HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Ponte Branca
A região de Ponte Branca teve sua colonização no ano de 1905, iniciada por Luiz Nogueira da Silva e sua família, que se aventurou com a lavoura. Dois anos depois chegou a família de João Ribeiro, vindo de Goiás. Daquela data em diante o núcleo que já então se formava, teve um progresso constante, embora lento, baseado sempre nos dois fatores primordiais da economia: pecuária e agricultura – Desprezavam a lida garimpeira.
Já era então conhecido o povoado com a denominação de Alcantilado do Araguaia, designação que sobreviveu até 1935. Nesse ano, precisamente a 2 de fevereiro, ali chegava Semeão Martins Teixeira, procedente da cidade de Ituiutaba, no Estado de Minas Gerais. Trouxe consigo sua família e um objetivo: explorar o leito do Rio Araguaia e o subsolo da região, em busca de jazidas diamantíferas. Subsidiariamente tinha ele uma incumbência do Interventor Federal de Goiás, Pedro Ludovico Teixeira, qual seja a de construir uma ponte sobre o Rio Araguaia, a fim de facilitar as comunicações entre aquele Estado e Mato Grosso.
Semeão deu cumprimento à empreitada, tendo, efetivamente, levantando a ponte, mas que foi destruída, antes da entrega ao Interventor goiano, por uma das grandes cheias periódicas do Araguaia. Mesmo assim, Semeão não desanimou. Construiu outra ponte, provisória que só dava tráfego em determinada época do ano; empregou como material um tipo de madeira branca, vindo daí a denominação do atual município.
Em 28 de junho de 1937, era inaugurada a primeira capela erguida no patrimônio, destinada ao culto do Senhor Bom Jesus da Lapa, seu padroeiro; toda de palha, somente foi demolida quando surgiu outra, de alvenaria. O governo do Estado de Mato Grosso, através do Ato nº 404, de 22 de janeiro de 1938, criou uma agência fiscal itinerante, com sede em Ponte Branca, para arrecadação de impostos, com circunscrição em vasta zona regional; posteriormente, em 1940, o Decreto-Lei nº 322, de 24 de janeiro, determinada fosse reservada uma área de terras devolutas, a fim de instalar a Colônia Couto Magalhães.
Belmiro Nogueira da Silva, filho do pioneiro Luíz Nogueira da Silva, instalou-se em Ponte Branca em abril de 1939, estabelecendo no povoado a primeira casa comercial. Continuando em franco desenvolvimento, agora mais acelerado, Ponte Branca, já na Divisão Territorial, Administrativa e Judiciária do Estado de Mato Grosso, para o quinquênio 1944-1948, fixada pelo Decreto nº 545, de 31 de dezembro de 1943, aparece como distrito do município de Alto Araguaia, criado, aliás, com o território do distrito de Ribeirãozinho, “que foi extinto por não preencher as condições legais.”
Um dos que mais se distinguiu na luta em prol da criação do distrito de Ponte Branca, foi o filho de Belmiro, Sr. Honorato Nogueira da Silva, que foi eleito Juiz de Paz, em 10 de abril de 1944, revelando-se novamente um batalhador, quando teve início o movimento do povo de Ponte Branca visando a criação do município. Ao ser criado o Cartório de Registro Civil de Ponte Branca, foi nomeada escrivã a Sra. Carmem Ribeiro Moura.
O Decreto-Lei nº 760, de 17 de setembro de 1945, determinou a reserva de uma área de 3.600 hectares para constituição do patrimônio de Ponte Branca.
A Lei Estadual nº 652, de 01 de dezembro de 1953, de autoria do deputado Clóvis Hugueney, criou o município:
Artigo nº 1 – Fica criado o município de Ponte Branca, cuja área será desmembrada do município de Alto Araguaia e terá os limites do atual distrito do mesmo nome.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade advém da coloração branca da madeira utilizada na construção da segunda ponte sobre o Rio Araguaia, unindo a localidade com o Estado de Goiás, na década de 1930. Era comum naquele período referirem-se à localidade como Ponte Branca, termo destinado a perdurar até a sua emancipação e aos dias atuais.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE PONTE BRANCA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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