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Câmara levanta bandeira branca para Abílio

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Fellipe Correa

Fellipe Correa

Noite de segunda-feira e o improvável acontecendo: servidores e vereadores trabalhando – e muito – na Câmara de Cuiabá. A cena incomum, dando nó na cabeça dos guardas-noturnos, tem motivo: repercutir na imprensa uma nota que a Casa de Leis acaba de publicar, dizendo que não será votada nesta terça a cassação do vereador Abílio – um esforço hercúleo para brecar a manifestação convocada por ele na internet, e que tomou proporções assombrosas.

 

Só o vereador Toninho de Souza, relator do seu processo de cassação na Comissão de Ética, já registrou mais de um boletim de ocorrência por ameaça nos últimos dias – um comportamento que Abílio tem reprovado, reiterada e veementemente, em seus vídeos e nos vários grupos de apoiadores da manifestação que se formaram no WhatsApp. Mas o fato é que os vereadores da base, incluindo o presidente do Legislativo Municipal, perceberam que a chapa esquentou.

 

Nem com a retaguarda de dezenas de milhões em verbas publicitárias da Prefeitura a Câmara conseguiu segurar o rojão, e contrariando a matemática, Abilio reacendeu em poucos dias a indignação que andava em banho-maria entre os cuiabanos – desde que o Escândalo do Paletó deixou as manchetes dos principais veículos do estado e foi parar, também inexplicavelmente, nas gavetas do Ministério Público. Restou à Casa de Leis hastear a bandeira branca, às pressas.

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Abilio, por sua vez, não desmobilizou a manifestação e garantiu nas suas redes sociais que ela vai, sim, acontecer. Vacinado dos habituais malabarismos regimentais, ele previu que o prazo apontado na nota da Câmara poderia ser facilmente afastado pelo voto da mesma maioria do prefeito que votaria pela sua cassação, e se antecipou. Venceu, portanto, a primeira batalha antes mesmo de acontecer: podem cassá-lo, mas não na surdina – e terão que arcar com isso.

 

O incêndio causado na internet pelo processo de cassação de Abílio não só assustou os colegas de parlamento, mas fez também figuras políticas locais se posicionarem publicamente contra arrancarem-lhe o mandato: os deputados estaduais Elizeu Nascimento, Ulysses Moraes e Xuxu Dalmolin, os vereadores Felipe Wellaton, Marcelo Bussiki, Diego Guimarães, Dilemário Alencar e Marcelo Bussiki, e até Selma Arruda, entraram de sola na briga. E mais nomes devem surgir.

 

Se na Câmara o clima é de tensão, no Alencastro o clima deve estar completamente nublado. Divididos entre a lambança de lançar uma obra em terreno alheio e a preocupação com o ato desta terça, a essa altura o staff do prefeito já deve estar consciente do monstro que criaram: às vésperas de uma eleição atípica para o senado, deram início na campanha mais aquecida do MT para a cadeira – e, aos 36 anos, Abilio já provou na Câmara que faria sucesso no Congresso.

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Mais do que a manifestação desta terça, em frente à sede do Legislativo cuiabano, os próximos capítulos dessa novela é que prometem: após mostrar que é igual massa de pão, Abilio deverá enfrentar não só o lobby do prefeito – que inegavelmente quer a sua cabeça -, mas também de todos os demais pretendentes ao cargo. Afinal, o que seus algozes querem não é só cassar seu mandato, mas principalmente deixá-lo inelegível e fora das disputas para a prefeitura e senado.

 

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Série Governantes: Faça a sua parte

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Por Francisney Liberato

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” John F. Kennedy

Uma das características mais marcantes do brasileiro é a sua criatividade. Ele consegue desenvolver e pôr em prática várias habilidades como: ideias, pensamentos, empreendedorismo, visando o seu bem-estar e o seu conforto, como também o de sua família.

Segundo o site “Terra”, em 30/09/2019, é apresentada uma pesquisa a qual conclui: “A pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER) revela que 56% dos brasileiros desejam ser donos do seu próprio negócio. Destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos. O índice do Brasil é maior que a média global, que está em 47%”.

Vejam que no Brasil os jovens desejam criar e empreender, eles querem ter o seu próprio negócio. Isso é muito positivo para nossa nação. Infelizmente, uma coisa é desejar e querer ser um empresário, outra, bem diferente, é efetivar esse desejo.

Não podemos permitir que o conceito autocrático, isto é, esperar que as ideias, iniciativas e as respostas sejam exclusivamente do chefe, do líder, do diretor escolar, do pai e da mãe, do governante, do presidente, uma vez que, se agirmos dessa maneira, veremos falecer a nossa liberdade de criar.

É fundamental para todos que tenham uma mentalidade aberta e moderna que as pessoas criem e empreendam mais, pois é por intermédio disso que é gerada riqueza para o nosso país.

Você deve olhar para dentro de si e se perguntar: Qual é a sua vocação para melhorar a sua vida, a vida da sua família, dos seus entes queridos e do país onde reside? Essa reflexão é de extrema importância.

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A responsabilidade é única e exclusivamente sua. Aqui existe um conceito fundamental que devemos ter como prisma em nossas vidas, que é chamado de Autorresponsabilidade. Em síntese, é necessário trazer para si a responsabilidade, e não a de colocar sobre o encargo do outro, como: os seus pais, seus familiares, seus empregadores e seus governantes. Em outras palavras, o sucesso ou fracasso da sua vida está em sua alçada.

Se pensarmos a vida dessa forma, saiba que teremos uma nação moderna e próspera, com índices de desenvolvimento econômico e humano semelhantes aos de países do primeiro mundo.

Entretanto, muitos indivíduos têm dificuldades de entender o seu propósito para esta vida. Muitos estudantes que estão cursando uma faculdade já pensam em desistir, por entender que não é bem isso o que sonham para sua vida. Enquanto existem muitos indivíduos desejando crescer evoluir, por outro lado, têm, infelizmente, os que esperam “a comida, o emprego, o dinheiro caírem do céu”.

John Fitzgerald Kenedy ou JFK foi um político norte-americano que governou os Estados Unidos (1961-1963), o seu nome está registrado como o 35° presidente daquela nação. Ele é considerado uma das grandes personalidades do século XX.

Kennedy se tornou o segundo presidente mais jovem do seu país, depois de Theodore Roosevelt. Infelizmente, não conseguiu terminar o seu mandato, uma vez que foi assassinado em 1963.

O presidente John Kennedy proferiu uma célebre frase que ainda tem uma enorme relevância para os nossos dias: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”.

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Podemos parafrasear essa afirmação do ex-presidente americano para o nosso contexto: o que nós brasileiros podemos fazer pelo Brasil? O que estamos fazendo para melhorar o nosso país? Qual tem sido a minha e sua contrapartida para desenvolver e aperfeiçoar esta nação? Como podemos abandonar determinadas atitudes paternalistas e viver de forma mais racional, visando o bem comum? O Estado pertence a todos nós. Devemos fazer a nossa parte, e não exigir que Estado seja o responsável e provedor por tudo.

Nosso país é formado pela diversidade cultural, étnica e social de milhares de brasileiros, que nem sempre concordam com as decisões dos nossos governantes, mas todos fazemos parte da nação, e devemos caminhar em um mesmo sentido. A nossa Constituição de 1988 dispõe que todo poder se origina do povo. O poder está nas mãos de cada ser habitante deste país. Nós podemos e devemos fazer o melhor pelo Estado, independentemente de questões políticas e partidárias.

Não diga o que o país deve fazer por você, use a sua criatividade, empreendedorismo, e faça o seu melhor na medida de suas condições, e de acordo com as suas circunstâncias. Seja presente e deixe o seu legado para esta nação. A responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do Brasil está em nossas mãos. Está disposto a tomar uma iniciativa para contribuir com a República Federativa do Brasil?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

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