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Crescente incidência de roubos no meio rural acende alerta para investimento em prevenção

Polícia Civil tirou organização criminosa de cena no Estado, mas medidas devem ser adotadas por propriedades e afins para impedir ocorrências

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Crescente incidência de roubos no meio rural acende alerta para investimento em prevenção

O aumento de crimes no campo tem assustado os produtores rurais de Mato Grosso. Criminosos e quadrilhas estão cada vez mais organizados e, muitas vezes, agem violentamente, atraídos pelo alto valor dos insumos e maquinários agrícolas, assim como dos rebanhos encontrados nas propriedades. A incidência de roubos dessa natureza acendeu um alerta nas forças de segurança do Estado e se tornou um dos principais alvos da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil de Mato Grosso em 2019.

 

No ano passado, a GCCO deflagrou a operação denominada “Fim da Linha”, que cumpriu 16 ordens judiciais contra a principal organização criminosa especializada em roubos de defensivos agrícolas no Estado. Somente com uma quadrilha foram recuperados mais de R$ 2 milhões em produtos. O bando agiu em pelo menos 11 fazendas localizadas nos principais polos de produção agrícola, como Primavera do Leste, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde.

 

Para prevenir esse tipo de ação, fazendeiros, agricultores e empresários de armazéns e revendas têm investido em tecnologias de segurança, buscando prevenir ou mitigar prejuízos patrimoniais e econômicos. São tecnologias sofisticadas, que incluem instalação de câmeras móveis e fixas de alta precisão, radares de proteção de perímetro, alarme de intrusão, sonorização IP de emergência e centrais de monitoramento. Equipamentos esses que permitem monitorar a fazenda a distância em tempo real.

 

“Implantamos nosso sistema há quase 20 anos. Sofríamos com alguns sinistros em nossas unidades, principalmente roubos de defensivos. Em 2002, tivemos uma grande ocorrência de roubo de produtos praticada por uma quadrilha especializada. Foi quando a empresa definiu pela instalação de todo o sistema de videomonitoramento e implantação de procedimento de segurança em nossas filiais e na matriz. Desde então, não tivemos nenhuma ocorrência de sinistro grave”, conta Helen Cavalcante, gerente de Tecnologia de Informação da Agro Amazônia uma das maiores distribuidoras de insumos agropecuários de Mato Grosso.

 

Alta precisão 

 

Diferente de sistemas instalados em residências ou estabelecimentos urbanos, a tecnologia a ser utilizada no campo ou armazéns exige uma alta precisão. “Áreas rurais exigem o que chamamos de soluções de aplicação crítica, que é muito diferente de uma aplicação para a residência ou para o escritório. O equipamento é preparado para operar em regime de 24 horas, sete dias na semana, durante todo ano. Possuem recursos como tolerância a altas temperaturas, baixa luminosidade, excesso de poeira e umidade. A qualidade dos sistemas entregue na zona rural é diferente do exigido para as cidades. Até o cuidado com o fornecimento da energia elétrica deve ser pensado diferente”, explica Wagner Figueiredo, diretor presidente da Ausec, empresa mato-grossense especializada em tecnologias de segurança.

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Wagner Figueiredo

Diretor presidente da Ausec, Wagner Figueiredo

Segundo o especialista, os sistemas de segurança eletrônica em áreas rurais devem ter a capacidade de integrar todas as áreas, “conversar” entre si e atuar de forma colaborativa em tempo real. “Uma vez o alarme acionado, o sistema reconhece automaticamente essa informação e foca a câmera mais próxima, que registra o evento e dispara a informação ao gerente da propriedade ou ao responsável pelo monitoramento. Essas informações ficam armazenadas para que o gestor da propriedade análise e decida qual a melhor ação a ser tomada”.

 

“As câmeras possuem analíticos inteligentes embarcados que podem, por exemplo, determinar que na área delimitada não deve haver circulação de pessoas, ou que o fluxo de veículo em uma direção está errado, ou uma movimentação fora do normal. A câmera é programada para detectar comportamentos estranhos e, na sequência, acionar o sistema de áudio”, conta Wagner Figueiredo.

 

Uma eficiente ferramenta na prevenção de crimes são os sistemas de sonorização de alta potência. De acordo com especialistas, esses sistemas instalados em ambientes monitorados reduzem em até 30% a possibilidade de concretização de uma ação criminosa. Esse tipo de sistema pode ser acionado logo que a câmera de videomonitoramento detectar qualquer ação suspeita. Também podem ser utilizados para otimizar o serviço, com avisos aos trabalhadores e profissionais que frequentem a propriedade.

 

O uso de sistemas inteligentes e integrados vão muito além da segurança, podem auxiliar na prevenção de fraudes dentro da propriedade – como desvio de carga e outros – prevenção de acidentes de trabalho, gerenciamento de logística, auxílio nas operações da fazenda e gestão dos acessos à propriedade. Outro benefício é a detecção de incêndios e queimadas. “Já existem equipamentos com analíticos que detectam sinais de fumaça no campo, próximo à lavoura, aos pastos e até mesmo dentro de uma beneficiadora de algodão”, acrescenta o diretor.

 

A implantação desse tipo de solução pode ou não exigir a instalação de uma central de monitoramento. A central, caso necessária, pode ser própria ou terceirizada. Também existem sistemas autônomos, que não necessitam de monitoramento por pessoal especializado, mas que são capazes de transmitir as informações aos responsáveis pela propriedade. “Cada fazenda ou propriedade precisa de um tipo de operação diferente. Não existe uma solução padrão, cada propriedade exige uma análise de risco única que determinará as tecnologias e procedimentos a serem implementados”, finaliza Wagner Figueiredo.

 

 

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Metais preciosos, commodities e criptomoedas: o mundo dos investimentos alternativos


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Os investimentos alternativos são instrumentos financeiros que permitem diversificar o portfólio além dos tradicionais mercados de ações e imobiliário. Embora ações e imóveis estejam entre as escolhas mais comuns, investir em ativos alternativos pode oferecer maior estabilidade em períodos de volatilidade. Esses instrumentos incluem, entre outros, metais preciosos, criptomoedas e commodities, setores que apresentam dinâmicas diferentes dos investimentos convencionais. A diversificação em ativos alternativos atende à necessidade de equilibrar o portfólio e mitigar os riscos associados a um mercado que, em certos momentos, pode se tornar extremamente instável.

Metais preciosos: um exemplo de estabilidade

Os metais preciosos, como ouro e prata, representam uma das categorias mais populares entre os investimentos alternativos. O ouro, em particular, é considerado um ativo de refúgio: em situações de incerteza econômica ou alta inflação, tende a manter ou aumentar seu valor. O desempenho do ouro é frequentemente indicado no Forex com o símbolo xauusd e, conforme ilustrado nesta página informativa online, pode oferecer aos investidores uma proteção contra a instabilidade dos mercados tradicionais. Esse símbolo reflete a taxa de câmbio entre o ouro e o dólar americano, um parâmetro acompanhado por quem deseja investir em um ativo seguro durante períodos de crise.

Commodities e agricultura: um mundo de recursos
Além dos metais preciosos, outras categorias de investimentos alternativos incluem commodities como petróleo, gás natural e produtos agrícolas. Investir em commodities significa participar de um mercado onde os preços são determinados não apenas pela oferta e demanda, mas também por fatores geopolíticos, climáticos e tecnológicos. Esses ativos têm uma função estratégica na gestão do portfólio, pois oferecem um potencial de crescimento independente das flutuações dos mercados de ações. As commodities agrícolas, em particular, são influenciadas pelas condições climáticas e inovações no setor alimentar, representando assim uma oportunidade para investidores com interesse em sustentabilidade e agroalimentação.

Criptomoedas: entre inovação e volatilidade
As criptomoedas são um dos investimentos alternativos mais recentes e representam um setor em constante crescimento. Essas moedas digitais, baseadas em tecnologias descentralizadas como o blockchain, são consideradas investimentos de alto risco, mas também de alto potencial de retorno. Sua natureza digital e a ausência de regulamentação central as tornam particularmente voláteis, mas, ao mesmo tempo, capazes de oferecer novas oportunidades financeiras. As criptomoedas oferecem uma visão inovadora do mundo econômico, desvinculada das lógicas dos bancos centrais e das autoridades governamentais, atraindo investidores que desejam diversificar o portfólio com ativos de perfil não convencional.

Arte e bens colecionáveis: um patrimônio tangível
Outra forma de investimento alternativo está nos bens colecionáveis e nas obras de arte. Esses investimentos, muitas vezes menos líquidos e vinculados a um crescimento de longo prazo, são escolhidos por quem deseja diversificar com um patrimônio tangível. A arte pode representar não apenas um investimento, mas também um valor cultural e estético, e seu valor tende a se manter independente dos mercados financeiros tradicionais. Desde pinturas clássicas até modernas obras digitais, o colecionismo pode oferecer uma proteção ao portfólio e enriquecer o patrimônio pessoal com um toque de exclusividade.

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