HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Juína
A denominação Juína é referência geográfica ao Rio Juína-Mirim. O início da povoação aconteceu através da construção da rodovia AR-1, liga a cidade de Vilhena, no Estado de Rondônia à de Aripuanã, que era de dificílimo acesso, sendo conhecida por “Terra Esquecida”.
A colonização de Juína começou a partir de 1978, quando inúmeras famílias, especialmente do centro-sul do país, migraram para esta região. O engenheiro civil Hilton Campos, antigo funcionário da Codemat, foi o responsável pela construção da AR-1. O projeto de construção da cidade foi elaborado em 1977, teve sua aprovação pelo INCRA através da Portaria nº. 904, de 19 de setembro de 1978.
O engenheiro Hilton Campos, detentor de grandes méritos da criação e colonização de Juína, não mediu esforços para levar os primeiros sinais de progresso à “Rainha da Floresta”, termo pelo qual é conhecida a cidade. Com ele seguiu Jesuíno Tavares da Cruz – o Bodinho, que ganhou este apelido nos campos de futebol. Bodinho era fiscal de obras da Sudeco, tornando-se, mais tarde, em Juína, um grande construtor de pontes e profundo conhecedor dos meandros da vida mateira, comunitária e política.
Estão incluídos na lista dos primeiros moradores de Juína, ali instalados até 1978, além de Hilton Campos e Jesuíno Tavares da Cruz, as seguintes pessoas: Cândido Simionatto, Valdir Preto-Gringão, Velho Papagaio, Luíz Soares, Mário Preto, Aristides Tenente, dª. Maria (cozinheira da Codemat), Jaci Preto, Manoel D’água, Mauro Papagaio, Celso Papagaio, Jonacir, Vladir Brum, Clari Simionato, Índio (da Codemat), Tucano, Paulo Carneiro-Velho, Guerino da Luz, Nestor da Luz, Maroto, Ledi J. Soares, Luíz Gonzaga, Esmeraldo Soares, José J. de Moraes, Nilton J. Moraes, Pé-de-Meia Adeuzílio, Osmar A. Menezes, Zilza Menezes, Pedro (da Codemat), Augusto (mecânico da Codemat), Geraldo da Farmácia Pioneira, Dr. Gilson. E mais, Baiano da Tia Joana, Maria do Velho Ramiro, Celso do Velho Ramiro, Gino (açougueiro), Bibiano (cozinheiro), Antonio Coraci, Dione Henz, Chiquinho Preto, Valmor Hortolan, Aumerindo chapéu-linha 5, Eugênio Grandão, Orlando Pereira, Aumerinda (mãe do Tucano), Ademir (de Vilhena), Amarante (de Vilhena), Paulão topógrafo, Adelino D-8, José L. de Moraes, Ledio L. de Moraes, Valmir (da Vila Operária), Jabá, Pedro Faca, Aristides (pai do Pedro Faca), Nero e Jair (da linha-5), João Bigode, Flávio de Souza Leão, Lídio Ióris, Dorvalino Andriolo, Arno Schoemberger, Salvador Santos, Antonio Rocha da Silva, João Gaúcho, Anselmo Ganzer, Juca Guerino, Eugênio Shinicoski, Romalino Silveira. E por último, Tião Capú, Chechéu, Antonio da Silva, Maninho, Idair Galo (da linha-5), Altevir Gringão, Diomar (barbeiro), Gaúcho (da linha-4), Jandir Preto, Pité, Mário Blazius (topógrafo), Edson Fagundes, Epaminondas, Nelson Taxista, considerado o primeiro comerciante da cidade, Jair Gonçalves, o primeiro colono instalado na Linha-5 e os irmãos da Luz, os fundador da primeira serraria particular de Juína.
O projeto original previa a divisão da cidade em módulos. Cada módulo tinha 35 hectares, incluindo ruas e projeto urbanístico. Os lotes mediam 12X40 m. e depois passaram a 15X40 m. O projeto que resultou no surgimento de Juína, foi considerado o maior êxito de colonização na Codemat. Em virtude do crescimento acelerado e acentuado, em 10 de junho de 1979, através da Lei nº. 4.038, foi criado o distrito de Juína, com território jurisdicionado ao município de Aripuanã.
A Lei nº. 4.456, de 09 de maio de 1982, de autoria do deputado estadual Oscar Ribeiro, criou o município de Juína, com área de quase 30 mil quilômetros quadrados, desmembrado do município de Aripuanã. A instalação foi no dia 31 de janeiro, sendo primeiro prefeito eleito o professor Orlando Pereira.
A partir de 1976, foram descobertas ricas jazidas diamantíferas na região, através de pesquisas identificadas pela SOPEMI – Sociedade de Pesquisas Minerais e pelo Projeto RADAMBRASIL. A garimpagem de diamantes acabou fazendo história em Juína. Há quem diga que já houve fase melhor. No entanto, tudo é questão de mercado financeiro internacional, pois quem controla compra e venda de diamantes são investidores do mercado europeu, especialmente os de Lon-dres e Bruxelas. Juína é o maior produtor de diamante industrial do país, e seu subsolo abriga ricas jazidas, que segundo pesquisas seriam necessários 50 anos para sua exploração. Registra-se que no solo juinense foram encontrados, a partir da segunda década do século XXI, gemas diamantíferas de notável qualidade e de cor rosa, sendo consideradas de grande aceitação no mercado internacional de pedras preciosas.
Significado do nome
É termo de origem geográfica em referência ao Rio Juína-Mirim. Segundo o historiador padre José de Moura e Silva o termo vem do tupi e significa Rio da rãzinha. Oferecemos uma segunda versão que vem do paresi (aliti) “zuí”, gavião da cauda branca + “uiná”, rio: Rio do Gavião da Calda Branca.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE JUÍNA
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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