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Mato Grosso

Pivetta critica “velha política” e atribui a gestões anteriores “apagão” em Mato Grosso

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Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta

O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (14) afirmou não perder a “capacidade de se indignar” contra membros da velha política em Mato Grosso.

Pivetta fez essa declaração durante diálogo com membros da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em Cuiabá. Eles organizaram o encontro para conhecer as propostas dos candidatos ao governo sobre o setor e apresentar suas sugestões de políticas públicas.

Na ocasião, o governador disse estar “sempre indignado” com políticos que, mesmo constatando as falhas e pendências, não atuam para otimizar as condições estaduais.

“Me considero um político jovem, porque sempre estou indignado. Sou um de vocês do lado de cá. Todo dia, lutamos para domar essa burocracia. É uma luta para defender o orçamento, segurar o caixa e tornar investimento. É uma briga. A velha política, não necessariamente, é feita por políticos da terceira idade. Tem jovens políticos jogando o jogo da velha política como nunca aconteceu neste estado. Fazendo o que é mais abominável”, relatou.

Pivetta relatou que, antes de compor o comando do governo estadual, as finanças públicas estavam irregulares e não permitiam investimentos. Ele acrescentou que, atualmente, Mato Grosso é uma potência e mais melhorias podem ser feitas.

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“Me apresento como um político experiente que não perde a capacidade de se indignar. Sei que o setor público pode ser muito melhor, mas fizemos o que foi possível. Nos surpreendemos com a potência que é Mato Grosso. No ano passado, por exemplo, arrecadamos R$ 26 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Um estado que, até chegarmos, não tinha capacidade de pagar salários. Atrasava fornecedores, não honrava compromissos e não tinha crédito para nada”, lembrou.

Por fim, o governador considerou que Mato Grosso enfrentou um “apagão” logístico devido à corrupção de gestões anteriores. Ele alertou sobre o perigo que a chamada velha política representa à gestão pública.

“Eu assisti e participei ali nesses quase oito anos. Não é por acaso que nós tivemos um apagão de oito anos, um governo corrupto e depois um incompetente. Isso não é por acaso. A coisa mais comum que tem é acontecer isso, porque, infelizmente, a omissão dos bons abre espaço para esses jovens da política que fazem a mais velha política possível”, completou.

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Mato Grosso

Observa-MT relança campanha para orientar eleitores sobre políticas ambientais em Mato Grosso

Segunda edição do balanço socioambiental reúne dados sobre desmatamento, incêndios, legislação e decisões que afetam a proteção ambiental no estado

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Às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, o Observatório Socioambiental de Mato Grosso (Observa-MT) retomou a campanha #ObservaSeuVoto e lançou a segunda edição do Balanço da Agenda Socioambiental de Mato Grosso. A iniciativa pretende ampliar o acesso da população a informações sobre decisões políticas e desafios ambientais que devem influenciar os próximos anos no estado.

O levantamento atualiza o estudo publicado pela organização em 2022 e reúne análises sobre desmatamento, incêndios florestais, passivos ambientais em propriedades rurais, o programa Cota Zero, a pressão sobre Unidades de Conservação e territórios indígenas, além das dificuldades enfrentadas pelo poder público para fortalecer ações de prevenção, fiscalização e proteção ambiental.

Um dos dados apresentados pelo Observa-MT aponta que o desmatamento caiu 37% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da redução, o estado acumula, desde 2019, mais de 1,25 milhão de hectares de vegetação nativa suprimidos.

Para a organização, os números mostram que a queda nas taxas não encerra os problemas relacionados à destruição ilegal da vegetação. O cenário ainda exige ações permanentes de fiscalização, identificação dos responsáveis e aplicação das medidas previstas na legislação ambiental.

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O balanço também analisa a atuação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Segundo o Observa-MT, pelo menos 18 projetos de lei apresentados entre 2023 e 2026 tiveram impacto direto sobre o Código Florestal.

Entre os temas avaliados estão propostas relacionadas à proteção das Unidades de Conservação, ao uso de agrotóxicos, à preservação de áreas úmidas e às Áreas de Preservação Permanente. A entidade considera que parte das medidas pode alterar o nível de proteção ambiental no estado e modificar regras aplicadas a imóveis e atividades produtivas.

A análise inclui ainda decisões tomadas no Congresso Nacional que repercutiram na agenda socioambiental brasileira. O documento aborda mudanças ligadas ao Marco Temporal, à legislação sobre agrotóxicos e ao licenciamento ambiental.

De acordo com o balanço, as alterações aprovadas por meio das Leis nº 15.190/2025 e nº 15.300/2025 flexibilizaram procedimentos e exigências para empreendimentos com potencial de impacto ambiental. Para o Observa-MT, as mudanças podem reduzir mecanismos de controle e dificultar a prevenção de danos ao meio ambiente.

Além da produção do levantamento, a campanha #ObservaSeuVoto pretende divulgar as informações durante o período eleitoral. A proposta é estimular os eleitores a analisar não apenas os compromissos apresentados pelas candidaturas, mas também o histórico de decisões, as posições defendidas e os interesses relacionados às políticas ambientais.

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O Observa-MT afirma que o processo eleitoral representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre o futuro socioambiental de Mato Grosso. A intenção é contribuir para que a população acompanhe a atuação dos candidatos e escolha representantes comprometidos com a proteção dos recursos naturais, dos territórios indígenas e das áreas protegidas.

O Balanço da Agenda Socioambiental de Mato Grosso está disponível no site do Observa-MT, que também reúne conteúdos da campanha #ObservaSeuVoto e análises sobre decisões legislativas e políticas públicas com impacto ambiental no estado.

Confira a segunda edição do Balanço da Agenda Socioambiental de Mato Grosso AQUI.

 

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