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Médica presa por homicídio de prefeito é condenado por exercício ilegal da profissão

A denunciada se utilizou do diploma invalidado para o exercício ilegal da medicina, no Hospital Municipal André Maggi, em Colniza

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Médica Yana Fois é condenado por exercício ilegal da profissão

Por MidiaNews

O juiz Vagner Dupin Dias, do Juizado Especial de Colniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), condenou Yana Fois Coelho Alvarenga por exercício ilegal da medicina.

A pena de oito meses de prisão e 60 dias/multa foi convertida em uma pena restritiva de direito, consistente em prestação pecuniária.

Yana também foi denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por participação na morte do prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, e está presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Ele foi assassinado, no dia 15 de dezembro de 2017, quando chegava na cidade em seu veículo. A decisão do juiz foi publicada nesta quarta-feira (29).

De acordo com o MPE, entre os anos de 2006 a 2007, ela usou documento público falso para obter a transferência do curso de Medicina oferecido pelo Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Ltda (ITPAC) para a Universidade de Iguaçu (Unig), no Rio de Janeiro.

Durante as investigações, o MPE teve acesso a ofícios expedidos pelo ITPAC, em julho de 2007, informando à Unig que os documentos utilizados pela acadêmica para efetivar a transferência foram “adulterados grosseiramente”.

O fator crucial é que a ré somente obteve os respectivos registros com a apresentação de diploma universitário obtido de forma inidônea

Além de ter sido reprovada em quase todas as disciplinas do curso, consta na denúncia que ela havia desistido da graduação antes de se transferir para o Estado do Rio de Janeiro.

Ainda segundo o MPE, em março de 2008, o reitor da Universidade de Iguaçu expediu portaria confirmando a desconstituição de colação de grau de Yana com a consequente invalidação do diploma de médica. O fato foi, inclusive, comunicado ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

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“A denunciada se utilizou do diploma invalidado para o exercício ilegal da medicina, no Hospital Municipal André Maggi, entre os anos de 2015 a 2017, laborando, inclusive, no dia em que o então prefeito de Colniza, Esvandir Antônio Mendes, veio a óbito”, disse o MPE na denúncia.

A condenação

Em sua decisão, o juiz Vagner Dupin Dias afirmou que as provas do processo comprovam que Yana exerceu a medicina de forma irregular durante 10 anos – de 2007 a 2017 .

“De fato, é estampada a divergência nos documentos colacionados aos autos, especialmente em relação ao Histórico Escolar e as Declarações de Andamento da Guia de Transferência, que destoam visivelmente do original apresentado pela UNITPAC (instituição de ensino mantida pelo ITPAC), tanto o conteúdo quanto a estrutura do Histórico, selos, datas e assinaturas”, afirmou o juiz.

“Por fim, e de toda sorte, é impertinente a discussão quanto à regularização ou não dos registros perante o Conselho Regional de Medicina dos estados em que laborou. O fator crucial é que a ré somente obteve os respectivos registros com a apresentação de diploma universitário obtido de forma inidônea e, portanto, sem possuir autorização legal para o exercício da medicina, já que sequer detinha diploma universitário válido”, acrescentou o magistrado.

Morte de prefeito

Esvandir Mendes conduzia uma Toyota SW4, quando foi interceptado pelos criminosos, que estavam em um veículo SUV preto, a cerca de sete quilômetros da entrada de Colniza. No carro ainda estavam a sua esposa, seu genro e o secretário de Finanças Admilson dos Santos, que ficou ferido.

O prefeito de Colniza Esvandir Antônio Mendes, foi assassinado em dezembro de 2017

O veículo foi ao encontro da caminhonete do prefeito e vários disparos foram feitos contra ele, que ainda conseguiu dirigir, mas morreu no perímetro urbano da cidade.

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Outros dois disparos feriram o secretário, sendo um na perna esquerda e outro nas costas. A esposa e o genro de Mendes saíram ilesos.

Antônio Pereira Rodrigues Neto, Zenilton Xavier de Almeida e Welisson Brito Silva foram presos, em uma estrada entre Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente), 12 horas após o crime.

Eles estavam em um Fiat Uno cinza, quando foram abordados por uma viatura da Polícia Civil.

Dentro do automóvel, foram apreendidos R$ 60 mil em dinheiro. O montante estava em pacotes do Banco do Brasil.

Durante as investigações, a Polícia descobriu a participação de Yana no crime. Ela foi detida no dia 24 de dezembro. Junto com a médica, a Polícia ainda apreendeu um adolescente de 15 anos, irmão de Antônio, que também teria participado da trama, mas não foi denunciado por ser menor.

Os quatro acusados respondem pelos crimes de homicídio qualificado – por motivo torpe, promessa de recompensa e recurso que impossibilitou a defesa da vítima -, homicídio tentando, corrupção de menores, entrega de veículo automotor a pessoa não habilitada e receptação de arma de fogo produto de furto.

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Sema apreende máquinas e aplica multa por extração ilegal em Parque Estadual

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) deflagrou operação contra ilícitos ambientais na Unidade de Conservação, Parque Estadual Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, região do município de Colniza. As principais infrações constatadas pela equipe durante a fiscalização em campo foram a exploração de madeira irregular e sem autorização, além de extração ilegal de minérios.

A ação terrestre, que faz parte das atividades exercidas no âmbito da Operação Amazônia no estado, deslocou agentes da coordenadoria de fiscalização de flora até o noroeste mato-grossense para atender aos alertas detectados pela base de dados da Sema, além dos emitidos pelas imagens via satélite Planet, de monitoramento em tempo real. Ambos repassados pela Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento da Sema.

Durante averiguação na área informada, o grupo encontrou dois tratores, uma concha, duas pás-carregadeiras e dois guinchos, um deles sendo operado por um homem identificado em flagrante. Além das máquinas, foram localizadas 26 toras de árvores abatidas de várias espécies.

No entorno do local, os fiscais constataram danos severos à vegetação nativa, destruída pela exploração florestal seletiva, com vários troncos de árvores cortadas, prontos para serem transportados, assim como, a criação de trilhas de arrasto (caminhos criados dentro da floresta para arrastar as toras).

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Em consulta aos sistemas oficiais da secretaria, foi verificado que não haviam cadastros da propriedade ou autorizações para exercer a atividade exploratória. Dessa forma, as máquinas e implementos foram apreendidos e o infrator receberá multa prevista no valor de R$ 200 mil, que ainda está sendo calculada pela equipe da Sema.

Outras abordagens

Na mesma área de conservação, a equipe da coordenadoria observou outras trilhas de arrastro, mais toras obtidas de extração ilegal e rastros deixados por tratores na mata, onde foi descoberta, escondida, uma pá carregadeira. Os possíveis responsáveis não foram localizados.

Ainda na floresta densa, depararam-se com uma rampa de lavagem, usada em atividade de extração de minérios, tábuas, ripões e vigas para confecção da rampa. Em uma estrada aberta recentemente foram localizadas cinco barracas improvisadas, equipadas com eletrodomésticos, alimentos e objetivos pessoais.

Na chegada da equipe da coordenadoria cinco pessoas foram flagradas, porém não obedeceram a ordem de parada e fugiram mata adentro. As barracas e apetrechos foram inutilizadas pelos agentes ambientais.


Ao retornarem no dia seguinte, próximo a um pequeno curso de água, foram verificados barramentos, formando tanques, onde foi localizado uma barraca, três rampas de lavagem e rastros de escavadeira, usados na prática de extração ilegal de minérios. Não foram localizados os responsáveis pelas atividades ilegais e os proprietários dos apetrechos.

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Em razão das condições difíceis do local, como os atolamentos e árvores derrubadas para impedir a passagem de carros da fiscalização, as averiguações foram feitas por meio de caminhadas a pé. A operação contou com o apoio de investigadores da Polícia Judiciária Civil e Policia Militar entre os dias 24 de março a 3 de abril.

Operação Amazônia

A Operação Amazônia, que integra órgãos estaduais e federais sob a coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), utiliza como instrumentos o monitoramento em tempo real por satélite de todo o território de Mato Grosso, fiscalização contínua no local onde é identificado o crime ambiental, embargo de áreas, apreensão e remoção de máquinas flagradas em uso para o crime e a responsabilização de infratores.

Denúncia

Crimes ambientais devem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo número 3613-7398 e 98153-0255 (por telefone ou WhatsApp), pelo e-mail [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão, pelo Fale Cidadão da CGE ou em uma das regionais da Sema.

Quem se deparar com um crime ambiental também pode denunciar à Polícia Militar, pelo 190.

 

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