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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Nortelândia

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A movimentação na região do atual município de Nortelândia é bastante antiga, quase contemporânea ao surgimento de Diamantino, já em 1747, ocorrem registros. Neste período era proibida a garimpagem de diamantes, grande riqueza do subsolo regional. A região do Rio Santana é, portanto, de conhecimento do povo desde tempos antigos. Em 1815, foram franqueadas as lavras de São Joaquim, na região da futura cidade de Nortelândia.

Outro movimento econômico importante para a região foi a da exploração seringueira. Fez nome á localidade denominada Arroz Sem Sal, mais tarde fazenda da empresa Camargo Corrêa.

Arroz Sem Sal tornou-se ponto de passagem entre Diamantino e o norte mato-grossense, antes de abrir a variante de estrada pelo Sumidouro. Por dificuldades na passagem do Rio Sumidouro, preferia-se passar por Arroz Sem Sal e cruzar o Rio Santana em ponte, a fim de alcançar a Estação Telegráfica de Parecis. Por outro lado, Arroz Sem Sal servia de ponto de apoio para o caminho Diamantino-Santo Afonso.

A região do Rio Santana, no entanto, iria reviver os tempos do garimpo, num novo ciclo de diamantes, dando origem ao lugar da sede atual do município. Em 1937, aportava à região da atual sede municipal o Sr. José Lúcio de Oliveira, apelidado de Macaúba, porque era originário do município baiano de Macaúba. Trouxe os familiares. No rastro do baiano desbravador veio mais gente: Aparício Soares, Aderaldo Marques, Apolinário Hipólito dos Santos, Francisco Alves de Andrade, além de mais outros, dentre os quais Antonio Preto e a família Marques. Numa fase posterior fizeram história Alcenor Alves Barreto e João Pereira dos Santos – o João Macaúba, filho do fundador da cidade. 

Descobriram diamantes. Agora eram os baianos e nordestinos, em lugar dos paulistas do século XVIII. Levantaram de imediato um povoado, uma “corruptela”, na linguagem garimpeira. O lugar tornou-se próspero. Dezenas de ranchos rústicos, cobertos de palha, se levantaram, logo seguidos de outros. Apareceram de imediato os comerciantes, os capangueiros compradores de diamantes, os aventureiros e as meretrizes. Em outros pontos também os aventureiros encontraram diamante, de sorte que o lugar, onde nasceria a cidade no futuro, adquiriu estabilidade. A entrada era pela estrada de Alto Paraguai.

Apenas na força do garimpo surgiram os prédios melhorados, estabeleceram-se os comerciantes ambulantes, os comerciantes estáveis. Aos poucos se corrigiram as linhas das casas, formando ruas, após a azáfama descontrolada dos primeiros dias de achados. Por fim, impõe-se a autoridade policial para a manutenção da ordem pública.

Entretanto o município foi o único, entre todos os municípios mato-grossenses a receber duas leis de criação, cada uma com uma denominação, ocorrendo que a segunda não explicitou a anulação da primeira.

A Lei nº. 686, de 11 de dezembro de 1953, foi publicada no Diário Oficial de 15 de dezembro de 1953, página 3. A seguir, saiu outra Lei, de nº. 712, de 16 de dezembro do mesmo ano. Publicada no Diário Oficial de 18 de dezembro, página 2.

Pela Lei nº. 686, a denominação é Santana dos Garimpeiros, nome popular pelo qual o lugar era conhecido. E pela Lei nº. 712, a denominação é Nortelândia, denominação escolhida para enaltecer e homenagear os fundadores do lugar, os nordestinos, erroneamente chamados de nortistas.

Lei nº. 712, de 16 de dezembro de 1953: 

Artigo nº.1 – Fica criado o município de Nortelândia, cuja área será desmembrada do município de Diamantino. 

Artigo nº. 2 – A sede do município será antiga povoação de Santana dos Garimpeiros, que será elevada à categoria de cidade, com o nome de Nortelândia.

A Lei entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1954. A Lei nº. 370, de 31 de julho de 1954, Lei Legislativa, retificou os limites do município, ajustando a Lei nº. 712. Nortelândia sempre lutou pela expansão municipal, conseguindo, de tempos em tempos tomar uma parte do município de Diamantino.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação Nortelândia é homenagem à região de origem de pioneiros da localidade. No entanto, a origem de garimpeiros que contribuíram para fazer fama do lugar, no século XX, é o Nordeste, e não o Norte. Ocorre que é comum sulistas e sudestinos chamarem nordestinos de nortistas, motivado por crasso desconhecimento de geografia nacional. Dessa forma, consolidou-se o termo Nortelândia, destinado a perdurar.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE NORTELÂNDIA

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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