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Dia Mundial da Atividade Física: desvende os mitos e verdades sobre o tema
Celebrado neste sábado, 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física reforça a importância da prática regular de exercícios para o bem-estar físico e emocional da população. Segundo dados da Pesquisa Saúde e Trabalho, feita pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e divulgada em junho do ano passado, 52% dos brasileiros raramente ou nunca praticam atividades físicas. Já entre os que praticam, 22% o fazem diariamente, 13% pelo menos três vezes por semana, e 8% pelo menos duas vezes por semana. Neste contexto, para incentivar a prática de exercícios, a treinadora e ex-atleta olímpica Samantha Clayton, vice-presidente global de Desempenho Esportivo e Educação Física da marca Herbalife, desvenda mitos e verdades sobre o tema. Confira a seguir:
#1 Exercícios físicos são apenas para perda de peso
Mito. Estudo publicado no British Journal of Sports Medicine enfatiza que, além da simples perda de peso, o exercício oferece outros benefícios para quem o pratica. “Malhar ajuda a produzir hormônios do bem-estar, contribuindo para a saúde mental. Também é imprescindível para o aumento da força, melhora a composição corporal e também a saúde cardiovascular, entre outras coisas”, coloca Samantha. Sem contar que os exercícios contribuem para o fortalecimento dos ossos, além de serem recomendados para o tratamento de pacientes com diabetes.
#2 A regularidade é mais importante do que a intensidade
Verdade. Manter uma rotina regular de exercícios é mais benéfico a longo prazo do que fazer sessões esporádicas mais intensas, segundo Samantha Clayton. Portanto, não adianta achar que vale ir à academia apenas durante dois meses antes do verão, se você ficará sedentária o restante do ano. “O exercício deve fazer parte da rotina diária”, comenta a treinadora.
#3 Quanto mais suor, melhor o exercício
Mito. A produção de suor é mais um indicador de resposta térmica do corpo do que da eficácia do exercício. Portanto, suar não está diretamente relacionado à queima de calorias ou intensidade do treino.
#4 O descanso é crucial na rotina fitness
Verdade. Apesar da frequência ser imprescindível para se obter benefícios com os exercícios, o descanso e a recuperação também são importantes para prevenir lesões e melhorar o desempenho. Isso porque permite que o corpo repare e se fortaleça entre os treinos. “A quantidade de descanso varia de acordo com a intensidade do exercício, a idade e o estilo de vida de cada pessoal. Mas, em geral, deixe um dia da semana sem treino ou faça alguma atividade bem leve, como caminhada no parque”, sugere Clayton.
#5 Quem pratica exercício deve consumir suplemento
Depende. O consumo de suplementos para quem pratica exercícios físicos depende de vários fatores, que incluem as necessidades individuais, objetivos de treino e dieta. É importante ressaltar que uma alimentação balanceada é essencial para fornecer os nutrientes necessários, entretanto, em alguns casos, especialmente em treinos intensos ou específicos, os suplementos podem ser úteis para complementar a dieta, além de serem uma maneira prática de garantir nutrientes importantes. No entanto, a suplementação nunca deve substituir uma alimentação saudável. Por isso, devem ser consumidos sob a orientação de um especialista no assunto, que deverá indicar o uso de produtos com respaldo científico e de marcas sérias.
#6 Exercícios podem melhorar a saúde mental
Verdade. Vários estudos demonstram os benefícios do exercício na saúde mental, incluindo a redução da ansiedade e depressão. Um deles, realizado pela American Psychological Association, reforça que o exercício regular melhora o humor e diminui sintomas da ansiedade e depressão. “A atividade física desencadeia a liberação de dopamina e serotonina, que são neurotransmissores que atuam melhorando o humor”, defende Samantha.
#7 Exercícios na academia são melhores do que exercícios ao ar livre
Mito. Tanto exercícios em academia quanto ao ar livre oferecem benefícios. Portanto, a escolha depende mais das preferências pessoais e dos objetivos do que da superioridade de um sobre o outro. “O importante é você encontrar uma modalidade pela qual se identifique para torná-la parte da sua rotina”.
#8 Exercício em grupo é motivador
Verdade. Não tem como negar: treino em grupo oferece um ambiente estimulante que contribui para adesão aos exercícios. “Estar acompanhado de pessoas com objetivos semelhantes cria um ambiente motivacional, aumentando o entusiasmo e a inspiração”, pontua a treinadora.
#9 É preciso pegar muito peso para conseguir a hipertrofia
Mito. Pesquisas mostram que tanto o treino de musculação com maiores cargas quanto aqueles com menores cargas e mais repetições são capazes de gerar hipertrofia — o que importa é fazer com que o músculo chegue próximo à exaustão ou falha. “Independente do método que você escolher, lembre-se ainda que é preciso ter um consumo de proteína adequado ao longo do dia para promover o ganho de massa muscular”, conclui Samantha Clayton.
Fonte: Mulher
MULHER
O que observar antes de comprar cosméticos para os cabelos
Escolher um produto capilar parece simples até o momento em que os rótulos começam a exibir promessas semelhantes, nomes técnicos pouco familiares e fórmulas pensadas para necessidades muito diferentes. Na prática, a compra mais acertada costuma depender menos da embalagem e mais da leitura crítica do que realmente atende ao fio, ao couro cabeludo e à rotina de cuidados.
Esse olhar mais atento também ajuda a reduzir desperdícios, desconfortos e frustrações. Ingredientes, modo de uso, compatibilidade com química, risco de sensibilidade e regularização sanitária são pontos que fazem diferença concreta no resultado e na segurança. Por isso, alguns critérios merecem ser observados com calma antes de levar o produto para casa.
1. Identifique a necessidade real do seu cabelo
O primeiro passo é distinguir desejo de necessidade. Um cabelo ressecado pede uma abordagem diferente de um cabelo poroso, oleoso, sensibilizado por coloração ou com tendência à quebra. Quando essa leitura não é feita, torna-se comum comprar um cosmético excelente para outra realidade, mas pouco útil para a condição presente dos fios.
Também convém observar o couro cabeludo, e não apenas o comprimento. A Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca a importância de usar produtos adequados ao tipo de cabelo e que não provoquem alergias ou ressecamento. Em casos de coceira ou queda acentuada, a avaliação dermatológica passa a ser mais prudente.
2. Leia toda a composição com atenção no rótulo
A lista de ingredientes costuma revelar mais do que a frente da embalagem. Os componentes aparecem em nomenclatura padronizada e ajudam a entender se a fórmula tende a limpar, hidratar, nutrir, alinhar ou oferecer tratamento mais intensivo. Ativos valorizados podem estar presentes em baixa quantidade, enquanto a base mostra o comportamento real.
Esse cuidado é útil ao comparar linhas com propostas parecidas, inclusive opções de cosméticos Braé para cabelo, quando a intenção é escolher de forma mais técnica. Surfactantes, agentes condicionantes, silicones, óleos e conservantes interferem diretamente na experiência de uso e na resposta do fio ao longo das semanas.
3. Observe a compatibilidade com a química do fio
Cabelos com coloração, descoloração, alisamento, permanente ou outras transformações químicas costumam responder de forma mais sensível a determinados ativos e rotinas. Nesses casos, não basta procurar um produto “reparador”. É importante verificar se a proposta da fórmula conversa com o nível de dano e com a fragilidade atual da fibra.
Produtos muito adstringentes podem agravar o ressecamento, enquanto tratamentos mais concentrados podem pesar em fios finos ou com baixa densidade. Quando houver química recente, quebra importante ou alteração de elasticidade, a orientação de um profissional cabeleireiro ou dermatologista ajuda a evitar combinações inadequadas.
4. Verifique as indicações de uso do fabricante
Nem todo cosmético foi formulado para uso diário, e esse detalhe costuma passar despercebido. Máscaras reconstrutoras, produtos com pigmento, acidificantes e alguns finalizadores de ação mais intensa tendem a exigir intervalos específicos. O uso acima do indicado não acelera resultados e pode aumentar a oleosidade ou causar acúmulo.
A leitura das instruções também mostra tempo de pausa, necessidade de enxágue, quantidade sugerida e região de aplicação. Shampoo deve priorizar o couro cabeludo; condicionadores e máscaras atuam melhor no comprimento e pontas. Seguir essa lógica reduz desperdício e melhora o desempenho da fórmula no dia a dia.
5. Considere o risco de sensibilidade e irritação
Produtos capilares podem conter fragrâncias, corantes, conservantes e substâncias com potencial irritante ou alergênico em pessoas suscetíveis. Revisões sobre dermatite de contato associada a cosméticos capilares mostram que tinturas, xampus e outros produtos aplicados no couro cabeludo podem desencadear reações em indivíduos sensibilizados.
No caso das tinturas, a atenção deve ser ainda maior. A FDA alerta para o potencial alergênico da parafenilenodiamina em alguns corantes oxidativos e recomenda seguir as orientações de teste de mecha. Diante de ardor intenso, vermelhidão ou coceira relevante, o uso deve ser interrompido e a avaliação profissional torna-se necessária.
6. Avalie o equilíbrio entre limpeza e tratamento
Um erro comum é escolher apenas pelo efeito prometido no pós-lavagem e ignorar como a rotina inteira se comporta. Cabelos oleosos podem precisar de limpeza mais eficiente sem agressão excessiva, enquanto fios secos ou cacheados tendem a se beneficiar de fórmulas menos deslipidizantes. O equilíbrio na rotina é o fator mais importante.
A literatura dermatológica aponta que o pH e o tipo de agentes de limpeza influenciam o conforto do couro cabeludo, o brilho e o alinhamento da cutícula. Em geral, fórmulas melhor ajustadas ao perfil do fio favorecem resultado mais consistente. Quando a combinação de itens é pensada de forma coerente, a resposta é previsível.
7. Confira a regularização e a rotulagem oficial
Antes da compra, vale confirmar se o produto apresenta informações claras de rotulagem, composição e fabricante. A Anvisa orienta requisitos técnicos para regularização e rotulagem de cosméticos, o que inclui elementos essenciais para identificação segura do item. Essa verificação é importante em compras online ou revendas informais.
Também é recomendável desconfiar de promessas absolutas, ausência de instruções ou embalagens com informações incompletas. A cosmetovigilância existe justamente para monitorar efeitos indesejáveis após a comercialização, o que reforça a importância de adquirir produtos regularizados e seguir as instruções do fabricante.
8. Repare se o custo faz sentido para a sua rotina
O melhor produto não é necessariamente o mais caro, mas o que entrega boa adequação ao uso real. Um tratamento potente pode ser excelente para aplicação ocasional e pouco funcional para uma rotina básica. Da mesma forma, um item com rendimento baixo ou exigência de várias etapas extras pode não oferecer o melhor custo-benefício.
Faz mais sentido avaliar rendimento, frequência de uso, necessidade de manutenção e compatibilidade com os demais produtos da rotina. Quando a compra é guiada por esses critérios, a escolha tende a ser mais racional, sustentável e totalmente alinhada ao resultado esperado pelo consumidor no cuidado diário.
Escolher cosméticos para os cabelos exige menos impulso e mais observação. Quando rótulo, fórmula, segurança e necessidade real entram na conta, o cuidado capilar deixa de ser aposta e passa a ser decisão bem informada.
Referências
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Rotulagem. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/setorregulado/regularizacao/cosmeticos/rotulagem.
- AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Capa Cosmetovigilância. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/fiscalizacao-e-monitoramento/cosmetovigilancia.
- D’SOUZA, P.; RATHI, S. K. Shampoo and conditioners: what a dermatologist should know? 2015. Disponível em: https://journals.lww.com/ijd/fulltext/2015/60030/shampooandconditioners_whata_dermatologist.5.aspx.
- FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. Hair dyes. 2025. Disponível em: https://www.fda.gov/cosmetics/cosmetic-products/hair-dyes.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Higiene capilar. 2026. Disponível em: https://www.sbd.org.br/cuidados/higiene-capilar/.
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