ribeirao cascalheira
Vereadores têm mandatos cassados após denúncia de uso irregular de diárias
Os vereadores Luciano Santos Costa, o Luciano do Gás (Solidariedade), e Marta Francisca de Sales, conhecida como Marta do Raio X (União), perderam os mandatos na Câmara Municipal de Ribeirão Cascalheira, município localizado a 740 km de Cuiabá. A cassação ocorreu em razão de irregularidades na utilização de diárias parlamentares.
A decisão foi tomada durante sessão realizada na sexta-feira (24) e divulgada nas redes sociais da Casa. A votação terminou com sete votos a favor da cassação e dois contrários.
Os parlamentares foram submetidos a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado a partir de uma denúncia apresentada por uma moradora do município. O procedimento apontou o uso inadequado das verbas indenizatórias destinadas a cobrir despesas com hospedagem, alimentação e deslocamento em viagens oficiais de interesse público, como participação em reuniões, eventos e compromissos institucionais.
Com a cassação, ambos ficam impedidos de exercer o mandato parlamentar no município.
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Júri condena réu a mais de 40 anos de prisão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira, município distante cerca de 900 quilômetros de Cuiabá, condenou na sexta-feira (2) A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato de L.S.S., caso investigado como feminicídio. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, e o julgamento já ocorreu com a incidência da Lei nº 14.994/2024, que agravou as penas previstas para esse tipo de crime.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do delito, além da qualificadora de emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Conselho de Sentença também acolheu as causas de aumento de pena referentes ao uso de arma de fogo de uso restrito e à execução por meio cruel. Na sentença, o juiz negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade, determinou a manutenção da prisão e a imediata transferência para o cumprimento da pena.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime teve origem no inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal que mantinha com a vítima. Durante o julgamento, a acusação defendeu que o assassinato se deu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, marcado por humilhações e sentimento de posse.
As apurações mostraram que o réu decidiu matar a mulher horas antes da ação e se deslocou armado até o lugar onde ela se encontrava. Antes de disparar, ele a submeteu a uma situação degradante: puxou a vítima pelos cabelos, a obrigou a se ajoelhar e, em seguida, acertou dois tiros em seu rosto.
Para o promotor Bruno Barros Pereira, a decisão dos jurados representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, avaliou. Ele ainda ressaltou que o conjunto probatório apresentado em plenário evidenciou a violência extrema empregada na execução e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, completou.
A condenação tramita sob o processo nº 1000481-46.2025.8.11.0079.
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