizonte do Norte
A IMAGROL (Imobiliária Mato Grosso) empresa colonizadora de José Kara José, adquiriu as terras que hoje compõem o território do município de Novo Horizonte do Norte, ocupando precisamente a região da futura sede municipal.
O primeiro a se instalar na região foi Sebastião Martins, em 1968, como caçador de onças. Instalou um barraco no Taquaral, local hoje situado na estrada entre Novo Horizonte do Norte e Porto dos Gaúchos. No mesmo ano foram chegando outras famílias colonas. Dorval dos Santos foi o primeiro a levantar barraco nas terras que seriam mais tarde do patrimônio novorizontino. A seguir, chegaram as famílias de Antonio Lima, Venâncio Bento Evangelista, Sebastião Farias, Manuel Ribeiro Vítor, Jaquelino Gonçalves Nascimento, Francisco Dominhaki, Geraldo Borges e José Borges.
Em 21 de agosto de 1968, a Imagrol S/A deu início à colonização do lugar através de escritório de vendas de terras instalado na cidade paranaense de Maringá. José Kara José, diretor da empresa colonizadora, juntou-se aos vários migrantes e foi celebrada a primeira missa do lugar, rezada pelo padre José Aleixo.
A colonizadora apenas vendia a terra. Para compras de gêneros de primeira necessidade, essas famílias rumavam para Porto dos Gaúchos em bicicletas e muitas delas batiam o chão a pé, conforme a precisão. Na época de chuvas, o Rio Mestre Falcão ficava alagado e a travessia era fazia de barco.
O aterro, que hoje se vê à margem do rio, foi feito naqueles primeiros anos de colonização pelos moradores de Novo Horizonte do Norte. O prefeito de Porto dos Gaúchos, Willy Mayer, pediu ajuda de uma pessoa por família para a construção do aterro. Depois de pronto, é que foi possível a passagem de carro no tempo das chuvas.
A partir daí os colonos esperavam o final da semana para ter consigo o padre Günther Krömmer, vindo da localidade denominada Vinte e Cinco ou Novo Paraná, para celebrar missa e realizar batismos.
Vendo o sofrimento do povo do lugar, o padre mudou-se para Novo Horizonte do Norte no início de 1971, onde construiu um barraco. No começo, a missa acontecia sem igreja, em frente à casa de Dorval. Primeiro foi construída a escola e depois a igreja. A igreja foi levantada no local onde hoje funciona a prefeitura municipal. Só depois foi construída a igreja atual. Com crianças em idade escolar, a professora Diva Nascimento Dominhaky começou a dar aulas numa pequena sala de chão batido, numa parte do escritório da empresa Imagrol, coberta de tabuinhas. No ano de 1971, chegaram voluntários para ajudar o povo novorizontino: Judite, Odete, Darcy, Germano, Luíz. Um fazia as vezes de professor, outro de dentista, outro de farmacêutico e outro de marceneiro. Este grupo trouxe uma farmácia de primeiros socorros e quem atendia aos doentes passou a ser uma farmacêutica austríaca de nome Francisca.
O primeiro boteco foi de José Borges. Comprava em Porto dos Gaúchos e vendia em Novo Horizonte. O segundo foi de Miguel Pereira e o terceiro de Isaías Rodrigues de Azevedo. O primeiro dentista foi Guaraciaba. Em 1977, foi criada a Subdelegacia Regional de Educação e Cultura, subordinada à Cuiabá. Por algum tempo o próprio padre Günther respondeu por ela e depois Moisés Sílvio da Mota foi o responsável pela Subdelegacia de Ensino, já de modo organizado, de 1977 a 1979, ocasião em que foi desativada.
Uma equipe da OPAN – Operação Anchieta, estimulava jovens e os ajudava a construir o futuro da cidade, desta ação surgiram escolas, igrejas, hospital, serraria, marcenaria e várias outras coisas. O gerador de energia da serraria fornecia luz elétrica a comunidade que pagava apenas pelo combustível gasto.
Em 31 de maio de 1976, através da Lei nº 3.718, foi criado o distrito de Novo Horizonte, sendo motivo de festa na comunidade. A Lei Estadual nº 5.013, de 13 de maio de 1986, criou o município com denominação de Novo Horizonte do Norte.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade, Novo Horizonte do Norte, foi sugerida pelo dono da colonizadora, José Kara José, significando que o lugar cresceria e se tornaria cidade e seria espaço físico para novas perspectivas de todas as regiões brasileiras.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE DO NORTE
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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