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POLÍCIA

Dentista cuiabano é alvo em operação da PF para investigar desvio de R$ 40 milhões do CFO

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Durante as diligências, os agentes apreenderam cerca de R$ 300 mil em dinheiro e veículos.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17.09), a Operação Apolônia para aprofundar as investigações sobre possíveis crimes de peculato e lavagem de dinheiro envolvendo recursos do Conselho Federal de Odontologia (CFO). A apuração concentra-se na destinação de aproximadamente R$ 40 milhões repassados a uma empresa privada responsável pela gestão de investimentos.

Segundo a PF, a empresa contratada não tinha autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro. A suspeita é de que os recursos tenham sido movimentados de forma irregular, com possível participação de ex-dirigentes do CFO e empresários.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 12ª Vara da Justiça Federal Criminal do Distrito Federal.

Durante as diligências, os agentes apreenderam cerca de R$ 300 mil em dinheiro e veículos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas bancárias e bens vinculados às pessoas físicas e jurídicas investigadas.

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Entre os alvos da operação está o dentista cuiabano Luiz Evaristo Volpato, que presidiu o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) entre 2015 e 2018. Posteriormente, ele integrou a diretoria do CFO como tesoureiro durante a gestão de 2018 a 2021.

As investigações apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo a dispersão dos valores recebidos, transferências entre empresas e pessoas ligadas aos investigados e remessas de recursos para o exterior.

A Operação Apolônia tem como objetivo esclarecer o destino do dinheiro e identificar a eventual responsabilidade de cada investigado nas supostas irregularidades.

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POLÍCIA

Homem procurado por matar esposa é preso em comunidade rural 

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Um homem que era procurado pela Justiça por suspeita de matar a própria esposa, Maria Lopes dos Santos Souza, de 43 anos, foi preso nesta quinta-feira pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop. O crime ocorreu em 25 de janeiro de 2018, em Nova Ubiratã, a cerca de 170 quilômetros de Sinop.

Segundo o investigador Sebastião de Lima, os policiais receberam informações de que o suspeito estaria vivendo em uma comunidade de chácaras localizada aproximadamente 20 quilômetros da área urbana de Sinop, no sentido da Praia do Cortado. A equipe entrou em contato com a Delegacia de Nova Ubiratã, que confirmou a existência de um mandado de prisão contra o homem pelo assassinato.

Conforme o investigador, o suspeito é apontado como responsável pelo disparo que matou Maria. A arma utilizada teria sido uma espingarda.

A DHPP passou a acompanhar a movimentação do homem na região. Em determinado momento, ele deixou o local após vender a propriedade, mas os investigadores descobriram posteriormente que a chácara havia sido recomprada por ele.

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Nesta quinta-feira, o suspeito foi localizado em um bar nas proximidades da propriedade e preso durante o cumprimento do mandado. Após a detenção, ele teria declarado aos policiais que cometeu o crime por suspeitar que a esposa mantinha um relacionamento com um vizinho.

O assassinato

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar na época, Maria havia deixado a casa onde morava com o marido cerca de três semanas antes do crime. Após sofrer uma agressão, ela passou a viver com uma irmã em um assentamento.

Na noite do assassinato, por volta das 20h, a irmã da vítima acionou a Polícia Militar e informou que o cunhado havia atirado contra Maria e fugido. Ela relatou aos policiais que estava na cozinha com outra irmã quando as duas ouviram o disparo.

Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram Maria já sem vida. Uma espingarda calibre 32, que teria sido usada no crime, também foi localizada. O corpo foi velado e sepultado em Sinop.

Com a prisão, o cumprimento do mandado será comunicado à comarca de Nova Ubiratã. Segundo a Polícia Civil, o suspeito ainda não foi julgado, e os próximos procedimentos do processo serão definidos pela Justiça.

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