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BRASIL E MUNDO

Caça americano é abatido pelo Irã

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Um avião de combate norte-americano foi derrubado em território iraniano, desencadeando operações de busca pelo piloto nesta sexta-feira (3). O incidente, noticiado pela imprensa americana e iraniana, marca um novo patamar na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, embora o Comando Central dos EUA (Centcom) não tenha se pronunciado oficialmente.

Imagens do que seriam os destroços da aeronave foram divulgadas pela afiliada da televisão estatal iraniana na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país. A polícia iraniana chegou a oferecer recompensa por informações sobre os ocupantes do avião. Contudo, a emissora CBS informou, citando fontes oficiais, que um membro da tripulação foi resgatado por forças americanas. A agência de notícias Fars confirmou, anteriormente, que uma operação para localizar os pilotos estava em andamento.

Esta é a primeira vez que a queda de uma aeronave militar dos EUA em solo iraniano vem a público desde o início da ofensiva conjunta americana e israelense em 28 de fevereiro. Para analistas, o episódio sugere que a República Islâmica mantém capacidades antiaéreas robustas, apesar de semanas de bombardeios intensos.

Contexto de ataques e ameaças recíprocas

O incidente ocorre em meio a um cenário de trocas de ameaças e ataques entre Washington, Teerã e seus respectivos aliados. O Irã, em retaliação às ofensivas e às ameaças do presidente Donald Trump de destruir infraestruturas civis iranianas, lançou mísseis contra Israel e monarquias do Golfo aliadas dos EUA.

O Exército israelense não detalhou os alvos atingidos, mas a rádio militar israelense mencionou danos em uma estação ferroviária de Tel Aviv. Já a imprensa iraniana afirmou que a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, atacou Tel Aviv e a cidade turística de Eilat, no sul de Israel. Para se proteger, israelenses têm contado com alertas “ultralocalizados” impulsionados por inteligência artificial, que orientam os moradores a buscar abrigos apenas quando suas áreas específicas estão sob ameaça.

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Infraestruturas civis alvejadas e impacto regional

A escalada também atingiu infraestruturas civis. Nos Emirados Árabes Unidos, um país visado pelo Irã, 12 pessoas (nepalesas e indianas) ficaram feridas em Abu Dhabi após a interceptação de um ataque, e um complexo de gás foi fechado devido a um incêndio. No Kuwait, um ataque de drones contra uma refinaria resultou em incêndios, e uma usina elétrica e de dessalinização foi atingida. O Exército iraniano declarou que seus alvos eram locais americanos, israelenses e em “países anfitriões e aliados dos Estados Unidos”.

Essas ofensivas iranianas foram uma resposta às declarações do presidente Trump, que havia prometido destruir a infraestrutura iraniana. Na rede Truth Social, ele chegou a declarar: “As pontes serão as próximas, depois as usinas elétricas!”. Na quinta-feira (2), bombardeios dos EUA e de Israel destruíram uma ponte em construção perto de Teerã e danificaram o Instituto Pasteur iraniano. Israel também afirmou ter destruído “70% da capacidade de produção de aço” do Irã, levando à paralisação das duas maiores siderúrgicas do país. Trump havia manifestado sua intenção de realizar “duas a três semanas” de bombardeios intensos para “mandar o Irã de volta à Idade da Pedra” caso Teerã não aceitasse uma solução negociada.

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Estreito de Ormuz Bloqueado e consequências globais

A crise se aprofundou com a quase total paralisação do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica vital para o comércio global de petróleo e outras mercadorias. O bloqueio provocou uma disparada nos preços do petróleo e de outras commodities, acendendo o temor de uma crise inflacionária global. O Irã, acusado por cerca de 40 países de “tomar a economia mundial como refém”, alertou que o estreito permanecerá fechado para nações consideradas hostis.

Apesar do cenário, um porta-contêiner do grupo francês CMA CGM conseguiu atravessar o estreito na quinta-feira, sendo a primeira travessia conhecida de uma grande empresa europeia desde o bloqueio. Países do Golfo pediram ao Conselho de Segurança da ONU que autorizasse a liberação do estreito pela força, mas uma votação sobre o projeto de resolução, prevista para esta sexta-feira, foi adiada por falta de consenso. O Irã, por sua vez, alertou a ONU contra qualquer “ação provocadora”.

Em meio a declarações contraditórias sobre o Estreito, o presidente Trump afirmou nesta sexta-feira que os EUA poderiam “abrir” a passagem e “tomar o petróleo” com “um pouco mais de tempo”.

Em um artigo publicado na imprensa americana, o ex-ministro das Relações Exteriores iraniano Mohammad Javad Zarif pediu que Teerã “conclua um acordo” para pôr fim à guerra, propondo que o país, em troca do levantamento das sanções, “limite seu programa nuclear e reabra o Estreito de Ormuz”.

*Com agências

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BRASIL E MUNDO

FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão parado para credores do grupo Master e alerta para perda de valor sem correção

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ainda tem um montante de R$ 1,83 bilhão reservado para investidores e correntistas de instituições ligadas ao grupo Master que ainda não pediram o reembolso. Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (14), os recursos ainda podem ser resgatados pelo aplicativo do FGC.

O FGC ressalta que o valor parado no fundo permanece sem nenhuma correção pela inflação desde a liquidação dos bancos. Na prática, quanto mais tempo o beneficiário demora para solicitar o pagamento, menor será o poder de compra do valor recebido.

Como resgatar

As pessoas físicas podem solicitar o reembolso diretamente pelo aplicativo oficial do FGC.

O fundo orienta os beneficiários a manterem as notificações do aplicativo ativadas, pois o sistema pode solicitar informações adicionais para concluir o pagamento.

Quanto falta

O maior volume de pagamentos já foi realizado, mas ainda há recursos disponíveis para milhares de beneficiários.

Nos bancos Master, Master de Investimento e Letsbank, o FGC já desembolsou R$ 40,03 bilhões, o equivalente a 98,54% do total previsto. Ainda restam cerca de R$ 590 milhões para serem retirados.

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Mais de 718 mil credores já receberam os valores, o que representa 93,72% do público estimado.

No caso do banco Pleno, antigo Voiter, foram pagos R$ 4,5 bilhões, correspondentes a 93,93% do total esperado. Permanecem disponíveis cerca de R$ 290 milhões, enquanto aproximadamente 135 mil beneficiários já fizeram o resgate.

Já no Will Bank, o FGC desembolsou R$ 5,75 bilhões, ou 94,69% do montante previsto. Ainda há cerca de R$ 950 milhões à espera dos clientes. Mais de 276 mil beneficiários já receberam os recursos.

O que é

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada para proteger clientes de instituições financeiras em caso de intervenção ou liquidação.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos.

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O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O que é protegido

A garantia do FGC cobre diversos produtos financeiros, entre eles:

  • conta-corrente;
  • conta-poupança;
  • CDB e RDB;
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • Letras de Câmbio (LC);
  • Letras Hipotecárias (LH);
  • Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCD);
  • operações compromissadas com títulos emitidos por instituições financeiras.

Investimentos como ações, fundos de investimento, debêntures, Tesouro Direto e certificados de operações estruturadas (COEs) não são protegidos pelo FGC.

Patrimônio do fundo

O FGC também divulgou um retrato da cobertura do sistema financeiro brasileiro.

Em abril, os depósitos e investimentos elegíveis à garantia somavam R$ 5,58 trilhões. Considerando o limite máximo de cobertura por cliente, o valor efetivamente protegido era de R$ 2,684 trilhões.

Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do fundo estava em R$ 123,2 bilhões, uma queda de 12,25% em relação ao ano anterior, reflexo dos pagamentos realizados após a liquidação de instituições financeiras ligadas ao grupo Master.

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