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Rondonópolis

Prefeitura convoca 576 famílias para reunião técnica sobre Residencial Celina Bezerra 2

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A Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo de Rondonópolis convida as 576 famílias selecionadas para os condomínios 4 e 5 do Residencial Celina Bezerra 2 para uma reunião técnica nesta quinta-feira, dia 16 de outubro. O encontro acontecerá no Ginásio de Esportes Marechal Rondon, localizado na Rua Poxoréu, no Centro da cidade.

As famílias contempladas no condomínio 4 deverão comparecer às 8h, enquanto as do condomínio 5 terão sua reunião às 13h do mesmo dia. O objetivo principal do evento é esclarecer dúvidas e fornecer informações cruciais sobre o programa habitacional.

Durante a reunião, os beneficiários receberão detalhes sobre o programa Minha Casa Minha Vida, os trâmites dos contratos, os procedimentos de vistorias das unidades, a gestão condominial e instruções para o bom convívio entre os futuros moradores. Este encontro marca o início de um trabalho social que será desenvolvido com os contemplados.

A Secretaria reforça que, neste momento, não haverá assinatura de contratos nem entrega de chaves, sendo um espaço dedicado exclusivamente à transmissão de informações e ao esclarecimento de dúvidas.

O secretário municipal de Habitação e Urbanismo, Jaime Cícero Amador Ferreira, destacou a importância da transparência neste processo. “Estamos fazendo um trabalho com bastante transparência, fazendo aquilo que a população espera da gestão. Temos de concluir esse projeto com legalidade, transparência e com a verdade”, afirmou o secretário.

A expectativa da administração municipal é que, após a conclusão de todos os processos legais, a data de entrega dos condomínios 4 e 5 do Residencial Celina Bezerra 2 possa ser anunciada em breve. O secretário reiterou o convite para que todos os beneficiários compareçam à reunião.

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Rondonópolis

Sérgio Ricardo determina auditoria especial na Prefeitura de Rondonópolis após suspeita de fraude em leilão de R$ 100 milhões

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Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo | Foto: Thiago Bergamasco

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou uma auditoria especial sobre todos os imóveis negociados pela Prefeitura de Rondonópolis nos últimos quatro anos, após o conselheiro-relator, José Carlos Novelli, identificar suspeitas de fraude em leilões de 24 áreas públicas, uma delas avaliada em mais de R$ 100 milhões. A decisão ocorre diante de indícios de direcionamento no credenciamento de leiloeiros, ausência de critérios objetivos na divisão dos lotes, possível conflito de interesses na elaboração dos editais e sinais de combinação para favorecer participantes dos certames.

Na sessão ordinária desta terça-feira (26), Novelli apresentou seu voto pela manutenção da tutela provisória de urgência que suspende todas as atividades do certame, sob argumento de que as evidências apontam para afronta aos princípios da legalidade, do planejamento, da transparência, da segregação de funções, da motivação, da vinculação ao edital, do julgamento objetivo e da razoabilidade.

“Vamos fazer uma investigação em todos os imóveis negociados em Rondonópolis nos últimos quatro anos, porque como esse caso grave está acontecendo hoje, pode ter havido isso antes, e a gente observa isso em várias cidades do estado de Mato Grosso. Vamos investigar todos os imóveis públicos de Rondonópolis, seus valores, destinação, editais e leiloeiros responsáveis”, declarou Sérgio Ricardo.

Ao classificar a situação como gravíssima, o conselheiro-presidente rechaçou a suposta atitude da administração pública e das leiloeiras envolvidas. “O agente público negociando o bem público como se seu fosse, em uma trama combinada entre leiloeiros para ficar tudo bem encaminhado, para que o resultado fosse exatamente como eles desejavam”, resumiu.

6° Sessão Ordinária do plenário presencial
O conselheiro-relator, José Carlos Novelli, apontou indícios de direcionamento, conflito de interesses e favorecimento nos leilões suspensos.
A tutela homologada na sessão desta terça-feira foi concedida em julgamento singular do conselheiro José Carlos Novelli, com origem em representação de natureza externa proposta por uma das leiloeiras oficiais da prefeitura. Entre as evidências apuradas, constam indícios de irregularidades no credenciamento nº 02/2025 e nos leilões programados pela Secretaria Municipal de Fazenda de Rondonópolis, que envolvem a alienação de 24 imóveis, sendo um deles avaliado em mais de R$ 100 milhões.

No voto, o relator destacou possíveis irregularidades na condução da fase preparatória dos leilões, diante da delegação aos próprios leiloeiros da elaboração das minutas dos editais e do encaminhamento direto à Procuradoria-Geral do Município. Segundo Novelli, a prática pode configurar violação ao princípio da segregação de funções e potencial conflito de interesses, já que os profissionais responsáveis pela condução dos certames também participariam da definição das regras das licitações. “O leiloeiro não pode sobrepor a administração. A administração pública deve ser isenta”, argumentou.

Também foi identificada a ausência de critérios objetivos na divisão dos imóveis em quatro lotes, divulgada apenas após o sorteio da ordem de classificação dos leiloeiros, além de indícios de desvirtuamento do procedimento de credenciamento, uma vez que houve novo sorteio restrito aos primeiros colocados, excluindo 13 dos 17 leiloeiros habilitados.

Ao comentar o caso, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf parabenizou os colegas pela decisão de aprofundar a investigação. “Se não interrompidos, esses leilões iriam lesar muito os cofres de Rondonópolis. Isso precisa ser investigado para que não se repita. Quem deu os encaminhamentos irregulares deve sofrer as sanções necessárias para que sirva de exemplo.”

Ao final da discussão, o presidente encaminhou ainda uma investigação semelhante referente à Prefeitura de Cuiabá, sob relatoria do conselheiro Waldir Júlio Teis. Sérgio Ricardo citou declarações do prefeito Abílio Brunini sobre possíveis irregularidades na região onde o Parque Novo Mato Grosso foi construído pelo Estado, envolvendo invasões e problemas de infraestrutura viária.

“Eu já ouvi declarações do prefeito Abílio Brunini sobre este assunto. Fica mais esta sugestão ao relator conselheiro Waldir Teis”, concluiu, ao defender a apuração dos fatos na capital.

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