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“A verdade não tem mão dupla”: Schenkel rebate Cidinho Santos sobre BR-163

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Alexandre Schenkel

O produtor rural e primeiro suplente de Carlos Fávaro, Alexandre Schenkel, rebateu a declaração de Cidinho Santos, suplente de Mauro Mendes, de que o senador não teria participado das articulações pela duplicação da BR-163.

“Cidinho não sabe o que está falando ou está ignorando fatos que conhece. Ele precisa ter responsabilidade e compromisso com a verdade. A verdade não tem mão dupla”, afirmou.

Schenkel ressaltou que as negociações começaram anteriormente e não andaram, mas foi no atual Governo Federal que a transferência do controle da concessionária para o Estado foi formalizada e o financiamento necessário para acelerar as obras foi garantido. O BNDES com o PAC do Governo Federal aprovaram mais de R$ 5,5 bilhões destinada à duplicação.

“Cidinho sabe que uma obra dessa grandiosidade não é realizada por um único ente da Federação. O Governo de Mato Grosso teve um papel importante ao assumir a concessionária, e o Governo Federal teve papel decisivo ao viabilizar os recursos que permitiram avançar com a duplicação. Apagar qualquer uma dessas participações é tentar reescrever a história”, declarou Schenkel.

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O produtor lembrou ainda que Fávaro participou das discussões do Conselho Gestor do Novo PAC como convidado e atuou como representante de Mato Grosso dentro do Governo Federal. Segundo ele, o senador teve voz ativa nas articulações e intercedeu pela continuidade dos investimentos na rodovia.

“Fávaro conhece essa realidade de perto. Ele é de Lucas do Rio Verde, viveu os problemas da BR-163 e sabe o que a ausência de infraestrutura representa para as famílias, os municípios e o setor produtivo. Antes mesmo do atual governo, já cobrava no Senado uma solução para a concessão”, acrescentou.

Schenkel afirmou que a tentativa de atribuir protagonismo exclusivo a apenas um governo desvaloriza a cooperação que tornou a obra possível. “Nós, suplentes, também temos responsabilidade nesta eleição. Nosso papel não é disputar um protagonismo artificial, mas reconhecer a verdade. A BR-163 é resultado de um esforço coletivo, de parceria e de diálogo. É assim que se realizam grandes obras e se entregam resultados para Mato Grosso”, concluiu.

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Bombeiros combatem 12 incêndios florestais em dez municípios de Mato Grosso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) segue em campo combatendo 12 incêndios florestais ativos em dez municípios do Estado: Marcelândia, Peixoto de Azevedo, Novo Mundo, Rondonópolis, Ribeirão Cascalheira, Ponte Branca, Nossa Senhora do Livramento, Paranatinga, Juara e Novo Santo Antônio.

O maior esforço de combate está concentrado no norte do Estado, em Marcelândia e Peixoto de Azevedo, onde as equipes atuam em duas ocorrências em cada município. Nas demais localidades, os bombeiros permanecem mobilizados no combate direto às chamas e no controle dos focos, com estratégia voltada a conter o avanço do fogo, extinguir os incêndios e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam com reforço de outras forças. O Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), a Defesa Civil Estadual, o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e a Polícia Militar atuam conforme a necessidade de cada ocorrência, ampliando a capacidade de resposta e o enfrentamento aos incêndios em todo o território mato-grossense.

Os números do satélite também acendem o alerta. Nas últimas 24 horas, Mato Grosso registrou 59 focos de calor, segundo a última checagem das 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com dados do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desses, 30 foram identificados na Amazônia e 29 no Cerrado.

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Seis desses focos estão em Terras Indígenas: três na Terra Indígena Wedezé, em Cocalinho; um na Terra Indígena Bakairi, em Paranatinga; um na Terra Indígena Manoki, em Brasnorte; e um na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia. Nessas áreas, o combate aos incêndios cabe a órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar.

A distinção entre os termos é importante: um foco de calor isolado não caracteriza um incêndio florestal. Trata-se de um indicativo de área com temperatura elevada, detectada por satélite, que pode ou não estar associada ao fogo. O incêndio, por sua vez, geralmente é identificado pelo conjunto de diversos focos concentrados em uma mesma região.

Além do combate, o CBMMT monitora o uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho, coordenada a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá. Com apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação busca identificar antecipadamente áreas sob risco de incêndio ou onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

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Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios em 27 municípios, entre eles Água Boa, Aripuanã, Chapada dos Guimarães, Colíder, Guarantã do Norte, Primavera do Leste, São Félix do Araguaia e União do Sul.

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