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AGRO & NEGÓCIO

Centro de Pesquisa em Genômica para Mudanças Climáticas oferece curso gratuito em biotecnologia vegetal

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O curso “From Gene to Trait” acontece de 12 a 16 de setembro na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP)

O Centro de Pesquisa em Genômica para Mudanças Climáticas – GCCRC, uma iniciativa entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), abre inscrições para a quarta edição do curso “From Gene to Trait”, que volta ao seu formato presencial. O curso abrange desde as principais ferramentas de investigação da biotecnologia vegetal, como identificação de genes e microrganismos associados, até temas como marcos regulatórios e propriedade intelectual.

No ano passado, em decorrência da pandemia de Covid-19, o curso aconteceu entre agosto e dezembro, com aulas semanais e no formato on-line. Foram 450 inscritos de nove países, mas apenas 250 participantes foram selecionados. Destes, 90 participantes atingiram os requisitos mínimos para receber o certificado.

De volta ao formato presencial, os organizadores esperam que a interação entre os participantes volte a ser exitosa, ainda que isso represente um alcance menor em termos regionais. “Há vantagens e desvantagens nos dois formatos, mas acreditamos que a interação no cafezinho, no corredor, ainda não foi substituída no formato on-line”, explica o coordenador do curso e do GCCRC, Paulo Arruda. O curso será condensado e acontece entre 8h e 17h, nos dias 12, 13, 14, 15 e 16 de setembro de 2022, no auditório da Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP). O uso de máscara será obrigatório.

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Além da Unicamp e da Embrapa, o curso conta com a participação de profissionais do VIB (Bélgica), Microbiome Support (União Europeia), Centro de Citricultura Sylvio Moureira/IAC, Fundecitrus e de empresas de biotecnologia como a Bayer Crop Science, LP Sementes, as startups Symbiomics e InEdita e as consultorias i9Pi e SLC Consultoria. Estes especialistas abordarão técnicas como: descoberta de genes usando a bioinformática, associação genômica ampla, genômica comparativa e transcriptômica, análise de microbiomas, metagenômica, coleções de cultura de microrganismos, inoculantes sintéticos, ensaios de inoculação, edição genômica e propriedade intelectual.

O curso tem como público-alvo estudantes de pós-graduação e profissionais de empresas que atuam no ramo de biotecnologia agrícola que estejam interessados em atualizar seus conhecimentos sobre genômica. As aulas serão realizadas em português e em inglês.

“From gene to Trait” é gratuito e selecionará 100 participantes para esta quarta edição presencial. As inscrições devem ser feitas até 5 de agosto, neste link. Todos os candidatos serão notificados até 5 de agosto.

Participantes que tiverem 75% de presença terão certificado. Alunos de pós-graduação que desejarem contabilizar o curso como crédito para o seu programa de pós-graduação podem se matricular como aluno regular ou especial na disciplina do catálogo do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da Unicamp (disciplina: “NG300 – Do Gene ao Fenótipo: Uma Introdução ao Pipeline de Biotecnologia Avançada (From Gene to Trait: an Introduction to an Advanced Biotechnology Pipeline”, 3 créditos).

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Em caso de dúvidas, enviar e-mail para [email protected].

Sobre o GCCRC

O GCCRC é uma iniciativa entre Embrapa e Unicamp – no âmbito do programa da FAPESP Centros de Pesquisa em Engenharia (CPEs) – para o desenvolvimento de plantas adaptadas aos estresses das mudanças climáticas globais. Sua plataforma de pesquisa envolve ferramentas de bioinformática, edição gênica, transformação, microbioma, fenotipagem, propriedade intelectual e assuntos regulatórios.

Serviço

Evento: curso “From Gene to Trait”

Quando: de 12 a 16 de setembro de 2022, de 8h-17h

Local: Auditório da Embrapa Agricultura Digital – Av. Dr. André Tosello, 209, Cidade Universitária, Campinas (SP).

Vagas: 100 participantes

Inscrições para a seleção: até 5 de agosto de 2022 pelo formulário online https://www.gccrc.unicamp.br/course-from-gene-to-trait/

Resultado da seleção: 12 de agosto

Contato: [email protected]

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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