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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Lucas do Rio Verde

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O ponto onde está assentado o núcleo urbano abrigou, no início da década de 1970, o acampamento de obras do 9º Batalhão de Engenharia e Construção, por ocasião da abertura da rodovia BR-163, Cuiabá-Santarém. Nos idos de 1976, a Coordenadoria Regional do Incra em Mato Grosso, iniciou a discriminação judicial da Gleba Lucas do Rio Verde, abrangendo um perímetro de mais de 210 mil hectares, reconhecendo diversas situações jurídicas constituídas, sejam de simples pioneiros, como de titulares de domínio particular.

Em 1980, com a necessidade do assentamento de famílias de agricultores sem terras, vindas do município de Ronda Alta, no Estado do Rio Grande do Sul, a área foi declarada prioritária para fins de reforma agrária, pelo Decreto Federal nº. 86.307. Era o início da vinda de centenas de famílias, com forte fluxo migratório sulino. Em seguida, o Decreto nº. 86.306, de 24 de agosto de 1981, desapropriava extensa área de terras, determinando o assentamento de mais “sem terras”.

O Decreto impunha a criação de cooperativa rural, fator facilitado pelo conhecimento prévio que os agricultores tinham do funcionamento da máquina associativa. A partir destes fatos, o Incra, criou o Projeto Especial de Assentamento Lucas do Rio Verde. José Ferreira Soares foi seu primeiro executor.

Os colonos gaúchos, vindos de Ronda Alta, tiveram muitos problemas no início da colonização do lugar. Dificuldades próprias da época e adversidades provocaram acentuado êxodo rural, fazendo com que a grande maioria vendesse seus lotes a preços irrisórios. Novos colonos se fixaram no lugar, a grande maioria vindos dos Estados de São Paulo e Paraná. Observou-se então, rápido progresso.

Com o aumento do povoado, em 16 de agosto de 1985, a Lei nº. 4.948, criou o distrito de Lucas do Rio Verde, no município de Diamantino. Ao mesmo tempo foi criado o Cartório de Registro Civil, sendo titular o sr. Jaime Seiti Fujii. 

Foram entregues no ano de 1986, pelo Incra, pelo menos 188 títulos de propriedade rural. As inúmeras transações imobiliárias fundiárias ocasionaram distúrbios contábeis ao longo da distribuição de lotes aos sem terras. Além do que, as divisas territoriais não eram respeitadas pelos colonos no período das demarcações. Em 1987, o Incra fez a entrega de mais de 100 títulos a proprietários rurais, a partir daí regulamentava-se a grande maioria dos lotes rurais do projeto. 

Neste período foi instalada a subprefeitura de Lucas do Rio Verde, com a jurisdição diamantinense. Foi nomeado subprefeito o Sr. Anton Huber, que também era o presidente da Cooperlucas, instituição de apoio aos agricultores.

Com objetivos explícitos de promover a emancipação política do distrito de Lucas do Rio Verde, reuniram-se no dia 5 de fevereiro de 1987, as seguintes pessoas: Ivo Deuner, Antonio Isaac Fraga Lira, Willians R. Andrade, Guimorvan S. Roa e Anton Huber – todos beneméritos pioneiros. Este movimento político comunitário desencadeou o processo emancipatório.

A Lei nº. 5.318, de 4 de julho de 1988, de autoria do deputado estadual José Lacerda, criou o município: 

Artigo 1º – Fica criado o município de Lucas do Rio Verde, com território desmembrado do município de Diamantino. 

A instalação oficial ocorreu no dia 1º de janeiro de 1989, com a posse do primeiro prefeito eleito, Werner Haroldo Kothrade, tendo como vice Otacildo Osório Pivetta. 

SIGNIFICADO DO NOME

O nome da localidade é de origem geográfica e homenagem a nome próprio. Refere-se ao Rio Verde, que banha a sede municipal e é referência a Francisco Lucas de Bar-ros, seringalista que permeou a região e um desbravador de sertões em tempos idos. Este homem, afeito às rudezas da selva, via na extração do látex sua motivação de vida. Profundo conhecedor da região, teve seu nome perpetuado pela história ao emprestá-lo ao município de Lucas do Rio Verde.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE LUCAS DO RIO VERDE

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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