HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Guarantã do Norte
A penetração histórica da abertura da região se realizou com a chegada da BR-163, sendo que sua inauguração data de 1975. A empresa Expresso Maringá passou a fazer a linha Cuiabá-Santarém. Os recursos da gente da região eram poucos e a cidade mais próxima era Sinop, a 225 quilômetros. Sinop também era o ponto de tratamento aos portadores da malária. Em 1980, teve início o Projeto de Assentamento de Colonos de Peixoto de Azevedo – PAC. Tratava-se de assentar agricultores que, ou tinham sido desapropriados de terras, em razão do levantamento de uma barragem no Rio Jacuí ou tinham sido obrigados a vender suas terras para saldarem as dívidas bancárias.
O INCRA e a COTREL-Cooperativa Tritícola de Erechim, se uniram para transladar o povo sem terra para a região norte de Mato Grosso. A situação das famílias desarraigadas da região da barragem do Jacuí era calamitosa e difícil, e vinha se arrastando há muito tempo. Paralelamente ocorria outro problema fundiário. Famílias de brasiguaios (brasileiros que moram no Paraguai) perderam o arrendamento de terras, sendo que o prazo para se retirarem das terras guaranis – 31 de maio. A angustia passou a dominar aquela gente. Começaram os trabalhos de preparação do lugar para a chegada dos migrantes. A 12 de setembro de 1980, o padre Silvério Scheneider celebrou a primeira missa da história do lugar. A 1º de dezembro chegara as primeiras famílias.
Em 1981, formou-se o PAC- Braço Sul, para assentar os migrantes brasileiros vindos do Paraguai. Chegaram 330 famílias, em julho do mesmo ano. O INCRA procedeu ao registro das terras dos migrantes, resolvendo o problema fundiário.
Enquanto os problemas de terras eram resolvidos pelo INCRA, o povo abria as ruas e dava início às primeiras construções. Os trabalhos locais do INCRA eram supervisionados pela administração do sr. José Humberto Macedo. Muito contribuiu com o desenvolvimento o trabalho das irmãs dominicanas: Glicia Maria Barbosa da Silva, Vanda Eleusa de Resende e Cleonice Cardoso. A ideia da fundação do núcleo ocorreu na reunião de representantes da COTREL e do INCRA, no dia 2 de junho de 1981, por ocasião da Ata de Fundação de Cotrel – o povoado.
O núcleo urbano, inicialmente denominado Cotrel serviu de apoio aos projetos de assentamento de colonos do Incra localizados nas glebas pertencentes à União Federal denominadas Gleba Braço Sul e Gleba Nhandu, respectivamente, Projeto de Assentamento Braço Sul e Projeto de Assentamento Conjunto Peixoto de Azevedo. Todo o propósito de criação do núcleo foi lavrado em Ata, sendo o histórico documento assinado pelas seguintes pessoas: José Humberto Macedo, Executor do PAC-Peixoto de Azevedo, Dr. Paulo Pitaluga Costa e Silva – Coordenador Geral do INCRA em Mato Grosso, Valdir Calegari – Diretor Secretário da Cotrel, Miguel Ferreira de Aguiar – EBEC, Benedito Wilson – Triunfo, José Cândido Vieira – BNCC, Glícia Maria Barbosa da Silva.
Depois de rubricado e assinado, o documento ganhou mais 19 assinaturas e rubricas, de inúmeras testemunhas – ilustres personagens da história local.
A Lei nº. 4.378, de 16 de novembro de 1981, criou o distrito com a denominação de Guarantã. O progresso ocorreu rápido, pois já a 13 de maio de 1986, a Lei nº. 5.008, criou o município:
Artigo nº. 1 – Fica criado o município de Guarantã do Norte, desmembrado do município de Colíder”. O primeiro prefeito municipal foi o sr. Herionaldo Couto Queiroz, tendo na vice o sr. Pedro Inácio Weigert, em mandato de dois anos.
Significado do nome
O nome Guarantã tem origem numa árvore típica da região, com o nome científico de Esenbeckia leiocarpa, da família das rutáceas. É madeira conhecida por sua resistência, a melhor para cabo de machado. A árvore apresenta protuberâncias de alto a baixo, formando um interessante trançado. Dá a entender que o povo da região é resistente, rijo, nobre. Adotou-se o termo “do Norte” para diferenciar a cidade mato-grossense de outra, denominada Guarantã, no Estado de São Paulo.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE GUARANTÃ DO NORTE
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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