HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município Ipiranga do Norte
A colonização do município tem origem na ocupação e expansão das fronteiras agrícolas de Mato Grosso definidas nas políticas governamentais ainda na década de 1950, com a negociação de terras nesta região. Posteriormente o Governo Federal através do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), estabeleceu políticas de trans-ferência da propriedade da terra.
Em 1992, o território que abriga a sede municipal e área rural de Ipiranga do Norte foi ocupado por famílias vindas do Estado do Rio Grande do Sul. Essas famílias aguardavam no município de Nobres a oportunidade de serem assentadas. A Resolução nº. 75, de 12 de agosto de 1993, oficializou o Projeto Ipiranga com fins de assentamento para reforma agrária. O projeto previa o estabelecimento de 349 famílias em lotes de 90 ha. cada. Posteriormente, de 1996 a 2000, o Incra retomou a entrega de títulos e assentou mais 256 famílias, desta feita em lotes de 70 ha. Foram criados os projetos de assentamentos Furnas III, Santa Irene, Mogiana I, Mogiana II, Cristal Mel e Bogorni.
Um dos grandes incentivadores da criação do município foi o vereador Orlei José Grasselli, do município de Tapurah e residente no então Projeto Ipiranga, que presidiu a reunião que visava à consulta plebiscitária. A reunião ocorreu nas dependências da Escola Municipal de 1º Grau Nossa Senhora Aparecida e participaram também as seguintes pessoas: Valmir Canever, Miguel Valdemar Ramos, Inês Carmem Manfrim, Sady Zanatta, Luíz Carlos Lopes Escobar, Valmir Fanguetto, José Augusto Leite Fernandes, Messias Alves Dias, Paulo Centenaro, Dilceu Copetti, Inês Carmem Manfrin, Sadi Zanata, Valmir Canaver, Orlei José Graselli, José Roberto da Silva e tantos outros todos moradores do Projeto Ipiranga. Em 21 de março de 2000, o então presidente do TRE/MT, Desembargador Orlando de Almeida Perri, expediu ofício nº. 58/00 comunicando a homologação do resultado favorável da consulta plebiscitária para a criação do município de Ipiranga do Norte.
Com o crescimento econômico e populacional pleiteou-se a emancipação política, conseguida através da Lei Estadual nº. 7.265, de 29 de março de 2000, de autoria do deputado José Riva e território desmembrado de Tapurah. Apesar dos esforços políticos, não ocorreram eleições para prefeito do município, em 3 de outubro, que só foi instalado em 1º de janeiro de 2005, com a posse do prefeito Sr. Ilberto Effting. Nesse ínterim suas funções administrativas continuavam a de distrito do município de Tapurah.
Nos primeiros tempos a povoação tinha apenas seis horas de iluminação elétrica por dia, garantidas por antigo motor estacionário movido a óleo diesel. Buscava-se atender o período noturno, por conta de jovens estudantes do Colégio Estadual, assim como oferecer certo conforto para as famílias não permanecerem em completa escuridão.
As dificuldades com a falta de energia elétrica acabaram-se em 2001, com a interligação da cidade com o Linhão Nacional, que supriu a deficiência energética, dando alento à sociedade local. Em 2009, iniciou-se a construção de uma rede vinda do município de Sinop, o projeto também previa a construção de uma sub-estação em Ipiranga do Norte, que foi concluída em 2014, e atualmente está em pleno funcionamento.
Apesar de ainda apresentar alguns problemas de infraestrutura no município, pode-se afirmar que a qualidade vida local melhorou bastante, com oferecimento de bons serviços públicos, a exemplo de água tratada, lotérica, correios, cartórios, posto de saúde e de atendimento 24 horas, além de escolas públicas.
Com a instalação da 1ª Gestão Político-administrativa, instalou-se um Batalhão da Polícia Militar, garantindo a segurança dos seus cidadãos. No final de 2011, iniciou-se o processo de titulação dos lotes urbanos. Este processo foi incentivado com o projeto de Regularização Fundiária Urbana, através de uma parceria entre o Poder Judiciário, Prefeitura Municipal, Ministério Público, Câmara Municipal de Vereadores, Defensoria Pública e Cartórios Registrais. O projeto levou a termo a solução dos litígios que perduravam e, com isso, todos os imóveis urbanos que envolvem o projeto original de urbanização estão aptos para titular e registrar. Em 2014 foram sancionadas as Leis do Novo Perímetro Urbano da cidade, Plano Diretor, que estabeleceu as diretrizes gerais de urbanização, do Uso e Ocupação do Solo, o Código de Obras, o Código Sanitário e o Código de Posturas.
Contemporaneamente, Ipiranga do Norte é pólo regional na produção de grãos, caminhando para se tornar referência no agronegócio.
Significado do nome
A denominação original do atual município é Projeto Ipiranga, tendo surgido de um projeto de colonização dentro do município de Tapurah, tendo como referência a Fazenda Ipiranga. Com o passar dos tempos o nome foi alterado para Ipiranga do Norte, mantendo o nome original e acrescentado o termo “do Norte”, para diferenciá-lo de município homônimo e localizá-lo geograficamente em Mato Grosso.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE IPIRANGA DO NORTE
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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