BRASIL E MUNDO
Ataque maciço atinge Kiev com mísseis e drones; Ucrânia e Rússia intensificam bombardeios recíprocos
A capital ucraniana foi alvo de um intenso ataque aéreo nesta segunda-feira (24), com múltiplas explosões e o abate de mísseis sobre a cidade. O prefeito de Kiev, Vitaly Klitschko, confirmou que o fornecimento de água e energia foi interrompido em várias áreas, exacerbando a preocupação com a aproximação do inverno. Em todo o país, um alerta nacional foi emitido, e autoridades reportaram pelo menos seis mortos como resultado dos ataques.
Tymur Tkachenko, chefe da Administração Civil e Militar de Kiev, alertou sobre a “ameaça de mísseis em toda a Ucrânia”, indicando a presença de “Drones Shahed e mísseis de cruzeiro inimigos”, além da “ameaça de lançamentos de mísseis balísticos e Kinzhal”. As defesas aéreas ucranianas foram ativadas para “abater alvos inimigos”, com apelos constantes para que a população procure abrigos.
Desde o início da invasão em fevereiro de 2022, a Rússia tem mirado sistematicamente em usinas e estações de energia ucranianas, causando blecautes generalizados. Este ano, a estratégia russa se intensificou, agora incluindo também instalações de gás, o que eleva a apreensão diante da chegada das baixas temperaturas.
Ataques Recíprocos em Território Russo
Paralelamente aos ataques contra a Ucrânia, Kiev tem retaliado com investidas regulares em território russo, visando principalmente depósitos de petróleo, refinarias e outras infraestruturas. Na noite entre 24 e 25 de novembro, um ataque aéreo ucraniano deixou pelo menos três mortos e oito feridos em Taganrog, cidade russa no Mar de Azov, conforme anunciado pela prefeita Svetlana Kambulova.
Autoridades da região russa de Krasnodar, no Mar Negro, também relataram um “dos ataques mais prolongados e massivos do regime de Kiev”, que afetou diversas cidades. O governador regional, Veniamin Kondratiev, informou que seis moradores ficaram feridos e pelo menos 20 casas foram danificadas em cinco municípios.
Rejeição Russa a Proposta de Paz Europeia
A intensificação dos confrontos ocorre em um momento de impasse diplomático. A Rússia rejeitou nesta segunda-feira (24) uma contraproposta europeia para um plano de paz, classificando-a como “não construtiva e inaceitável” e “amplamente favorável aos interesses do bloco”. Yuri Ushakov, assessor diplomático do presidente Vladimir Putin, foi categórico ao comentar a decisão.
A contraproposta europeia foi elaborada em Genebra no domingo (23), durante conversas entre representantes americanos, europeus e ucranianos, e teria sido baseada em um plano anterior do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Enquanto a versão original de Trump havia sido bem recebida por Moscou por incluir a cessão de territórios ucranianos, Kiev considerou-a uma capitulação. As discussões de domingo levaram a uma declaração da Casa Branca reafirmando a soberania da Ucrânia como ponto central.
Diante do cenário de recusa diplomática, a Rússia teria ameaçado intensificar os bombardeios caso a Ucrânia não aceite o plano de 28 pontos apresentado inicialmente pelos Estados Unidos para o encerramento do conflito. A escalada de violência e a ausência de um consenso diplomático continuam a aprofundar a crise humanitária e geopolítica na região.
*Com AFP
BRASIL E MUNDO
Regulamentação do Estatuto da Segurança Privada amplia fiscalização e fortalece atuação da PF
A regulamentação do Estatuto da Segurança Privada foi firmada nesta terça-feira (9), por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimonia no Palácio do Planalto. O documento estabelece regras e procedimentos relativos à autorização, ao controle e à fiscalização dos serviços de segurança privada e da segurança das instituições financeiras.
Um dos objetivos do governo com a regulamentação é combater o número expressivo de empresas clandestinas que operam sem autorização da Polícia Federal, o que representa um grave risco à população devido ao uso indiscriminado de armas e outros equipamentos controlados.
Para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o decreto “organiza o setor, confere previsibilidade, reduz litígios e cria um ambiente mais seguro para as empresas, trabalhadores e, sobretudo, para a sociedade brasileira. Um dos pilares centrais desse novo modelo é o fortalecimento da atuação da Polícia Federal”.
Com a regulamentação, a Polícia Federal passa a exercer, de forma ainda mais robusta, seu papel como órgão autorizador, fiscalizador e certificador das atividades de segurança privada. Caberá à instituição não apenas autorizar o funcionamento das empresas, mas também conduzir vistorias, emitir certificados de segurança e monitorar continuamente a regularidade das operações.
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