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Mato Grosso

AACCMT faz campanha de doações para o Arraiá da Esperança

As doações podem ser entregues até o dia 30 de julho, na sede da AACCMT

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A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT) está arrecadando doações para a realização do Arraiá da Esperança, tradicional festa julina promovida para crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer. O evento será realizado no dia 31 de julho, na sede da instituição, em Cuiabá.

Para a festa, a instituição precisa de doações de saco de milho, queijo, fubá, canjica, leite condensado, carne moída, doce de abóbora, paçoquinha, pé de moleque, bolo de milho, milho para pipoca, pipoca doce e polpa de frutas para suco.

As doações podem ser entregues até o dia 30 de julho, na sede da AACCMT, localizada na Rua do Caju, nº 329, bairro Alvorada, em Cuiabá. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (65) 3025-0800 e (65) 99256-3627. Quem preferir também pode contribuir com qualquer valor por meio de Pix, utilizando o CNPJ 03.186.621/0001-08 como chave.

A programação conta com apresentação de quadrilha, pescaria, decoração temática e barracas de alimentação.

O Arraiá da Esperança é uma das principais ações promovidas pela instituição ao longo do ano e tem como objetivo proporcionar momentos de alegria, integração e confraternização às crianças, adolescentes e suas famílias, oferecendo um momento de descontração em meio à rotina do tratamento.

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“Este um momento em que nossas crianças e adolescentes podem esquecer, por algumas horas, a rotina do tratamento e viver a alegria de uma celebração ao lado de suas famílias. Por isso, convidamos toda a sociedade a contribuir com essa ação. Cada doação faz a diferença e nos ajuda a proporcionar um dia especial para quem enfrenta uma batalha tão difícil”, destaca o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.

Sobre a AACCMT
A AACCMT é uma instituição sem fins lucrativos que oferece hospedagem gratuita para crianças com câncer e um acompanhante. Ao longo desses 27 anos, a instituição já acompanhou cerca de 900 crianças e adolescentes e realizou mais de 25.638 mil atendimentos.

Os assistidos vêm do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países, em busca de tratamento em centros especializados de oncologia pediátrica em Cuiabá.

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Mato Grosso

Violência contra menores dispara 125% em cinco anos

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Dados consolidados pelo Ministério da Saúde, referentes ao período entre 2020 e 2025, apontam que as notificações de violência contra crianças e adolescentes mais que dobraram em cinco anos, passando de 73.635 para 165.413 registros anuais — uma alta expressiva de 125%.

Em Mato Grosso, a realidade acompanha a tendência nacional, mas esbarra em desafios operacionais específicos, como a vasta extensão territorial e a dispersão dos serviços de atendimento em municípios de pequeno porte.

O levantamento, que soma mais de 685 mil ocorrências no período, consolida uma inversão de expectativas sobre o perfil da violência: o ambiente doméstico, que deveria ser o local de proteção, figura como o cenário principal das agressões. A mãe aparece como autora em 34% dos casos, seguida pelo pai (26%), confirmando que a violação de direitos é, majoritariamente, um problema intrafamiliar.

O cenário estadual e o gargalo da rede de proteção

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e os Conselhos Tutelares municipais enfrentam o desafio crônico da subnotificação. Especialistas apontam que o aumento nos números nacionais não reflete apenas o crescimento da violência, mas também uma maior — embora ainda insuficiente — capacidade do sistema de saúde e da rede de assistência em identificar e registrar os casos.

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A dificuldade de acesso a serviços de proteção em municípios distantes da capital agrava a situação, permitindo que casos de negligência, que representam 33,3% das notificações nacionais, permaneçam invisíveis por longos períodos.

Perfil das vítimas e tipos de agressão

O perfil das vítimas reflete desigualdades estruturais profundas. Meninas são as principais alvos, compondo 62% dos registros. Sob a ótica racial, a prevalência recai sobre crianças e adolescentes pardos (49,1%). A violência sexual, que lidera as estatísticas nacionais com 34% dos casos, é um desafio complexo para o sistema de saúde mato-grossense, que precisa oferecer acolhimento multidisciplinar e, muitas vezes, realizar a interrupção legal da gestação, procedimento que exige logística sofisticada em regiões remotas do estado.

A infância sob constante ameaça

A distribuição por faixa etária revela que a primeira infância (até 6 anos) é o segundo grupo mais vulnerável, com 37,5% dos casos, perdendo apenas para os adolescentes (43%). Este dado é considerado o mais alarmante por órgãos de proteção, pois crianças nessa faixa etária possuem dependência absoluta dos cuidadores, o que dificulta a denúncia externa.

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A violência física (32,9%) completa o tripé de agressões mais comuns. Para o Ministério Público estadual, a prioridade para o próximo biênio é o fortalecimento das varas especializadas e a integração entre os Conselhos Tutelares e as forças de segurança.

Dados do cenário nacional (2020-2025):

Categoria Percentual de Ocorrências
Violência Sexual 34,0%
Negligência e Abandono 33,3%
Violência Física 32,9%

Fonte: Dados do Sinan/Ministério da Saúde.

O enfrentamento desse cenário exige, segundo especialistas, uma política de Estado que vá além da repressão. A estratégia envolve a busca ativa em territórios rurais e periféricos, a capacitação contínua das equipes de saúde da família e, fundamentalmente, a desestigmatização do ato de denunciar, garantindo que o Sistema de Garantia de Direitos seja capaz de intervir antes que a violência atinja níveis irreversíveis.

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