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Mato Grosso

Seduc-MT amplia atendimento especializado a estudantes da Educação Especial

Ampliação reúne profissionais das áreas de Psicologia, Psicopedagogia, Fisioterapia, Serviço Social, Clínica Geral, Psiquiatria, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) amplia, a partir desta segunda-feira (14), o atendimento pedagógico-terapêutico destinado aos estudantes Público-Alvo da Educação Especial (Paede) matriculados na rede estadual de ensino.

Os atendimentos ocorrem no Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), em Cuiabá, e são destinados aos estudantes da rede estadual encaminhados para atendimento especializado nas áreas de Psicologia, Psicopedagogia, Fisioterapia, Serviço Social, Clínica Geral, Psiquiatria, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional.

As famílias dos estudantes que já possuem encaminhamento cadastrado podem aguardar o contato da equipe, que fará o contato e o agendamento conforme o serviço solicitado e a organização dos atendimentos.

Já as famílias que ainda não possuem demanda cadastrada e desejam acessar os serviços especializados devem procurar a escola estadual em que o estudante está matriculado. A unidade escolar fará o acolhimento inicial da demanda e os encaminhamentos necessários, seguindo o fluxo da Educação Especial da rede.

Em Cuiabá e região metropolitana, as demandas encaminhadas são direcionadas ao Casies. Nos demais municípios, o atendimento foi ampliado nas Diretorias Regionais de Educação (DREs), por meio da criação dos Núcleos de Educação Inclusiva que contam com profissionais nas áreas de Psicologia, Serviço Social e Psicopedagogia responsáveis pela organização do fluxo de atendimento e pelo suporte especializado aos estudantes em cada região.

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No Casies, a estrutura conta com 55 profissionais e funciona de forma integrada, com acolhimento, triagem, avaliação multiprofissional, agendamento, orientação às famílias e atendimento especializado aos estudantes. O centro também presta assessoramento técnico-pedagógico às escolas, em formato presencial e à distância.

O atendimento foi ampliado com seis novos espaços de atendimento. A capacidade do centro passará de aproximadamente oito para até 60 atendimentos diários. Atualmente,
cerca de 400 estudantes Paede estão cadastrados nos diferentes serviços especializados ofertados pelo Casies.

O trabalho inclui núcleos específicos voltados à deficiência visual, surdez, altas habilidades ou Superdotação, apoio e suporte à inclusão e ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No interior, também haverá ampliação da oferta com a criação dos Núcleos de Educação Inclusiva (NEI), que serão responsáveis pela organização do suporte aos estudantes nas respectivas regiões. O NEI conta com psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos que atuam nas 13 diretorias regionais de educação. A estrutura busca aproximar o atendimento das famílias e articular os serviços especializados com o acompanhamento realizado pelas escolas.

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A rede estadual possui, atualmente, 12.217 estudantes que integram o público-alvo da Educação Especial. Desses, 541 estão matriculados em escolas especializadas e 8.602 recebem o atendimento educacional especializado em Salas de Recursos Multifuncionais.

Segundo a Seduc, o atendimento especializado é organizado de forma articulada à rotina escolar, com orientação às famílias e suporte às unidades de ensino para acompanhar as necessidades de cada estudante.

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Mato Grosso

Cacique Raoni é diagnosticado com câncer e passa por cuidados paliativos em casa

Liderança indígena está em assistência domiciliar em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, após internações e cirurgia em São Paulo

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi diagnosticado com câncer no aparelho digestório e segue recebendo cuidados paliativos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 14, pelo Instituto Raoni. Uma das principais lideranças indígenas do Brasil e referência internacional na defesa dos povos originários, dos territórios e da floresta, ele enfrenta um quadro considerado delicado.

De acordo com o instituto, Raoni passou por uma série de complicações de saúde desde o início do ano, incluindo internações, exames, agravamentos clínicos e uma transferência aérea para São Paulo. Atualmente, ele recebe acompanhamento contínuo e permanece próximo da família e de seu povo, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso.

A assistência inclui controle da dor e de outros sintomas, alimentação, hidratação, fisioterapia, administração de medicamentos e monitoramento de possíveis complicações. A família, profissionais de saúde, serviços públicos, parceiros e o próprio Instituto Raoni estão envolvidos na continuidade do atendimento.

“‘Neste momento, nossa prioridade é que o Cacique Raoni esteja bem cuidado, confortável e próximo de sua família e de seu povo. Queremos compartilhar essas informações com transparência, mas também pedimos respeito à sua privacidade, ao seu descanso e às decisões de sua família”, informou o instituto.

Os primeiros sinais de agravamento surgiram depois que Raoni começou a apresentar dores abdominais persistentes. Ele foi inicialmente internado no Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e, posteriormente, transferido para uma unidade hospitalar em Sinop, onde passou por novos exames.

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Na época, o cacique já tinha outros problemas de saúde, como doença pulmonar obstrutiva crônica associada ao histórico de tabagismo, hérnia diafragmática decorrente de um trauma torácico antigo, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e bloqueio atrioventricular, condição que exigiu a implantação de um marcapasso.

Em junho, após retornar para casa, o quadro voltou a piorar. Raoni apresentou episódios de vômitos persistentes e precisou ser encaminhado novamente para atendimento médico em Sinop. Os exames apontaram uma obstrução intestinal na região do duodeno, provocada por um tumor que impedia a passagem adequada do conteúdo pelo sistema digestivo.

Diante da gravidade, as equipes médicas discutiram a transferência para um centro especializado. Após a avaliação dos riscos e diálogo com os familiares, Raoni foi levado em caráter emergencial ao Hospital São Paulo, ligado à Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

No dia 20 de junho, ele foi submetido a uma gastroenteroanastomose por videolaparoscopia. O procedimento criou uma nova passagem no sistema digestivo para permitir que os alimentos contornassem a área obstruída pelo tumor. A cirurgia não teve o objetivo de retirar a doença, mas de restabelecer o trânsito intestinal e melhorar as condições de alimentação e conforto.

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O exame anatomopatológico realizado posteriormente confirmou um adenocarcinoma pouco diferenciado, tipo de câncer considerado agressivo. Depois do diagnóstico, os médicos reavaliaram as possibilidades de tratamento, levando em conta a localização e o tamanho do tumor, a idade de Raoni e as demais condições clínicas.

Segundo o Instituto Raoni, tratamentos com finalidade curativa, como uma cirurgia de maior porte, quimioterapia ou outras terapias oncológicas, apresentavam riscos elevados diante do estado de saúde do cacique. Por essa razão, a equipe médica definiu os cuidados paliativos como estratégia principal de assistência.

Os cuidados paliativos não significam a interrupção do atendimento médico. A abordagem busca controlar sintomas, reduzir desconfortos, preservar a autonomia possível, garantir alimentação e hidratação adequadas, prevenir complicações e oferecer acompanhamento médico e de enfermagem para melhorar a qualidade de vida.

No caso de Raoni, o tratamento também considera a importância de mantê-lo perto da família e do povo, respeitando sua cultura, sua língua, suas decisões e suas referências espirituais. O instituto informou que a assistência deve preservar ainda a possibilidade de presença de pajés e a adoção de práticas escolhidas pelo cacique e por seus familiares.

Fonte: Instituto Raoni.

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