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Educação Patrimonial

Conheça o conjunto de ações que promove o acesso as fontes

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Antigo Arsenal de Guerra de Cuiabá

   A educação patrimonial é um conjunto de ações com metodologia própria que promove o conhecimento sobre os bens culturais, permitindo o acesso direto às fontes, ou seja, aos objetos culturais, propiciando atitudes de preservação.
   Em casos pontuais foram realizadas pesquisas arqueológicas no século XIX em terras brasileiras. No entanto, uma ação mais efetiva sobre o assunto dá-se na Semana de 1922, a partir dos debates promovidos por Mário de Andrade e Lúcio Costa. Na década seguinte, com a criação do SPHAN (Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN), ocorreu a consolidação do apoio necessário à causa da preservação do patrimônio nacional, passaram a ocorrer os tombamentos, restaurações, registro de patrimônio e outras medidas.
   A preservação patrimonial só encontrará êxito com o apoio da sociedade. O IPHAN passou a investir em medidas de esclarecimento à população sobre o que vem a ser os patrimônios históricos, paisagísticos, culturais e arqueológicos. A educação patrimonial é um processo permanente centrado na preservação do patrimônio e na conscientização da comunidade sobre a sua importância. Sua finalidade é provocar nos indivíduos novos olhares para a sua própria cultura, gerando responsabilidades na sua preservação e valorização, também oferece oportunidades para que a própria sociedade defina o que é seu patrimônio. 
   No tocante ao patrimônio arqueológico é importante ressaltar que a preservação dos sítios requer um comprometimento das comunidades locais. No entanto, o envolvimento só ocorre quando se dá a inclusão do patrimônio arqueológico através de congressos, palestras ou oficinas. Mas como mudar o fato de que na maior parte das comunidades não haver ligação entre o que está eleito como patrimônio coletivo e a arqueologia? Primeiro é preciso que essas comunidades conheçam e reconheçam seu patrimônio arqueológico. Isso pode ser alcançado através de medidas de educação patrimonial nas escolas capacitando professores como agentes patrimoniais para tratarem desses temas com os alunos e a comunidade.
   Os sítios arqueológicos são ótimas ferramentas para educar sobre o passado, seja ele histórico ou pré-histórico. Um lembrete útil: A responsabilidade pela educação patrimonial é da União, Estados e Municípios, portanto, a cobrança não deve esperar.

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Estudo publicado analisou cerca de 230 genomas

Impactos do desenvolvimento

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Isabela Moreira 

 

Pela primeira vez cientistas analisaram o DNA de humanos que viveram antes, durante e depois da revolução agrícola, ocorrida há cerca de 8,5 mil anos. O objetivo é simples:  dos nossos ancestrais de forma a entender como essas alterações influenciaram a sociedade ao longo dos séculos. Até então, os únicos materiais de estudo dos pesquisadores eram ossos e restos físicos da história da Europa. Em termos de comparação, os ossos mais recentes são de 45 mil anos atrás. 

 

“Há décadas temos tentado descobrir o que aconteceu no passado”, disse Rasmus Nielse, geneticista da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times. “E agora temos um estudo que é quase uma máquina do tempo.”

 

Nielse se refere ao uso de DNA de esqueletos antigos. A partir deles é possível saber, além dos impactos da agricultura nos humanos, a origem do genoma dos europeus contemporâneos. Para realizar o estudo em questão, publicado na Nature na última segunda-feira (23), o geneticista David Reich, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram os genomas de 230 europeus que viveram entre 8,5 mil e 2,3 mil anos atrás. Os cientistas compararam esses genes com o de humanos vivos atualmente. 

 

A pesquisa sugere que, antes da revolução agrícola, a Europa era composta por populações de caçadores e coletores. Isso mudou com a chegada de um novo povo, cujo DNA lembra o das pessoas do Oriente Médio – tudo indica que eles trouxeram as técnicas de agricultura consigo ao chegar na região.

Por meio da pesquisa, foi possível desmentir alguns boatos que corriam há anos, como o de que os europeus passaram a beber leite a partir do momento em que começaram a criar gado, por exemplo. De acordo com Reich, o gene LCT, relacionado à digestão do leite, de fato se tornou mais comum do que era antes na Europa com a introdução da agricultura, mas ele só começou a aparecer com frequência há somente 4 mil anos. 

 

O estudo permitiu que os pesquisadores mapeassem as mudanças na cor da pele dos europeus. Há 9 mil anos os coletores e caçadores que viviam na Europa tinham origem africana e possuíam pele escura. Os agricultores que chegaram na região em seguida tinham a tez mais clara, o que se reforçou com um gene variante que surgiu anos depois. 

Por fim, os cientistas revelaram que após o advento da agricultura, os europeus ficaram mais baixos, principalmente no sul do continente. 

 

 

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

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