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Após 16 anos de uso, Parque Mãe Bonifácia receberá obras de segurança

Esta é a segunda etapa da revitalização da unidade de conservação, em Cuiabá (MT), que inclui construção de muro e alambrado nos fundos e lateral, visando oferecer mais segurança aos usuários

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Parque Mãe Bonifácia

Um total de R$ 1,2 milhão será aplicado nos três parques estaduais da capital: Mãe Bonifácia, Massairo Okamura e Zé Bolo Flô

Para promover comodidade e segurança aos usuários do Parque Estadual Mãe Bonifácia, que recebe uma média de 30 mil visitantes ao mês, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) comunica que mais uma etapa das obras de melhorias está em andamento. A previsão de término é final de dezembro.

 

Conforme o gerente da unidade conservação, Celso Benedito Ferreira, entre as obras estão: a reforma da guarita de acesso pela Av. Miguel Sutil; a construção de 200 metros de muro nas laterais, localizadas na Av. Filinto Müller; 1,9 mil metros de alambrado aos fundos, no bairro Quilombo, completando a outra metade da cerca que já está pronta no acesso pela Miguel Sutil; e a reforma de três pontes.

 

“Antes contávamos apenas com um cercado de arame liso. Com essa nova estrutura, vamos conseguir reduzir em quase 95% o uso indevido do parque, além de oferecer mais segurança aos usuários e animais silvestres, impedindo a entrada de animais domésticos, como cães e gatos”, explica o gerente, que pede paciência aos frequentadores durante este período de obras.

Barradas

Parque Mãe Bonifácia

Na primeira etapa das obras, realizadas este ano, ele explica que o parque contou com a revitalização de 9 km da pista de caminhada e dos três estacionamentos com lama asfáltica, sinalização vertical e horizontal, por meio de uma parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). O playground infantil de madeira com área de 20 m² também foi reformado e ganhou incremento de uma rampa, para facilitar o acesso das crianças.

Já em 2015, no mês das crianças, foi inaugurado o novo playground infantil com área de 300 m², adaptado a crianças com deficiência (cadeirantes), por meio de uma parceria com o Juizado Especial Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam). Também houve a retirada do mirante, cuja estrutura era muito antiga e estava comprometida e frouxa.

 

A última etapa da revitalização está prevista para 2017, com a reforma da Praça do Cerrado, incluindo pistas internas de caminhada, bancos e coreto.

 

Investimentos

 

Um total de R$ 1,2 milhão será aplicado nos três parques estaduais da capital (Mãe Bonifácia, Massairo Okamura e Zé Bolo Flô), desse total,  R$ 676 mil são para o maior deles, o Parque Mãe Bonifácia. Esses recursos são provenientes de processos de compensação ambiental pela instalação de empreendimentos com significativo impacto ambiental.

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Parque Mãe Bonifácia

 

Sobre o parque

 

Criado em junho de 2000, a partir do Decreto Estadual nº 1.470, o Parque Mãe Bonifácia tem uma área de 77,16 hectares do bioma Cerrado, que abriga cerca de 80 espécies de plantas nativas catalogadas. Entre elas, a Myracrodruon urundeuva Allemao, popularmente conhecida como aroeirinha, em risco de extinção. A árvore pode chegar a 25 metros de altura.

 

O espaço é composto por, trilhas pavimentadas para caminhada, trilhas de areia para exercícios físicos, trilhas para observação da fauna e flora, aparelhagem para exercícios físicos, mirante de onde pode se ter uma visão de  360º graus da cidade, parque infantil com os brinquedos em ótimo estado de conservação,  banheiros feminino e masculino, limpos com cestos de lixo e também papel higiênico (coisas difíceis de encontrar em espaço de lazer público) bebedouros com água gelada, concha acústica e estacionamento gratuito.

 

Quem foi ‘Mãe Bonifácia’?

 

Ela se tornou uma lenda em Cuiabá. Mas é recorrente muitos duvidarem da veracidade da sua história, afinal, no século 19, uma mulher negra e escrava, que auxiliava a fuga dos outros escravos, parece ser ficção. Porque deixariam Mãe Bonifácia livre, enquanto todos os outros estavam encarcerados? A resposta quem dá é o historiador Aníbal Alencastro, que rememorou a história da negra escrava no livro “Cuiabá: histórias, crônicas e lendas”.

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Parque Mãe Bonifácia

 

A história de Mãe Bonifácia marcou mesmo já no fim da sua vida. Aníbal conta que a velha negra e escrava parou de ser incomodada devido a idade avançada e ao deixarem de usar seus serviços, foi morar na saída para a Estrada da Guia, em um barracão em frente ao 44º Batalhão e também era ali que nascia o córrego, que viria a ter o mesmo nome “Mãe Bonifácia”.

 

Curandeira, africana, com um vasto conhecimento sobre as plantas. Mas, porque a sua história marcou tanto? A estátua que hoje se situa no parque que leva o nome da mãe negra, retrata bem a conduta de Mãe Bonifácia diante dos fracos e oprimidos. Ela curava os negros, os salvava da perseguição e os guiava pelo rio até o quilombo situado na mata densa, onde hoje se localiza o parque. A dor que ela sentia no peito, só podia ser esvaziada se pudesse salvar aqueles que passavam pelo mesmo sofrimento que ela: a privação da liberdade.

 

Quando havia revolta em Cuiabá, e os negros fugiam, era atrás da Mãe Bonifácia que iam em busca de auxílio, já que ela os escondia. A negra orientava os fugitivos a andarem pelo córrego para que os cães dos capitães do mato, não pudessem farejá-los. Com isso, Mãe Bonifácia os guiava mata adentro, até o quilombo (que depois originou o nome do Bairro do Quilombo).

 

Com relação aos questionamentos sobre a sua existência, Aníbal é categórico “sim, ela viveu aqui, sua história é real”. O pesquisador levantou a trajetória de Mãe Bonifácia a partir de familiares remanescentes de escravos, que até a década de 1950, os avós destes que residem atualmente, viviam no Despraiado e contavam a história da negra velha que ajudava os escravos. Os refugiados também chegaram a ser retratados em livro de Estevão de Mendonça.

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Você está vivo? O INSS duvida e você tem até sexta-feira para provar o contrário

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Termina na próxima sexta-feira (31) o prazo para aposentados, pensionistas e anistiados políticos do Executivo federal que não realizaram a prova de vida entre janeiro de 2020 a setembro de 2021 comprovarem vida.

A obrigatoriedade da prova de vida estava suspensa, como medida de prevenção ao contágio pela Covid-19, mas voltou a ser exigida a partir de outubro de 2021.

Segundo a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, para realizar a prova de vida, os aposentados, pensionistas e anistiados devem comparecer presencialmente a uma agência do banco onde recebem o pagamento, munidos de documento de identificação com foto

Prova de vida digital – Também é possível realizar a prova de vida digital. Para isso é necessário ter a biometria (identificação digital) já cadastrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

No celular, é necessário instalar o aplicativo gov.br, por meio do qual é realizada a validação facial. O acompanhamento da situação da prova de vida, assim como a obtenção do seu comprovante e notificações para lembrar o prazo da realização são realizados pelo aplicativo SouGOV.BR, desenvolvido exclusivamente para servidores ativos, aposentados e pensionistas da Administração Pública Federal.

Independentemente do canal em que realizou a prova de vida, o beneficiário pode consultar sua situação pelo aplicativo SouGOV.BR, disponível nas lojas Google Play e App Store ou pelo computador.

Com informações da Agência Brasil

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