Várzea Grande
Vídeo: incêndio destrói casa e bombeiros encontram dinheiro queimado
Um incêndio de grandes proporções destruiu uma residência no bairro Jardim Paula I, em Várzea Grande, mas a surpresa veio depois, durante o trabalho de rescaldo: os bombeiros encontraram 80 cédulas de R$ 100 queimadas, além de 76 fragmentos de notas completamente carbonizadas, somando entre 8 e 15 mil reais.
O montante foi localizado em meio aos escombros da casa. Segundo a família, o valor era resultado da venda recente de um veículo. O proprietário teria apurado o valor com a venda de um carro, feita dias antes.
O imóvel permanece isolado para que a perícia técnica identifique o que causou o incêndio. Até o momento, não houve relatos de vítimas, apenas prejuízos materiais.
Como tentar recuperar o dinheiro queimado?
Muitas pessoas acreditam que dinheiro queimado ou danificado não tem mais valor, mas, dependendo do estado das notas, é possível recuperar o valor junto ao Banco Central. O procedimento é padronizado e segue regras rígidas:
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A Regra dos 50%: Para que uma nota seja trocada, ela precisa ter mais da metade (mais de 50%) do seu tamanho original preservada. Se a cédula estiver reduzida a menos da metade, ela perde totalmente o valor.
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Identificação: Mesmo que a nota tenha mais de 50%, é necessário que ela tenha elementos que permitam identificar sua autenticidade e valor. Se a nota estiver tão danificada que não é possível saber de quanto ela é, o Banco Central não faz a troca.
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Onde levar: O cidadão deve levar as notas danificadas a qualquer agência de um banco comercial (como o Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, etc.). Os bancos são obrigados a receber as cédulas, verificar se elas se enquadram nos critérios de troca e encaminhá-las para análise do Banco Central.
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Fragmentos: No caso de notas muito destruídas, como as deste incêndio, o processo é mais difícil. Se restarem apenas pedaços, é fundamental juntar o máximo possível e levar a uma agência bancária para que um especialista avalie se é possível identificar a nota.
Dica importante: Como esse caso em Várzea Grande envolve dinheiro com grandes danos pelo calor, o proprietário deve separar os restos das notas com cuidado máximo para evitar que se desfaçam ainda mais e procurar uma agência bancária para orientação técnica. Se as notas estiverem apenas “chamuscadas” mas com a estrutura preservada (mais de 50%), a chance de recuperação é alta.
veja:
Várzea Grande
Tradição e Fé em Bonsucesso; mutirão prepara 5 toneladas de peixe para a 45ª Festa de São Pedro
Aos 75 e 96 anos, guardiões da tradição seguem à frente da limpeza e do tempero do peixe servido gratuitamente ao público
Por Beatriz Saturnino
Muito antes de o primeiro prato ser servido ou da procissão percorrer as ruas da comunidade de Bonsucesso, em Várzea Grande, a 45ª Festa de São Pedro e dos Pescadores já mobiliza dezenas de moradores do distrito. Às margens do Rio Cuiabá, onde a história da comunidade começou, cerca de 60 pessoas, entre pescadores, familiares e voluntários, dedicam uma semana inteira ao preparo de aproximadamente cinco toneladas de peixe, que serão distribuídas gratuitamente durante a tradicional festa, realizada nos dias 28 e 29 de junho.
Entre 22 e 26 de junho, das 8h às 16h, homens e mulheres estarão lado a lado na limpeza do pescado, preservando um ritual que atravessa gerações e faz da Festa de São Pedro uma das maiores manifestações culturais, gastronômicas e religiosas de Mato Grosso.
A realização da 45ª Festa de São Pedro e dos Pescadores da Comunidade de Bonsucesso integra o projeto Celebrações do Vale do Rio Cuiabá, viabilizado por meio de Termo de Fomento do Governo de Mato Grosso, por intermédio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos de emenda parlamentar do deputado estadual Wilson Santos, com o Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação na fase de pré-realização dos preparativos da festa. O projeto fortalece o patrimônio cultural imaterial, incentiva a economia criativa e contribui para a preservação das tradições das comunidades ribeirinhas.
Preparativos e Tradição
A preparação da festa envolve praticamente toda a comunidade. Segundo a coordenadora do evento, Gislene Kelly de Magalhães, a Dona Gika, a edição deste ano teve início ainda no mês de março.
“Na verdade, a festa começou desde o seu lançamento, no dia 8 de março. Nós lançamos a festa e, nos dias 6 e 7 de junho, começamos a visita da bandeira às casas da comunidade. Depois veio a novena, realizada de 16 a 26 de junho, encerrando com uma procissão luminosa da igreja até o local da festa. Tudo isso faz parte da nossa preparação para receber São Pedro”, destaca dona Gika.
Ela explica que a programação foi construída para valorizar as tradições culturais e religiosas da comunidade. “No domingo, às oito horas da manhã, teremos um culto ecumênico com a Igreja Católica e a Igreja Batista. Depois vêm as apresentações de Siriri, Cururu, dois corais e o Grupo Cultural Atalaia”.
Entre os guardiões da tradição está Meinaldo Leite da Rosa, de 75 anos, primeiro presidente da Associação dos Pescadores de Bonsucesso e único participante vivo da criação da festa, que ajuda a preservar a memória de uma celebração iniciada por três idealizadores. Outro símbolo da festividade é Joaquim Leite da Rosa, de 96 anos, responsável há décadas pelo tradicional tempero dos peixes servidos no almoço comunitário. Mantida pelas famílias Rosa, Magalhães e Silva ao longo de 45 edições, a Festa de São Pedro deve reunir cerca de 15 mil pessoas.
Programação Cultural e Gastronômica
A programação inclui uma feira gastronômica formada exclusivamente por mulheres da comunidade, que venderão comidas típicas, lanches e sucos, além da Feira de Artesanato com as artesãs de Limpo Grande.
O evento contará com missa, levantamento do mastro e apresentações de Siriri e Cururu. O público poderá prestigiar nos dois dias shows das bandas Novo Som, Real Som, Mega Som, Escort Som, Sensação, Elos, Os Amigos, Tuquinha Banda Show, Os Dourados e Lambadão dos Federais, transformando a comunidade em um grande palco de cultura popular mato-grossense. Esta programação fortalece a música regional, a cultura popular, o turismo e a economia local.
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