Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

curiosidades

Terena

Publicados

em


Pertencentes à família lingüística Aruak, os Terena constituem a maior população indígena do Estado de Mato Grosso do Sul. A documentação histórica registra a existência de grupos Terena vivendo em Cuiabá desde a primeira metade do século XIX. Era comum a presença de índios Chamacoco, Paresi, Guató, Apiaká, Bakairi, Laiana, Guaná e Terena, dentre outras etnias, pela cidade comercializando pescado, produtos agrícolas, redes e tecidos de algodão. Em geral residiam pelas imediações do Porto e eram empregados, com freqüência, no transporte fluvial. Os Guaná, dos quais os Terenas são um subgrupo, chegaram, entre os anos de 1843 e 1844, a estabelecer uma próspera aldeia na margem direita do rio Cuiabá. Com participação expressiva na Guerra do Paraguai, os Terena intensificaram a migração contribuindo, assim, para a formação da sociedade cuiabana. A história de mobilidade social e espacial dos Terena, no século XX, está vinculada diretamente ao SPI que os deslocaram para junto de outras etnias, em decorrência de sua característica de excelentes diplomatas e agricultores. Entretanto para eles foram reservadas pequenas áreas no Mato Grosso do Sul. Essas áreas têm sido um dos elementos propulsores para a busca de melhores paragens, muitas vezes os levando para a periferia das cidades. Os Terena, que se estabeleceram no início dos anos de 1980 em Rondonópolis junto aos Bororo, são procedentes da aldeia Buriti, situada em Aquidauana-MS. O crescimento populacional do pequeno grupo Terena, em decorrência da chegada de parentes do Buriti, contrariou o grupo Bororo que o expulsou das terras. Desorientados e sem condições para sobreviver, os índios se mobilizaram em busca de uma solução para a situação. Entre os anos de 1998 e 2002 os Terena, em algumas ocasiões, com o apoio de outras etnias, realizaram diversos bloqueios das rodovias próximas a Rondonópolis, como forma de forçar a aquisição de uma terra para se estabelecerem. Em decorrência do enfrentamento, o INCRA destinou uma área na Gleba Iriri, promovendo a FUNAI, assim, a transferência dos índios para o município de Peixoto de Azevedo.

José Eduardo Fernandes Moreira da Costa 

Comentários Facebook
Propaganda

curiosidades

Cravos no ramo: Sombolismo, história e tradições em Portugal

Publicados

em

Usar cravos nos ramos de flores não é propriamente uma novidade. Trata-se de uma flor muito usada, devido à sua forte carga simbólica, pois pode ser associada a diferentes significados consoante a sua cor. Em muitas culturas, os cravos são usados para expressar emoções, intenções ou sentimentos. Sem dúvida que são uma estratégia silenciosa, mas muito poderosa. Segundo a Interflora, especialistas no envio de flores e no seu simbolismo, cravos vermelhos simbolizam amor apaixonado, o cravo branco representa pureza e paz, estando também associado a novos começos. Já o cravo cor-de-rosa é a flor da gratidão, também muitas vezes associada ao amor maternal, enquanto o amarelo é a flor da alegria e da amizade, estando o roxo mais ligado ao misticismo, à espiritualidade e até ao luto.

Em Portugal, o cravo – em particular o cravo de cor vermelha – é, desde 1974, um poderoso símbolo de liberdade, resistência e esperança. Uma flor que todos os portugueses usam e reconhecem como símbolo nacional.

O simbolismo dos cravos vermelhos em Portugal

A ligação mais imediata e recente dos cravos vermelhos no país é à Revolução dos Cravos, de 25 de Abril de 1974. Nessa noite, os militares entraram em Lisboa e derrubaram o regime ditatorial do Estado Novo, dando início a uma nova era de democracia no país. Em vez de tiros e de sangue, os soldados colocaram cravos vermelhos nos canos das suas espingardas. Esta imagem, que na altura atravessou fronteiras, faz hoje parte do imaginário e da cultura portuguesa e é um símbolo de Abril e dos seus valores democráticos.

E tudo graças a Celeste Martins Caeiro, que, naquela manhã, levava consigo cravos vermelhos e brancos para celebrar o aniversário do restaurante onde trabalhava. Ao ver os soldados e sem nada mais para lhes oferecer, Celeste presenteou-os com os cravos que tinha consigo. Por este gesto, Celeste Martins Caeiro (que faleceu recentemente, em novembro do ano passado) será sempre recordada, tendo sido,, no passado Dia da Mulher (8 de Março), condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com o grau de Oficial da Ordem da Liberdade.

Ainda hoje, esta data é celebrada em Portugal com cravos vermelhos, que são distribuídos e levados pela população na mão ou à lapela.

Os cravos antes do 25 de Abril

A verdade é que a ligação dos cravos à cultura portuguesa já vinha de trás. Em algumas localidades, por exemplo, era comum colocar um cravo vermelho à janela como forma de declarar o seu amor sem usar palavras.
Usar ramos de cravos é também comum nas muitas festas religiosas e romarias que existem no país. Nestas festas, os cravos ganham destaque em andores e procissões conquistando um simbolismo sagrado, muitas vezes associado à fertilidade e à celebração da primavera.

Como pode ver, usar cravos num ramo pode significar muitas coisas. E da mesma forma que esta flor faz parte da memória histórica e coletiva de todos nós, sendo um tributo à luta pela liberdade, também é uma flor carregada de mensagem e perfeita para ser partilhada com quem se ama.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana