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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Jauru

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No começo da década de 1950, a Companhia Comercial de Terras Sul Brasil, da cidade paulista de Marília, adquiriu área de 250 milhas, com fins de colonização no município de Cáceres, entre os rios Jauru e o Guaporé. Em 1953, Francisco Ângelo Montalar e outros membros da família, em consórcio com Antenor Pereira de Carvalho e Aurélio Mota adquiriram as terras da Companhia Sul Brasil, localizadas entre o Rio Jauru, pela margem direita até a altura da confluência do Rio Santíssimo, Córrego do Bagre e uma parte do município de Mato Grosso. Essas terras adquiridas foram divididas em quatro glebas nomeadas pelos números 01, 02, 03 e 04.  Uma parte dos lotes formou a área urbana de Jauru, que primeiramente recebeu denominação de Gleba Paulista, passando depois a Cidade de Deus. Por fim, deram-lhe a denominação de Jauru, devido abrigar em seu território as nascentes do Rio Jauru.

Em 1953, começaram a chegar às primeiras famílias de colonos, mormente dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Inicialmente instalaram-se no Córrego do Irara e Sete Casas as famílias de Avelino Garcia de Moura, João Garcia de Souza, João Batista, Eurides Batista, José Mota, Romildo e Edson Pavini. As famílias de João Evangelista Machado, Manoel de Souza Meira, Paulo Gonçalves de Campos, João Ribeiro da Costa, Sebastião Diogo, José Miguel, Edivarde Alves, Guaracy Villas Boas arrancharam-se na região do Brigadeiro. A primeira casa, de pau-a-pique foi de Romildo Pavini. A primeira escola era particular, sendo a professora Ivani Motta paga pela companhia povoadora. O primeiro casamento do território do futuro município foi de Maria dos Anjos e Eurides. Frei Elias celebrou a primeira missa, a 25 de dezembro de 1960. Na ocasião foram batizadas 9 crianças. Em seguida os freis Paulo Maria, Amadeu Taurines e Ênio Grenga continuaram a visitar Jauru.

A primeira capela foi construída por José Pires da Silva – o Zé da Luz, entre 1963 e 1964. Os bancos da capela foram trazidos de Cáceres, de caminhão, por Manoel Correia.A 12 de outubro de 1964 chegou a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Pilar, trazida de Saragoza, de Espanha, Europa. A entronização da imagem foi presidida pelo bispo de Cáceres, Dom Máximo Biénes. O padre José Riva foi o primeiro a permanecer certo período em Jauru, sendo que mais tarde retirou-se para servir na fronteira Brasil-Bolívia. Em seu lugar veio o padre Nazareno Lanciotte, que tinha dificuldades com o idioma português, logo superado. O padre Lanciotte deu inicio a construção do belo templo que hoje pode ser visto em Jauru, cujo projeto foi feito pelo arquiteto Dr. Carlos Augusto M. Faggin. Começou também a edificação de um hospital de caráter, inaugurado em fevereiro de 1973. Da obra do padre Nazareno, ainda destacam-se o Seminário Menor de Jauru; o CNEC-Campanha Nacional de Escolas da Comunidade, escola mantida pela Diocese de Jauru onde estudam centenas de jovens; Lar Imaculada de Maria, que abriga inúmeras pessoas idosas desamparadas, implantado numa área de 2,5 alqueires de terras, onde os internos colaboram com seu sustento, cuidando de horta, galinheiro, criação de porcos, bananal e mandiocal.

Enfrentando todas as dificuldades, o povoado foi crescendo. Maturou o distrito, criado pela Lei nº. 3.806, de 3 de novembro de 1976. Nesta época o núcleo contava com 4.600 eleitores, conseguindo eleger neste mesmo ano 3 vereadores pelo município de Cáceres, ao qual estava jurisdicionado: José Gonçalves Filho, Luíz Alves Sodré e Etelvino Sancoré. Em 1977 nasce a Loja Maçônica “Ordem e Liberdade”. Em 1978, instalou-se em Jauru a primeira agencia bancária – Banco Financial, que tinha como gerente Pedro Ulisses Gentil.

Jauru crescia e confirmou a maturidade com a criação do município, pela Lei Estadual nº. 4.164, de 20 de setembro de 1979, de autoria do deputado Aldo Borges e sancionada pelo governador Frederico Campos: 

Artigo 1º – Fica criado o município de Jauru, com sede na localidade do mesmo nome, tendo sua área desmembrada do município de Cáceres.

Significado do nome

O nome da localidade é termo de origem geográfica, em homenagem ao Rio Jauru, que nasce no município. A denominação vem do tupi, designando ponto de comedouro de peixe grande, comedouro de jaús, peixe teleósteo, da família dos pimelodídeos (Paulicea lutkeni), que alcança até 2 m de comprimento, sendo comum nas águas das bacias Amazônica e do Paraná: Peixe grande.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE JAURU

 

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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