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Fiscal de Tributos: uma carreira de Estado a serviço da sociedade

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Por Flávio Emílio Rodrigues Auerswald 

No dia 21 de setembro, celebramos o Dia do Fiscal de Tributos Estaduais. Além de uma data dedicada à categoria, é uma oportunidade para reconhecer uma carreira de Estado estratégica para o funcionamento da máquina pública e para a garantia de serviços essenciais à sociedade.

O trabalho fiscal nem sempre é percebido em toda sua dimensão, mas seus resultados estão presentes no cotidiano da população. Quando o Estado arrecada com eficiência, combate a sonegação e as fraudes e promove justiça fiscal, cria condições para que recursos cheguem à saúde, à educação, à segurança, à infraestrutura e às demais políticas públicas. É nesse processo que está o Fiscal de Tributos.

Além de cobrar tributos, fiscalizar significa proteger a receita pública, combater a concorrência desleal, assegurar equilíbrio nas relações econômicas e contribuir para a sustentabilidade das contas do Estado. Uma Administração Tributária eficiente interessa ao poder público, a quem produz e empreende e, sobretudo, à sociedade.

Celebramos nossa data em um momento de profundas transformações. A Reforma Tributária, a implementação do Imposto de Bens e Serviços (IBS), a integração entre administrações tributárias e o avanço da tecnologia estão redesenhando a fiscalização e a arrecadação no país.

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Muda o sistema. Mudam as ferramentas. Mas a necessidade de uma Administração Tributária forte permanece e se torna ainda maior.

Mato Grosso chega a esse novo cenário com conhecimento acumulado ao longo de décadas e importantes avanços na modernização da atividade fiscal. Inteligência de dados, automação, cruzamento de informações e inteligência artificial ampliam a capacidade de atuação do Fisco e abrem novas possibilidades para uma fiscalização cada vez mais eficiente.

Modernizar, porém, não significa substituir conhecimento técnico. Significa potencializá-lo. Por isso, temos defendido investimento permanente em capacitação e atualização profissional para que os Fiscais estejam preparados para as novas responsabilidades que esse cenário impõe.

Esse processo também exige valorização da carreira. O fortalecimento das prerrogativas, a construção da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), a adequada estruturação do quadro funcional e a valorização profissional não são apenas pautas corporativas. São condições para que o Estado exerça com eficiência uma de suas funções essenciais.

Durante anos, os Fiscais de Tributos acompanharam as transformações econômicas de Mato Grosso e ajudaram a construir uma Administração Tributária cada vez mais técnica, moderna e eficiente. Temos profissionais que dedicaram décadas ao serviço público e novas gerações que chegam incorporando competências e ferramentas. É dessa união entre experiência, conhecimento e inovação que construiremos o futuro.

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Neste 21 de setembro, nosso reconhecimento alcança quem atua diariamente na fiscalização, auditoria, inteligência, planejamento, tecnologia, gestão e nas diversas frentes da Administração Tributária. Alcança também os aposentados, que ajudaram a construir as bases sobre as quais avançamos hoje.

O Sindicato dos Fiscais de Tributos Estaduais de Mato Grosso (Sindifisco-MT) seguirá trabalhando por uma Administração Tributária moderna, eficiente e preparada para os desafios do novo sistema tributário. E isso passa, necessariamente, pela valorização dos Fiscais de Tributos Estaduais.

Porque onde há um Estado capaz de arrecadar com eficiência, combater a sonegação, promover justiça fiscal e transformar receita em políticas públicas, há trabalho fiscal por trás.

Neste Dia do Fiscal de Tributos, nosso respeito e reconhecimento a todos os Fiscais de Tributos Estaduais de Mato Grosso.

*Flávio Emílio Rodrigues Auerswald é presidente do Sindifisco-MT

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O emagrecimento não começa na balança

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Por Helton Palaoro

“Eu sei exatamente o que preciso fazer para emagrecer, mas não consigo manter.” Escuto essa frase com frequência. Ela revela uma falha na maneira como ainda tratamos o emagrecimento: oferecemos informação e cobramos disciplina, sem compreender o que impede aquela mulher de sustentar as mudanças.

A própria ciência começa a ampliar esse olhar. Em 2025, uma comissão global formada por especialistas em saúde e obesidade, com o apoio de organizações médicas internacionais, publicou na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology uma proposta para reformular o diagnóstico da doença.

 O estudo recomenda que a obesidade não seja avaliada apenas pelo Índice de Massa Corporal (IMC), mas também pela distribuição da gordura corporal, pelo funcionamento do organismo e pelas limitações que a condição provoca na vida de cada pessoa.

Se o peso já não deve ser analisado isoladamente pela medicina, também não faz sentido reduzir o emagrecimento a uma conta entre alimentação, exercício e força de vontade.

Uma mulher pode conhecer os alimentos que deveria consumir, saber que precisa treinar e entender a importância do sono. Ainda assim, pode não conseguir manter essas escolhas. Isso não significa, necessariamente, preguiça ou falta de comprometimento. Entre saber e conseguir fazer existem emoções, experiências e padrões de comportamento.

Quando alguém come excessivamente depois de um dia difícil, podemos apenas dizer que “saiu da dieta”? Como personal trainer e terapeuta, aprendi a fazer outra pergunta: o que aquele alimento representou naquele momento? Conforto, recompensa ou uma tentativa de aliviar ansiedade, estresse e frustração?

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Uma revisão científica que reuniu 46 intervenções voltadas à alimentação emocional identificou resultados positivos na redução desse comportamento e uma contribuição, ainda que pequena, para a perda de peso. Isso não significa atribuir todo excesso de peso às emoções, mas reconhecer que determinados comportamentos precisam ser compreendidos antes de serem cobrados.

O mesmo vale para o exercício. Algumas mulheres chegam à academia querendo “pagar” pelo que comeram. Pedem mais intensidade, ignoram o cansaço e transformam o treino em punição. Quando o exercício deixa de ser cuidado e se torna castigo, aumentar a carga nem sempre é a resposta.

Foi essa percepção que mudou minha forma de trabalhar. Antes de olhar somente para séries, repetições e medidas, procuro entender quem chegou para treinar. Como essa mulher dormiu? Como está sua disposição? Ela busca saúde ou tenta compensar uma refeição? Está cuidando do corpo ou brigando com ele?

O treino continua sendo técnico. A formação terapêutica não substitui a prescrição de exercícios, mas amplia minha capacidade de escutar, identificar padrões e adaptar a condução. Há dias de avançar. Em outros, reduzir a intensidade, modificar a atividade ou conversar por alguns minutos pode ser mais responsável do que exigir desempenho a qualquer custo.

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Adaptar é inteligência de treinamento. Esse olhar também exige limites. Não cabe ao personal trainer diagnosticar transtornos mentais, conduzir psicoterapia ou substituir psicólogos, nutricionistas e médicos. Cabe observar, acolher sinais e encaminhar quando a situação ultrapassa sua competência. O trabalho multidisciplinar não diminui nenhum profissional; ele protege a pessoa atendida.

O maior desafio do emagrecimento, muitas vezes, não é começar. É continuar quando o trabalho aperta, os filhos exigem atenção, a ansiedade aparece ou a balança não responde como o esperado.

Por isso, talvez seja necessário trocar a pergunta “por que você não consegue emagrecer?” por “o que está dificultando a manutenção dos comportamentos que você já sabe que precisa ter?”.

A primeira cobra. A segunda procura compreender. O emagrecimento sustentável não deveria ser construído sobre punição, culpa ou uma guerra contra o próprio corpo. Ele precisa reunir movimento, consciência, comportamento e cuidado. Porque, antes de prescrever para um corpo, é necessário enxergar a pessoa que existe por trás dele.

Helton Palaoro é bacharel em Educação Física, personal trainer há dez anos e terapeuta com formação em Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG). Possui especializações em treinamento feminino e emagrecimento comportamental e emocional.

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