POLÍTICA MT
Redes sociais e jogos online entram no foco de novo projeto de proteção infantil
O crescimento do uso de redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens entre crianças e adolescentes acendeu um alerta em Mato Grosso. E para enfrentar os riscos cada vez maiores no ambiente virtual, o deputado estadual Alex Sandro (Republicanos) apresentou o Projeto de Lei nº 584/2026, que cria a Política Estadual de Prevenção ao Aliciamento Digital de Crianças e Adolescentes.
A proposta, apresentada em plenário no último dia 13, busca ampliar ações preventivas, educativas e de conscientização para proteger menores contra crimes praticados pela internet, como exploração sexual, manipulação emocional, violência psicológica, extorsão virtual, exposição indevida de imagens e dados pessoais, além do chamado “aliciamento digital”.
Segundo o parlamentar, o avanço das plataformas digitais aumentou significativamente os riscos de exploração e aproximação criminosa de menores no ambiente virtual, tornando necessária a criação de mecanismos permanentes de conscientização e proteção preventiva.
“Aliciamento digital é caracterizado por qualquer tentativa de aproximação ou manipulação de crianças e adolescentes por meio de redes sociais, aplicativos, plataformas digitais, jogos eletrônicos ou outros ambientes virtuais, com objetivos criminosos ou abusivos”, diz trecho do projeto.
Entre as diretrizes previstas estão campanhas educativas, ações de conscientização em escolas, divulgação de materiais informativos e incentivo à orientação preventiva sobre o uso seguro da internet. O projeto também prevê a integração entre famílias, instituições de ensino, sociedade civil e órgãos públicos na construção de uma cultura de proteção digital infantojuvenil.
Outro ponto importante da proposta é o incentivo à cooperação entre órgãos de segurança pública, educação, assistência social e entidades de proteção à infância para fortalecer ações de prevenção e enfrentamento aos crimes virtuais contra menores.
O texto ainda estabelece que pessoas condenadas judicialmente por crimes digitais contra crianças e adolescentes poderão sofrer restrições administrativas em atividades ligadas ao público infantojuvenil promovidas pelo Estado. Entre as medidas previstas estão impedimentos para participação em programas, convênios, eventos e projetos voltados à infância e juventude.
A proposta tem caráter preventivo e educativo, sem criação de novos cargos ou despesas obrigatórias ao Estado, permitindo que as ações sejam integradas a políticas públicas já existentes nas áreas de educação, segurança pública e proteção da infância.
Agora, a preposição cumpre pauta de cinco sessões e segue para análise nas comissões da Assembleia Legislativa antes de ser votada em plenário.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA MT
Municípios cobram autonomia financeira e repasses justos na abertura da Marcha a Brasília
A defesa da autonomia financeira dos municípios e a garantia de repasses suficientes para custear serviços e programas locais marcaram a abertura da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada nesta terça-feira (19). O evento reuniu gestores de todo o país, com o objetivo de fortalecer a administração municipal e assegurar recursos essenciais para o financiamento das atividades locais.
As principais reivindicações foram apresentadas ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ao presidente da Câmara, Hugo Motta, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a outros representantes dos poderes Executivo e Legislativo. O encontro reforçou o diálogo direto entre prefeitos e autoridades federais em busca de soluções para as necessidades dos municípios.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Maninho, participou da cerimônia de abertura ao lado de dezenas de prefeitos de Mato Grosso. Ele alertou que diversas matérias em tramitação no Congresso aumentam a pressão sobre as contas públicas municipais, sobretudo quando não há repasse suficiente de recursos para a execução dos serviços.
Mais de 100 municípios de Mato Grosso são de pequeno porte e enfrentam dificuldades de receita para cumprir as atribuições estabelecidas anualmente. Nossa proposta é que haja um compromisso formal de repasse dos recursos necessários para custear aumentos de pisos salariais, criação de programas e outras iniciativas que impactam o caixa das prefeituras, afirmou Maninho.
Durante a solenidade, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, defendeu a revisão do pacto federativo para que a distribuição de recursos e atribuições seja mais equilibrada. Ziulkoski destacou pautas que pressionam as finanças municipais, como a redução da jornada de trabalho, que exigiria a contratação de 730 mil funcionários, e a possível criação de novos pisos salariais para diversas categorias.
São 300 projetos nas duas casas do Congresso criando pisos salariais. Não somos contra o aumento, mas é preciso repassar os recursos para os municípios, alertou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância de fortalecer o governo local, que conhece de perto a realidade das cidades. Ele afirmou que o governo federal deve apoiar a sociedade civil organizada para potencializar políticas públicas e anunciou que na quarta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá o presidente da CNM e representantes de associações municipais para ouvir as demandas.
O presidente Lula vai ouvi-los e deliberar sobre os temas colocados neste encontro, adiantou Alckmin.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, destacou avanços como a aprovação da PEC do Sistema Único de Assistência Social, que garante 1% da Receita Corrente Líquida para estados e municípios. Ele citou ainda a PEC 66, que limitou o pagamento de precatórios e permitiu a renegociação de débitos previdenciários, além de iniciativas nas áreas de segurança pública, combate ao crime organizado e transporte público.
O fortalecimento da agenda municipalista interessa ao país, declarou, salientando que a Marcha a Brasília se consolidou como um dos mais importantes espaços de diálogo e construção coletiva.
Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reafirmou seu compromisso com o municipalismo. Ele destacou que conquistas recentes, como a ampliação do Fundeb, a votação do Marco Legal do Saneamento e projetos que permitiram a renegociação de dívidas municipais, nasceram de diálogos iniciados durante a Marcha dos Prefeitos.
Alcolumbre anunciou ainda que o Congresso Nacional vai apreciar os vetos presidenciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que restringem a transferência de recursos para municípios considerados inadimplentes.
Dos 5.045 municípios abaixo de 65 mil habitantes, mais de 3.100 estão inadimplentes, sem poder acessar recursos de programas e transferências, pontuou.
Com o tema “O Brasil que dá certo nasce nos Municípios”, a mobilização é organizada pela CNM e segue até quinta-feira (21), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), com mais de 16 mil participantes. A AMM acompanha uma delegação de cerca de 200 pessoas de Mato Grosso, entre prefeitos, vice-prefeitos, primeiras-damas, secretários, técnicos e vereadores.
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