HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Nova Olímpia
Os primeiros povoadores do território que atualmente compõe o município de Nova Olímpia, acompanharam o itinerário histórico de Barra do Bugres, participando ativamente da movimentação extrativista da poaia e da borracha.
A fase de colonização e inicial movimentação econômica deve-se às ações de Belizário de Almeida, conhecido por “Billi”. A data de fundação do lugar é considerada 19 de março de 1954. Os primeiros a vir foram as famílias de Vicente Vieira Sobrinho- o Vicentão, José Rita Teodoro, Jesus dos Santos – Zuza e Anselmo Eduardo Passarello, que foi o primeiro comerciante de Nova Olímpia.
O primeiro hotel foi de Rosa Francisca Bonfim – Hotel Santa Rosa, primeiramente feito com lascas de coqueiro e coberto de tabuinhas, onde atendia carinhosamente seus fregueses, homens rudes, peões simples, aventureiros, compradores de terras e os mais diversos tipos. Este serviço foi mantido através dos tempos.
Destacam-se também como pioneiras as famílias de Joaquim Aderaldo, José Marques, sendo que seu neto – Arlindo Marques foi o primeiro a nascer em Olímpia, no ano de 1960. Ainda o Sr. Lamartim José da Silva, experiente mateiro e conhecedor da história regional.
O primeiro delegado de polícia foi Osvaldão, homem destemido e bravo, cujos presos, por falta de estrutura propícia, eram amarrados num tronco de árvore enquanto aguardavam translado para a cadeia pública de Barra do Bugres. Os meliantes iam a pé, com as mãos atadas com corda e tocados à maneira rude da época.
A influência do lugar fortaleceu-se quando o filho de Belizário, Wilson, apelidado de Fuza, candidatou-se e venceu as eleições para prefeito de Barra do Bugres, no começo da década de 1960. Nesta ocasião Belizário de Almeida – o Billi – elegeu-se vereador, representando também o povoado de Olímpia. Foi presidente da Câmara Municipal.
Fato determinante foi a criação do Distrito de Paz de Olímpia, a 15 de maio de 1960, através da Lei nº. 2.153. Neste período houve forte fluxo migratório e a maioria do povo vinha dos Estados de São Paulo, Bahia, Alagoas e Ceará. O maior incentivo era o preço irrisório das terras, muitas das quais devolutas, da facilidade na criação de bovinos e no extrativismo da poaia, abundante na época.
Em 1970, o povoado apresentava bom número de casas comerciais, serrarias e máquinas de beneficiamento de arroz. O distrito crescia e vivia cheio de gente, peões de bota e chapéus de aba larga circulavam pelo povoado, fustigando seus cavalos em movimentos malabarescos e bonachões.
No início da década de oitenta ocorreu a implantação da Destilaria Itamaraty, do grupo Olacyr de Moraes, na época o rei da soja, que adquiriu inúmeras propriedades de pequeno e médio porte. Inúmeras propriedades agropecuárias foram implantadas, sobressaindo-se: Fazenda Guanabara, Apemag, Mata Bela, Monte Alegre, Managô dentre outras.
A Lei Estadual nº. 4.996, de 13 de maio de 1986, aprovada pela Bancada do PDS e PMDB e sancionada pelo governador Júlio Campos, criou o município, com denominação alterada para Nova Olímpia.
O primeiro prefeito municipal foi o Sr. João Gregório da Silva, que contribuiu para a expansão da área urbana, distribuindo lotes e chácaras. Foi uma verdadeira reforma agrária incentivada pelo poder público.
O município foi criado através da Lei Estadual nº. 4.996, de 13 de maio de 1986, com a denominação de Nova Olímpia.
SIGNIFICADO DO NOME: Transposição toponímica, em referência à cidade de Olímpia, no Estado de São Paulo. O vocábulo “Olímpia” é nome de cidade da Grécia onde se realizavam os épicos jogos olímpicos e, também, nome de mulher. O termo “Nova” foi acrescentado para distinguir o município mato-grossense do município paulista de Olímpia.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE NOVA OLÍMPIA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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