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Mato Grosso

Governo e MPE firmam acordo para regulamentar uso de biomassa

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O Governo de Mato Grosso e o Ministério Público do Estado (MPE) assinaram, nesta segunda-feira (8.6), um Termo de Compromisso Ambiental que cria o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso para garantir o abastecimento sustentável das indústrias do Estado.

O acordo prevê metas de expansão das florestas plantadas no Estado para mais de 700 mil hectares até 2040 e ampliação das áreas de manejo florestal sustentável para pelo menos 6,5 milhões de hectares no mesmo período.

O governador Otaviano Pivetta destacou que o acordo é uma oportunidade de desenvolvimento econômico sustentável para Mato Grosso, estimulando o reflorestamento e garantindo mais segurança para o crescimento da indústria no Estado.

“Esse termo regulamenta o uso da biomassa. Ele determina prazos e limites para o uso de biomassa de florestas nativas e estabelece uma transição para que as indústrias utilizem apenas matéria-prima proveniente de florestas plantadas. Vamos ter um período de adaptação para que todos possam se adequar, mas isso vai ser muito bom para Mato Grosso e é uma grande oportunidade para os pequenos produtores”, afirmou.

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De acordo com a secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, o objetivo do Plano de Desenvolvimento Sustentável é substituir gradualmente o uso de madeira que tem origem na supressão autorizada por fontes renováveis, como florestas plantadas.

“O ponto central é estabelecer uma transição para o uso da biomassa oriunda da supressão de vegetação nativa autorizada. Nesse termo de compromisso, o Estado e o MPE estabelecem uma fase de transição fortalecendo não apenas a floresta plantada, mas também o manejo florestal sustentável como alternativa de fornecimento de biomassa oriunda de matéria-prima florestal’, explicou.

Para a procuradora de Justiça Ana Luiza Peterlini, o acordo cria um caminho para ampliar a produção florestal no Estado e garantir o abastecimento sustentável da indústria.

“É uma iniciativa que incentiva o setor de base florestal para que eles aumentem a quantidade de hectares de floresta plantada e a reduzir o uso de vegetação nativa, ou seja, uma iniciativa que traz mais sustentabilidade para os grandes empreendimentos no Estado”, avaliou.

Plano de Desenvolvimento Florestal

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O Termo de Compromisso Ambiental estabelece uma transição gradual para reduzir a dependência de matéria-prima de origem de área de desmatamento legal para o uso de fontes mais sustentáveis, como plantação de Eucalipto e Teca.

Conforme o cronograma definido, os grandes consumidores de biomassa deverão substituir de forma progressiva o uso de madeira oriunda de desmatamento, de forma que, a partir de 2034, o abastecimento das indústrias tenha sido totalmente substituído por matérias-primas de florestas plantadas, manejo florestal sustentável e outras fontes renováveis.

O acordo também prevê a implantação de mecanismos de rastreabilidade da matéria-prima florestal, monitoramento permanente dos Planos de Suprimento Sustentável (PSS), auditorias independentes e maior transparência das informações ambientais.

Também participaram da agenda o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca e os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Mayran Beckman (Desenvolvimento Econômico) e o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes.

 

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Mato Grosso

Pivetta critica “velha política” e atribui a gestões anteriores “apagão” em Mato Grosso

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Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta

O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (14) afirmou não perder a “capacidade de se indignar” contra membros da velha política em Mato Grosso.

Pivetta fez essa declaração durante diálogo com membros da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Cuiabá. Eles organizaram o encontro para conhecer as propostas dos candidatos ao governo sobre o setor e apresentar suas sugestões de políticas públicas.

Na ocasião, o governador disse estar “sempre indignado” com políticos que, mesmo constatando as falhas e pendências, não atuam para otimizar as condições estaduais.

“Me considero um político jovem, porque sempre estou indignado. Sou um de vocês do lado de cá. Todo dia, lutamos para domar essa burocracia. É uma luta para defender o orçamento, segurar o caixa e tornar investimento. É uma briga. A velha política, não necessariamente, é feita por políticos da terceira idade. Tem jovens políticos jogando o jogo da velha política como nunca aconteceu neste estado. Fazendo o que é mais abominável”, relatou.

Pivetta relatou que, antes de compor o comando do governo estadual, as finanças públicas estavam irregulares e não permitiam investimentos. Ele acrescentou que, atualmente, Mato Grosso é uma potência e mais melhorias podem ser feitas.

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“Me apresento como um político experiente que não perde a capacidade de se indignar. Sei que o setor público pode ser muito melhor, mas fizemos o que foi possível. Nos surpreendemos com a potência que é Mato Grosso. No ano passado, por exemplo, arrecadamos R$ 26 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Um estado que, até chegarmos, não tinha capacidade de pagar salários. Atrasava fornecedores, não honrava compromissos e não tinha crédito para nada”, lembrou.

Por fim, o governador considerou que Mato Grosso enfrentou um “apagão” logístico devido à corrupção de gestões anteriores. Ele alertou sobre o perigo que a chamada velha política representa à gestão pública.

“Eu assisti e participei ali nesses quase oito anos. Não é por acaso que nós tivemos um apagão de oito anos, um governo corrupto e depois um incompetente. Isso não é por acaso. A coisa mais comum que tem é acontecer isso, porque, infelizmente, a omissão dos bons abre espaço para esses jovens da política que fazem a mais velha política possível”, completou.

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