POLÍCIA
Polícia conclui investigação sobre execuções de quatro pessoas e indicia oito pelos crimes
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá concluiu nesta quarta-feira (15.02) o inquérito da Operação Kalypto, que investigou os sequestros e assassinatos de quatro vítimas do estado do Maranhão, mortas há quase dois anos, na Capital. Oito investigados foram indiciados pelos crimes de sequestros e homicídios qualificados, ocultação de cadáver e integração de organização criminosa. Uma pessoa foi indiciada por falso testemunho e responde em liberdade.
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Dos nove mandados de prisão temporária, decretados na deflagração da Operação Kalypto, oito deles foram cumpridos. O delegado responsável pelo inquérito, Caio Fernando Albuquerque representou à Justiça pela conversão das prisões temporária em preventivas. Um dos autores dos crimes, Gabriel Ítalo da Silva Costa, está com a prisão decretada e é procurado pela Polícia Civil.
As mortes de Tiago Araújo, 32 anos, Paulo Weverton Abreu da Costa, 23 anos, Geraldo Rodrigues da Silva, 20 anos e Clemilton Barros Paixão, 20 anos, foram ordenadas por uma facção, que determinou um ‘tribunal do crime’ porque julgou que as vítimas pertenciam a um grupo rival e, desta forma, resolveu assassinar os rapazes – dois irmãos, um cunhado e um amigo.
Os quatro maranhenses residiam em um conjunto de quitinetes no bairro Jardim Renascer, em Cuiabá, de onde foram retirados à força no dia 02 de maio de 2021, por um grupo armado, todos integrantes de uma organização criminosa.
As investigações para apurar o desaparecimento das vítimas tiveram início pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas da DHPP, onde foram apuradas diversas informações que colaboraram com as investigações posteriores. Posteriormente, as investigação preliminar foi encaminhada ao cartório da delegacia responsável por apurar homicídios com indicativos de praticados por organizações criminosas.
“Foi um caso complexo, inicialmente porque não havia (e ainda não há) os corpos, necessário à materialidade direta. Além disso, como ocorre nesse tipo de crime, muitas pessoas não quiseram dar informações. Contudo, conseguimos trazer para o inquérito corajosos depoimentos de familiares, ouvidos no Maranhão, para onde foram ‘tocados’ pelos criminosos, logo após os homicídios. Desta família, em Cuiabá, só ficaram os restos mortais. Outros ricos depoimentos foram coletados e subsidiaram o desfecho alcançado na investigação”, apontou o delegado Caio Fernando.
Familiares
Os sequestros e os homicídios das quatro vítimas trouxeram inúmeros reflexos também aos familiares dos rapazes, que saíram do Maranhão em busca de emprego e moradia em Mato Grosso. Toda a família que morava na Capital foi obrigada pelos criminosos a sair às pressas da cidade, deixando para trás empregos e moradia que haviam conquistado depois de sair do interior do estado nordestino, devido à escassez de trabalho, para tentar uma vida mais digna em outra localidade.
Durante os depoimentos coletados em cidades no interior do Maranhão, a equipe da DHPP pode presenciar a vulnerabilidade econômica e social vivida pelos familiares das vítimas.
‘Um pai e uma mãe em lágrimas dizendo que não tinham um simples copo de leite, uma bolacha, para dar aos filhos. Todos foram embora às pressas de Cuiabá, onde tinham empregos, depois das ameaças da organização criminosa”, relatou o delegado.
Investigações
Vários depoimentos, diligências, perícias, detalhados relatórios policiais em campo e análises de inteligência compuseram o acervo de 1.500 páginas reunidas o inquérito que apurou as mortes das vítimas.
A Operação Kalypto, que em grego significa esconder ou velar, cumpriu, em janeiro deste ano, 18 ordens judiciais de prisão e de buscas contra o grupo envolvido nas execuções das vítimas. As diligências também buscaram informações que levassem à localização dos corpos dos quatro rapazes.
A investigação da DHPP apurou que as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito. Outras duas foram mortas com disparos na nuca.
“Toda a investigação só teve o êxito alcançado pela consciência das equipes engajadas que, embora a dificuldade do caso, mesmo sem os corpos, conseguiram demonstrar que houve a sequência criminosa. Foram diversos policiais empenhados nas mais diversas tarefas investigativas de apurar informações que possibilitassem chegar à responsabilização criminal dos envolvidos e dar, ao menor, uma resposta às famílias. Foi mais um caso solucionado pela DHPP, que demonstrou que é um engano a história de que ‘sem corpo não há crime’”, finalizou Caio Fernando.
Fonte: PJC MT
POLÍCIA
Operação da Polícia Civil mira esquema de adulteração e desmonte de veículos em Rondonópolis
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24.4), a Operação Cromia Inversa, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e rurais em Rondonópolis possivelmente vinculados a uma rede criminosa voltada ao desmonte, ocultação e adulteração de veículos, cavalos tratores e semirreboques.
A investigação teve início a partir de denúncias que apontavam a existência de locais utilizados para o armazenamento de veículos de carga pesada com sinais de irregularidades.
A partir de apurações em campo e levantamentos de inteligência, as equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis reuniram elementos que indicam a prática dos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Com base nos indícios colhidos, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares cabíveis, sendo os mandados expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente em três pontos do município de Rondonópolis: um estabelecimento comercial do tipo lava-jato, localizado no bairro Vila Rica, uma propriedade rural às margens da BR-364, e uma residência no bairro João Moraes.
No contexto investigativo, a denominação “Cromia Inversa” faz referência a uma técnica identificada durante as apurações, caracterizada pela alteração proposital de cores, pinturas e padrões visuais dos veículos, com o intuito de dificultar a identificação e dissimular a procedência ilícita dos bens e aindae viabilizar a reinserção irregular dos veículos no mercado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi constatado que alguns veículos apresentam indícios de possíveis adulterações, motivo pelo qual foi requisitada perícia técnica especializada, destinada à análise detalhada dos elementos identificadores e à comprovação material das irregularidades.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Fabrício Garcia Henriques, a atuação técnica e integrada das equipes visa não apenas confirmar as adulterações, mas também identificar a origem dos veículos e possíveis conexões com outros envolvidos, fortalecendo a responsabilização criminal dos investigados.
“As investigações prosseguem de forma contínua, assim como o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais. Ressalto também a importância da participação da população por meio de denúncias, que têm sido fundamentais para o avanço das apurações”, disse o delegado Fabrício Garcia Henriques.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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