POLÍTICA NACIONAL
Girão critica fechamento de comentários nas redes do Senado
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (14), voltou a criticar o fechamento dos comentários nas publicações dos perfis institucionais do Senado nas redes sociais. O parlamentar afirmou que a medida limita a participação dos cidadãos e representa uma restrição à liberdade de expressão. Girão informou que encaminhou pedido à Secretaria de Comunicação Social (Secom) solicitando esclarecimentos sobre os motivos da desativação dos comentários.
— Já denunciei ontem, vou denunciar de novo, porque é uma Casa que tem 200 anos e não tem o direito de ser antidemocrática com a população brasileira — afirmou.
Os comentários de algumas redes sociais do Senado foram desativados temporariamente pela Secom, durante o período eleitoral. A medida se deve à impossibilidade de fazer a mediação ativa do grande volume de comentários de natureza político-eleitoral esperado até as eleições.
No mesmo pronunciamento, Girão defendeu a sanção do projeto de lei (PL 90/2020), de sua autoria, que proíbe, em todo o território nacional, a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Ele citou o foie gras, produto feito com o fígado de patos e gansos submetidos à técnica de produção, conhecida pelo termo francês gavage, que consiste na introdução de um tubo no esôfago do animal para alimentá-lo.
— Não faz nenhum sentido a racionalidade humana produzir qualquer alimento através da crueldade deliberada que cause dor e sofrimento em qualquer animal. Eu espero que o presidente Lula possa corresponder a essa expectativa e sancionar esse projeto — disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Voto feminino é vital para a democracia, lembra Nelsinho Trad
Durante pronunciamento em Plenário nesta terça-feira (14), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) lembrou que as mulheres não precisam de permissão de ninguém para pensar e que o voto feminino no Brasil já existe há quase 100 anos.
— Há um assunto que me incomodou muito nos últimos dias, que foi a fala de uma pessoa de que mulher não deveria votar, que deveria seguir o marido. Olha, eu sou médico, já passei anos trabalhando em pronto-socorro e vi mulheres chegando com crianças no colo, doentes, tomando decisões sozinhas na madrugada, coisa que homem nenhum teria coragem de fazer no lugar delas. Aliás, a mulher não precisa de permissão para pensar, nunca precisou.
No final de junho, o jornalista Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos, declarou no final de junho que “mulher vota estatisticamente mal, principalmente as solteiras; as casadas costumam acompanhar o marido”.
Nelsinho destacou que muitas mulheres lutaram para conquistar o direito ao voto e que, atualmente, são metade do eleitorado brasileiro. E acrescentou que “quem coloca isso em dúvida não é um conservador; é um atrasado. As mulheres estão à frente de mais da metade dos lares brasileiros”.
— Eu fui criado por uma mulher, uma professora forte. Tenho uma companheira que me inspira todos os dias. Sou pai de meninas e sei exatamente o que o mundo poderia ser se a mulher não votasse: a democracia não teria a essência que tem. Mulher tem de liderar, mulher tem de decidir — afirmou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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