Educação
Alan Porto anuncia conclusão de processo que leva 3.040 profissionais de apoio especializado às escolas estaduais
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) finaliza nesta sexta-feira (27.2), processo de atribuição de 655 Profissionais de Apoio Especializado (PAE) cumprindo o que determinam a Lei nº 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão – LBI) e o Decreto nº 12.686/2025 e suas alterações posteriores.
Eles passam a integrar o grupo de 3.040 profissionais que atuarão durante o ano letivo de 2026 no atendimento a 4.474 estudantes público-alvo da educação especial que precisam de algum nível de atenção diferenciada na Rede Estadual de Ensino.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressalta que, segundo a LBI, o apoio especializado constitui medida de acessibilidade destinada a eliminar barreiras e assegurar condições de participação, permanência e aprendizagem no ensino regular, não substituindo a função do professor regente, tampouco configurando o Atendimento Educacional Especializado (AEE) aplicado especificamente na Sala de Recursos Multifuncionais da escola.
“Sua atuação é complementar, atuando no ensino colaborativo, onde o professor regente é o responsável pelo ensino-aprendizagem, ficando o PAE com a função de aplicar estratégias para suporte ao estudante de acordo com o Plano Educacional Individualizado estabelecido pelo docente titular”, explica Alan Porto.
Ele lembra que, antes, era comum escola e professor deixarem o aluno apenas sob a responsabilidade do PAPE. “A função de PAPE, inclusive, nem é prevista na LBI e no Decreto que regulamentou novas políticas de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Isso não era inclusão. Agora, o PAE vai auxiliar o estudante seguindo orientações dos regentes em todas as disciplinas, como define a legislação”.
Porto avalia que a conclusão da atribuição do PAE representa um avanço na organização da política de inclusão, por combinar critérios transparentes e previsibilidade na alocação de pessoal, assegurando o suporte adequado a quem mais precisa. Ele também avaliou positivamente a separação clara das funções, conforme o decreto, como forma de fortalecer o trabalho em equipe nas unidades e de dar mais segurança às famílias.
Com o encerramento do processo, ele afirma que as escolas prosseguem com o ano letivo com equipes completas para garantir, na prática, aquilo que a legislação prevê. “Finalizamos um processo de educação inclusiva não apenas como princípio de uma ação, mas rotina, com apoio humano qualificado e função bem definida dentro do ambiente escolar. Todavia, com novos estudantes o processo continua”.
Funções do PAE
Entre as funções do PAE que, de acordo com a LBI pode ter formação superior ou de Ensino Médio, estão cuidados pessoais quando houver ausência de autonomia funcional, auxiliar na locomoção e mobilidade interna, acompanhar em atividades pedagógicas não técnicas assegurando acessibilidade operacional e sem interferir na condução didática, atuar como ledor e transcritor quando necessário, apoiar o uso de tecnologias assistivas previstas no Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) da Sala de Recursos Multifuncionais e no Plano Educacional Individualizado (PEI), entre outras atividades.
De acordo com a Seduc, a Rede Estadual de Ensino atende em 2026 mais de 11 mil estudantes com algum tipo de deficiência auditiva, física, intelectual, mental-psicossocial, visual, múltipla, autista ou altas habilidades/superdotação.
Educação
Estudantes de Cuiabá assumem papel de diplomatas, parlamentares e jornalistas em simulação da ONU
Em sua 7ª edição, iniciativa do Colégio Maxi estimula alunos a debater questões nacionais e internacionais e desenvolver habilidades como argumentação, negociação, comunicação e pensamento crítico
Entender conflitos mundiais, defender os interesses de uma nação, negociar soluções, discutir os desafios do Brasil e acompanhar os acontecimentos como jornalistas. Alunos do Colégio Maxi, em Cuiabá, vivenciam essas experiências na 7ª edição do Maxi-Múndi, projeto que aproxima os estudantes de grandes debates da agenda nacional e internacional.
A iniciativa é dividida em três frentes: Modelo ONU, Modelo Legislativo e Imprensa Estudantil. Em cada uma delas, os alunos assumem diferentes responsabilidades e são desafiados a pesquisar, argumentar, negociar, produzir conteúdo e compreender diferentes pontos de vista.
No Modelo ONU, os estudantes representam países e defendem seus interesses em discussões internacionais, após pesquisarem aspectos históricos, políticos, econômicos e sociais de cada nação.
No Modelo Legislativo, vivenciam a dinâmica do Congresso Nacional, representando parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em debates sobre temas atuais do Brasil. A experiência permite compreender, na prática, o funcionamento das instituições e a construção de decisões políticas.
Já na Imprensa Estudantil, os alunos atuam como jornalistas, acompanhando os debates, realizando entrevistas e produzindo matérias sobre os principais acontecimentos. O exercício desenvolve escrita, interpretação, comunicação, capacidade de síntese e análise crítica das informações.
Mais do que uma atividade acadêmica, o Maxi-Múndi busca ampliar o repertório dos jovens e colocá-los diante de perspectivas diferentes das suas. A experiência estimula competências como oratória, liderança, negociação, trabalho em equipe e respeito ao contraditório.
Para Júlia Fernandes, que participa pela segunda vez e nesta edição atua como diretora, esse é um dos principais diferenciais do projeto.
“Quando assumimos o papel de um país, precisamos deixar de lado apenas aquilo que pensamos e compreender aquela realidade, seus interesses e seu ponto de vista. Isso amplia nossa visão de mundo e nos ensina a argumentar, ouvir e negociar”, destaca.
SENSO CRÍTICO
O projeto integra a proposta educacional do Colégio Maxi, instituição do Grupo Salta Educação, de associar o conhecimento acadêmico ao desenvolvimento de habilidades importantes para a formação dos estudantes.
Antes das simulações, os participantes pesquisam os temas em debate, estudam o posicionamento dos países, analisam as pautas legislativas e se preparam para a cobertura jornalística.
A proposta reproduz desafios encontrados em ambientes diplomáticos, políticos e jornalísticos: interpretar informações, construir argumentos, ouvir posições divergentes, fazer perguntas e buscar soluções diante de diferentes interesses.
Em sua 7ª edição, o Maxi-Múndi reforça o protagonismo juvenil e contribui para formar estudantes mais preparados para compreender, questionar, comunicar e participar dos grandes debates do Brasil e do mundo.
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