cultura
Artistas plásticos mato-grossenses realizam pintura ao vivo em shopping
O clã de artistas plásticos mato-grossenses composto por Antônio Ferreira, Adriano Figueiredo Ferreira e Viny Ferreira irá encantar o público cuiabano com uma performance ao vivo, nesta sexta-feira (23.06), no Goiabeiras Shopping, em Cuiabá.
O trio realizará a pintura da obra intitulada “Collab das Três Gerações”, das 16h às 20h, que poderá ser conferida de perto pelo público. A pintura será feita na parede interna do shopping, ao lado da loja dos artistas, na Galeria Ferreira, 1º piso, que será inaugurada em breve no local.
Os artistas, em especial Adriano Figueiredo Ferreira, são conhecidos por suas pinturas em paredes públicas de Cuiabá, retratando a cultura mato-grossense por meio de cores vibrantes, calor intenso e religiosidade.
Adriano já teve suas obras expostas em diversos locais de renome internacional, como Portugal, onde fez uma residência artística de 28 dias, e o lendário bairro Windwood, em Miami, nos Estados Unidos. Além disso, suas exposições pelo Sesc, em Cuiabá e Rondonópolis, e na Art Lab Galery, em São Paulo, lhe renderam reconhecimento e prestígio no cenário artístico.
Além de ser um artista plástico, Adriano também atua como educador de arte, promovendo oficinas com crianças.
Para o superintendente do Goiabeiras Shopping, Paulo Henrique Grando, a pintura ao vivo no estabelecimento representa mais uma oportunidade cultural para os moradores de Cuiabá e visitantes. “Será um momento importante para todos conhecerem de perto a expressão artística desse talentoso clã de artistas plásticos mato-grossenses”, reiterou.
Serviço:
Pintura ao vivo
Data: 23 de junho (sexta-feira)
Horário: 16h às 20h
Local: Galeria Ferreira, Goiabeiras Shopping – 1° piso
cultura
Artesanato indígena de Mato Grosso vira destaque nacional na Bienal de São Paulo
O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos destaques da 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, de 13 a 17 de maio. Em apenas um dia de evento, bancos esculpidos em madeira produzidos pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram R$ 68 mil em vendas e encomendas durante uma rodada voltada a arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do país.

A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de sete municípios
Mato Grosso participa da feira em dois espaços distintos dentro do evento, um no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro do Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.
Além das esculturas indígenas, o Estado levou ao evento peças em cerâmica, sementes, madeira, reciclagem e outras tipologias que representam diferentes regiões e culturas mato-grossenses. Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no salão é estratégica para ampliar mercado, fortalecer comunidades e mostrar o potencial econômico do artesanato produzido no Estado.
Ela explica que a presença de Mato Grosso em um dos maiores eventos do segmento no país também demonstra como o artesanato tem se transformado em oportunidade de negócios para comunidades indígenas e pequenos produtores do interior.
“O artesanato indígena tem uma aceitação enorme. Ontem, um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia dele para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense e como essas comunidades conseguem transformar cultura em renda e empreendedorismo”, afirmou.
Lourdes também destacou que o apoio do Governo do Estado é fundamental para garantir que os artesãos consigam participar de feiras nacionais, já que os custos logísticos dificultariam a presença sem suporte institucional.
Segundo ela, o Governo Federal disponibiliza os espaços expositivos, mas cabe aos Estados oferecer estrutura, transporte e apoio operacional para que os artesãos consigam levar seus produtos até os grandes centros consumidores.
“Sem o apoio do Governo do Estado muitos deles jamais conseguiriam estar aqui. São comunidades indígenas e artesãos de municípios distantes, que precisam dessa estrutura para apresentar seus produtos e fazer negócios em um evento nacional como esse”, ressaltou.
Morador da Aldeia Álamo, em Paranatinga, Peti Waura trabalha há mais de 20 anos com esculturas em madeira. Cada banco produzido leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode custar entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão conta que começou a esculpir ainda na infância e hoje já ensina o filho a continuar o trabalho artesanal da família.
A participação na feira em São Paulo, segundo ele, representa não apenas oportunidade de venda, mas também reconhecimento do trabalho produzido dentro da aldeia.
“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui. Tem muitos clientes, arquitetos e decoradores comprando meu trabalho”, relatou.
A ceramista Valéria Menezes participa pela primeira vez da feira em São Paulo e também comemora os resultados obtidos durante o evento. Há 19 anos trabalhando com cerâmica, ela afirma que a presença em feiras nacionais é essencial para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal mato-grossense.
Para a artesã, o apoio institucional faz diferença justamente porque permite que os produtos cheguem a novos públicos e mercados consumidores.
“Esse incentivo é muito importante porque não tem como o cliente conhecer nosso trabalho sem mostrar. Estar aqui está sendo muito importante para mim. Estou vendendo bem e sendo muito elogiada”, disse.
O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 Estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior.
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