HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Juruena
A região que compõe o município de Juruena foi amplamente movimentada por exploradores, aventureiros e seringueiros, desde o século XIX, sem que, no entanto, houvesse movimento colonizador. Mas a região de Juruena se beneficiou principalmente com os projetos colonizadores do Estado de Mato Grosso, através da CODEMAT – Cia. de Desenvolvimento de Mato Grosso e pelos incentivos fiscais do governo federal. Em meados de 1974, a empresa colonizadora – Juruena Empreendimentos de Colonização Ltda, deslocou via fluvial, uma equipe de topografia para executar o levantamento da área do projeto e a demarcação do aeroporto – de vital importância para qualquer empreendimento na região amazônica, e do núcleo urbano principal. A 24 de setembro de 1978, foi fundado oficialmente o projeto de colonização, pelo Dr. João Carlos de Souza Meirelles, presidente da companhia colonizadora, contando com a presença do então governador Frederico Campos e demais autoridades.
A vila urbana além de contar com o hospital, um hotel, alojamento completo para funcionários, contava também com 20 casas para funcionários casados, uma escola, uma serraria pica-pau e campo de pouso em pleno funcionamento. Destacam-se na ação pioneira da colonização de Juruena os seguintes nomes: sr. José Vicente Filho (Zé Araújo) e sua esposa dª. Lexia que administraram o Hotel Juruena, Antonio Luíz da Silva (Rio Grande), Vivaldo Marcório (Peninha), Daniel Pereira Costa e o sr. Dirceu Ribeiro de Lara (Japão). Este grupo sofreu bastante. Andavam até 18 quilômetros para chegar às margens do Rio Juruena onde buscavam víveres e invariavelmente voltavam carregando cangas que chegavam a pesar até 30 kg. O primeiro colono que chegou, no mês de julho de 1979, foi o sr. Orlando Borges da Silva. No rastro pioneiro da família Borges da Silva vieram outras, como as de Emílio Doerner, Tochetto, Fridolino Scholosser, José Krüll, Ottwin Scholosser, Duílio Crozetta, Zilmo Rauber Primo, Alésio Brugneira, Vendrame, Arnildo Hoffmann, Cipriano Macedo, Guerino Ubiali, Jacob Kniess, João Luíz Ranzan, João Sildo Wittmann, Maximiano Damásio da Silveira, Nilo Salvadori, Otwin Brandt, entre outros. Em agosto de 1980 chegou o Dr. Vitor Lúcio Ross Fabiani, médico que muito ajudou a comunidade, juntamente com sua esposa Suzete.
Uma das empresas que se destacou nos primeiros tempos foi a Rohden – Indústria Lígnea Ltda, beneficiadora de madeiras, cuja matriz era no município de Salete, Estado de Santa Catarina. A Rhoden sempre foi grande geradora de mão-de-obra, além de participar diretamente do fortalecimento da economia e das ações sociais do município.
O Projeto de Colonização Cotriguaçu-Juruena, com área de 400 mil hectares, é parte integrante de uma área total de 01 milhão de hectares, de propriedade da Cotriguaçu Colonizadora do Aripuanã S/A, que teve seus trabalhos de infra-estrutura viária e de topografia iniciados a partir de abril de 1984. Com o passar dos tempos a empresa dotou seus núcleos urbanos de infra-estrutura necessária para seu desenvolvimento, implantando inclusive uma linha de ônibus regular, que ía de Carazinho, no Rio Grande do Sul, até Juruena, passando pelo Paraná e Santa Catarina, Estados de origem da maioria absoluta dos migrantes.
A 07 de maio de 1982, pela Lei nº. 4.455, o Projeto de Colonização Juruena tornou-se distrito, de Aripuanã. A Lei nº. 5.313, de 04 de julho de 1988, de autoria do deputado Hilton Campos, sancionada pelo governador Carlos Bezerra criou o município:
Artigo 1º – Fica criado o município de Juruena, com território desmembrado de Aripuanã.
SIGNIFICADO DO NOME
O nome da localidade é de referência geográfica, devido ao Rio Juruena e também homenagem à empresa Juruena Empreendimentos de Colonização Ltda que colonizou vasta área de terras nesta porção territorial do noroeste mato-grossense. O termo Juruena vem do tupi e significa foz vazia. O Juruena é maior rio do Estado e principal formador do Rio Tapajós, sendo citado em mapas cartográficos desde o século XVIII. O general Rondon procedeu a levanta-mento geográfico do Rio Juruena no começo do século XX.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE JURUENA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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