Mato Grosso
Pivetta cresce 14,4 pontos em cenário de segundo turno e amplia vantagem, aponta Paraná Pesquisas
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ampliou a vantagem sobre Wellington Fagundes (PL) no cenário de segundo turno e alcançou 47,2% das intenções de voto, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta semana. O senador aparece com 38,3%, diferença de 8,9 pontos percentuais a favor do atual chefe do Executivo estadual.
A nova rodada do levantamento, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-01505/2026, consolida a virada iniciada em agosto. Em dezembro do ano passado, Wellington liderava o confronto direto com 48,6%, contra 32,8% de Pivetta. Na rodada seguinte, o governador já havia ultrapassado o adversário, com 44,3% a 40,8%, e agora abre vantagem ainda maior.
No cenário estimulado com os seis candidatos, Pivetta registra 40,8%, seguido por Wellington Fagundes, com 30%, e Doutora Natasha Slhessarenko (PSD), com 12%. Sargento Laudicério (Agir) soma 1,7%, Mauricio Coelho (Mobiliza), 0,5%, e Rafaell Milas (Missão), 0,4%. Brancos e nulos somam 8,3%, enquanto 6,3% não souberam ou não opinaram.
Em relação à rodada de agosto, o governador oscilou de 39% para 40,8%, enquanto Wellington recuou de 35% para 30%. Natasha subiu de 8,7% para 12%, ampliando a distância entre os dois primeiros colocados de quatro para 10,8 pontos percentuais. Na pesquisa espontânea, sem a apresentação dos nomes, Pivetta também avançou, indo de 15,9% para 24,4%. Wellington passou de 8,6% para 14,3%, e Natasha, de 2,7% para 5,1%.
No quesito rejeição, Wellington Fagundes lidera, com 25,7%, seguido por Doutora Natasha, com 24,2%. Pivetta aparece com 19,3%, Sargento Laudicério, com 13,4%, Rafaell Milas, com 9,8%, e Mauricio Coelho, com 9,4%.
Para o Senado, Mauro Mendes lidera a disputa estimulada com 55% das menções, seguido por Janaina Riva, com 31,5%, e Zé Medeiros, com 21,4%. Fávaro aparece com 16,6% e Pedro Taques, com 15,6%. Na rodada anterior, Mendes tinha 52,3% e Janaina, 33,7%. Na espontânea, Mendes soma 21,7%, Zé Medeiros, 10,1%, e Janaina Riva, 9,2%.
A pesquisa também avaliou a administração estadual. O governo Pivetta é aprovado por 70,2% dos entrevistados, ante 69,5% em agosto, enquanto 23,4% desaprovam. Na avaliação do desempenho, 52,1% consideram a gestão ótima ou boa, sendo 15,3% ótima e 36,8% boa. Regular soma 29,5%, ruim, 6%, e péssima, 8,7%.
O levantamento ouviu 1.352 eleitores em 52 municípios entre os dias 6 e 8 de setembro, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número MT-01505/2026.
Mato Grosso
Antonio Joaquim destaca falta de profissionais e barreiras de acessibilidade como entraves à educação inclusiva no Araguaia
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) Antonio Joaquim abordou o cenário e os desafios para a ampliação da educação inclusiva na Região do Araguaia durante o 1º Encontro Regional de Educação Especial Inclusiva no Leste do estado, nesta terça-feira (8), em Canarana. Na ocasião, Antonio Joaquim, que preside a Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do TCE-MT, apresentou o histórico de atuação do Tribunal, a partir do Diagnóstico da Educação Especial Inclusiva realizado nas redes municipais e estadual de ensino.
“O diagnóstico mostrou que ainda temos desafios importantes para garantir uma educação verdadeiramente inclusiva. Entre os principais entraves estão a falta de profissionais especializados, as limitações orçamentárias e a ausência de centros educacionais especializados. Por isso, a qualificação dos profissionais é fundamental para ampliar o acesso e garantir a permanência dos estudantes. Também precisamos avançar na eliminação das barreiras arquitetônicas, na previsão de recursos no orçamento e, sobretudo, no combate ao preconceito”, destacou o conselheiro.
Na apresentação “Educação Especial Inclusiva: um direito que ainda desafia a prática”, Antonio Joaquim destacou que, dos 30 municípios que compõem a Região do Araguaia, dez não oferecem formação continuada aos profissionais, 14 ainda exigem laudo médico para acesso à vaga na rede, cinco não contam com equipes de saúde e assistência social e 26 têm algum tipo de barreira nas condições de acessibilidade.
“A inclusão não é uma política isolada, é uma agenda de Estado que precisa de responsabilidade compartilhada. A inclusão não se faz apenas dentro da escola, mas exige uma atuação conjunta do poder público e da sociedade”, defendeu.
Realizado pela União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT) em parceria com a Prefeitura de Canarana, o encontro reuniu mais de 490 trabalhadores da educação, gestores municipais e representantes da sociedade civil. “É com muita alegria e satisfação que recebemos hoje, em Canarana, o Tribunal de Contas, a Undime, as entidades e os demais representantes que participam deste encontro. Para nós, é motivo de preocupação e, ao mesmo tempo, de aprendizado, discutir todas essas questões que envolvem a educação inclusiva. Estamos buscando conhecimento e novas formas de trabalhar essa pauta no município”, afirmou o prefeito de Canarana, Vilson Biguelini.
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